José Arbex Junior

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José Arbex Júnior (Marília, 18 de maio de 1957) [1] é um jornalista e escritor brasileiro. Graduado em Jornalismo pela Universidade de São Paulo (1982), em 2000, obteve seu doutorado em história social pela (com Telejornovelismo - mídia e história no contexto da guerra do golfo), sob a orientação de Nicolau Sevcenko. É professor do curso de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e Chefe do Departamento de Jornalismo da mesma Universidade. É também docente da Escola Nacional Florestan Fernandes.[2]Foi também professor da Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero‎ (2001 - 2002).

Começou sua carreira como jornalista na editoria do semanário trotskista O Trabalho, ligado à Organização Socialista Internacionalista (OSI), a qual atuava no meio estudantil com o nome de "Liberdade e Luta" - Libelu). Posteriormente, trabalhou por vários anos no jornal Folha de S. Paulo, chegando a ser o responsável pela editoria internacional ("Mundo"). Deixou a Folha em 1992, por discordar da linha editorial do jornal.[3]

Foi editor-chefe do Brasil de Fato, criado em 2003 durante o Fórum Social Mundial de Porto Alegre, mas em 2010 deixou o Conselho Editorial, acusando o jornal de ser "politicamente subordinado ao lulismo".[4]

Atualmente, Arbex é editor especial da revista Caros Amigos (editora Casa Amarela), uma das mais importantes revistas de esquerda da América Latina.

É autor e coautor de vários livros e capítulos de livros. Escreveu também livros didáticos e juvenis. Seus trabalhos se destacam pelo conteúdo crítico, aí incluída a crítica do jornalismo e dos grandes veículos de comunicação de massa:
"Vi a cobertura da Guerra do Golfo - eu era editor da Folha - e eu vi o absurdo que era os caras cobrirem a guerra e dizerem que não tinha nenhum morto - quando hoje se sabe que morreram pelo menos 150 mil. E aí eu fiz para mim mesmo duas perguntas: primeiro, como eles fazem para falsificar a cobertura inteira de uma guerra? E segundo, como eles fazem para que o povo acredite na cobertura falsificada - que é a parte mais importante. Quer dizer, é relativamente fácil explicar a cobertura. O que é difícil é explicar como alguém acredita que se bombardeiam, por 40 dias seguidos, 4,8 milhões de habitantes e ninguém morre. Isso tinha que ser explicado. Eu comecei a perceber que a mídia fazia cada vez mais parte da estrutura do poder. A mídia era o poder. Não o quarto poder. Ela é o poder."[3]

Livros publicados[editar | editar código-fonte]

  • O Jornalismo Canalha , 2003
  • Joe Sacco (prefácio), 2002
  • Terror e Esperança na Palestina, 2002
  • Showrnalismo - a notícia como espetáculo, 2001, 2002, 2005
  • O Brasil em regiões - Norte (com Nelson Basic Olic), 2000
  • Visões do mundo (com Nelson Bacic Olic, Demétrio Magnoli, Jayme Brener), 2 volumes: 1998(volume 1) e (volume 2) 1999
  • O Brasil em regiões - Nordeste (com Nelson Bacic Olic), 1999
  • Cinco Séculos de Brasil (com Maria Helena Valente Senise), 1998
  • A Outra América - apogeu, crise e decadência dos Estados Unidos, 1998
  • Conhecendo o Brasil (com Demétrio Magnoli e Nelson Bacic Olic), 1998
  • Panorama do Mundo 3 volumes (com Demetrio Magnoli e Nelson Bacic Olic), 1997; 2001
  • Nacionalismo - desafio à nova ordem pós-socialista, 1997
  • O Brasil em regiões - Sudeste (com Nelson Basic Olic), 1997
  • O Século do Crime, 1996; 2ª Edicao, 2004 (com Claudio Júlio Tognolli)
  • O Brasil em regiões - Rumo ao Centro-oeste 2ª Edição, 1996
  • Mundo Pós-moderno (com Claudio Julio Tognolli), 1996
  • ABC do mundo contemporâneo (com Nelson Bacic Olic e Demétrio Magnoli), 1996.
  • Islã - um enigma de nossa época. 5ª ed. são paulo: moderna, 1996. v. 01. 104p .
  • O Brasil em regiões - A Hora do Sul - (com Nelson Basic Olic), 1995
  • O Poder da TV, 1995
  • Revolução em 3 Tempos - URSS, Alemanha, China, 1993
  • Narcotráfico - um jogo de poder nas Américas, 1993
  • A Segunda Morte de Lênin - o colapso do Império Vermelho, 1991
  • Modos de ser leitor (prefácio) (autor: Jean Foucambert), 2008
  • Guerra Fria - Terror de Estado, Política e Cultura, 1997, 2000, 2002, 2003, 2004
  • Palestina - uma nação ocupada

Prêmios[editar | editar código-fonte]

  • 2003- Medalha Chico Mendes de Direitos Humanos. Grupo Tortura Nunca Mais e outras entidades.
  • 2003 - Luta contra o preconceito homofóbico em jornalismo impresso. Associação da Parada Gay.
  • 2002 - Melhor jornal laboratório universitário impresso (Contraponto, PUC-SP; editor). Encontro Nacional das Escolas de Comunicação.
  • 2001 - Agenda latino-americana de direitos humanos. Grupo Solidário São Domingos.
  • 1999 - Prêmio Vladimir Herzog de jornalismo. Sindicato dos jornalistas de São Paulo e outras entidades. Reportagem: "Terror no Paraná", [5]
  • 1997 - Prêmio Jabuti. Melhor livro reportagem: O século do crime. Câmara Brasileira do Livro.

Referências

  1. Entrevista com José Arbex Jr.: "O Estado brasileiro se estruturou contra a nação". Caros Amigos, 22 de setembro de 2010.
  2. Currículo Lattes.
  3. a b Marcelo Salles entrevista José Arbex Jr. Controvérsia, 13 de novembro de 2008 (originalmente publicado por Fazendo media, 4 de junho de 2004).
  4. José Arbex deixa conselho editorial do Jornal Brasil de Fato. Carta de Arbex ao Conselho Editorial do Brasil de Fato, publicada no site do PSTU, 21 de outubro de 2010.
  5. Busca por José Arbex Jr. no site do prêmio. Reportagem premiada: "Terror no Paraná", publicada pela revista Caros Amigos.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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