Juarez (1939)

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Juarez
Derrocada de um Império[1] (PT)
Juarez[2] (BR)
 Estados Unidos
1939 •  p&b •  125 min 
Direção William Dieterle
Produção Henry Blanke
Hal B. Wallis
Roteiro John Huston
Aeneas MacKenzie
Wolfgang Reinhardt
Baseado em Juarez and Maximilian, peça de Franz Werfel

The Phantom Crown, livro de Bertita Harding

Elenco Paul Muni
Bette Davis
Brian Aherne
Claude Rains
John Garfield
Gênero Drama
Música Erich Wolfgang Korngold
Direção de arte Anton Grot
Direção de fotografia Tony Gaudio
Figurino Orry-Kelly
Edição Warren Low
Companhia(s) produtora(s) Warner Bros.
Distribuição Warner Bros.
Lançamento Estados Unidos 10 de junho de 1939
Portugal 28 de novembro de 1944
Idioma Inglês
Página no IMDb (em inglês)

Juarezé um filme norte-americano de 1939, do gênero drama, dirigido por William Dieterle e estrelado por Paul Muni e Bette Davis.

Notas de produção[editar | editar código-fonte]

Apesar de pretender ser uma biografia do estadista mexicano Benito Juárez, o filme é composto por três enredos interligados: as intrigas de Napoleão III para levar o México para a órbita francesa; o romance entre o Imperador Maximiliano, títere francês, e sua futura esposa Carlota; e os esforços de Juárez para levar a democracia a seu país, longe de interferência externa.

O roteiro, apesar de baseado primariamente no romance biográfico The Phantom Crown (1934), de Bertita Harding, e na peça Juarez und Maximilian (1925), de Franz Werfel, utilizou 357 outras fontes de informação.[3]

Juarez e Confessions of a Nazi Spy foram os únicos produtos de Hollywood, em 1939, a mostrar o desprezo norte-americano pelos regimes fascistas, em ascensão na Europa. Daí o material publicitário de Juarez traçar um paralelo entre o México de 1863 e a Tchecoslováquia de 1939, ocupada pela Alemanha desde o início daquele ano.[4]

O figurinista Orry-Kelly fez uso do que chamou de psicologia visual, que consistia na criação de diversos vestidos, que mostravam o progressivo enlouquecimento de Carlota ao mudar da cor branca no início para a vermelha no final, com diversos tons intermediários no meio.[3]

Produção cuidadosa, o diretor de arte Anton Grot produziu 3.643 desenhos para os trinta e quatro sets de filmagem, o maior deles uma recriação da Cidade do México. Erich Wolfgang Korngold, por sua vez, compôs três mil compassos de música.[3]

Juarez foi indicado a duas categorias do Oscar: Melhor Ator Coadjuvanate (Brian Aherne como Maximiliano) e Melhor Fotografia (preto e branco). O New York Times colocou-o entre os dez melhores filmes do ano.

Para Ken Wlaschin, este é um dos melhores trabalhos de Paul Muni,[5] que já interpretara Louis Pasteur em 1935 (The Story of Louis Pasteur) e Emile Zola em 1937 (The Life of Emile Zola).

Nada disso fez da película um sucesso de bilheteria. A própria crítica não foi unânime nos elogios: consensualmente, estabeleceu-se que o que sobrava em didatismo faltava em diversão.[3]

O mexicano Miguel Contreras Torres processou a Warner Bros. por plágio de Juarez y Maximiliano, que ele produziu e dirigiu em 1934. A Warner perdeu a ação e foi condenada, entre outras coisas, a distribuir a produção mexicana. Para isso, ela elaborou uma versão em inglês, intitulada The Mad Empress, exibida no Brasil como A Imperatriz Louca.[6] Essa versão contava com Conrad Nagel, Evelyn Brent e Lionel Atwill no comando do elenco.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

No México da década de 1860, todos querem democracia, incentivados por Benito Juarez. Ao chegar ao país, o recém apontado Imperador Maximiliano tenta reverter a situação, auxiliado por um grupo de monarquistas. Sua esposa, Carlota, viaja para a França, para pedir ajuda a Napoleão III, enquanto Abraham Lincoln continua a dar corda a Juarez. Maximiliano ainda enfrenta um drama particular: sua amada Carlota dá sinais de estar ficando louca.

Premiações[editar | editar código-fonte]

Patrocinador Prêmio Categoria Situação
Academia de Artes e Ciências Cinematográficas Oscar Melhor Ator Coadjuvante (Brian Aherne)
Melhor Fotografia (preto e branco)
Indicado
Indicado
Film Daily Dez Melhores Filmes de 1939 Escolhido
The New York Times Dez Melhores Filmes de 1939 Escolhido

Elenco[editar | editar código-fonte]

Ator/Atriz Personagem
Paul Muni Benito Juarez
Bette Davis Carlota
Brian Aherne Maximiliano von Hapsburg
Claude Rains Napoleão III
John Garfield Porfírio Diaz
Donald Crisp Marechal Bazaine
Joseph Calleia Alejandro Uradi
Gale Sondergaard Imperatriz Eugênia
Gilbert Roland Coronel Miguel Lopez
Henry O'Neill Miguel Miramon
Harry Davenport Samuel Basch
Louis Calhern LeMarc
Walter Kingsford Príncipe Metternich
Montagu Love Jose de Montares
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Derrocada de um Império (em português) no CineCartaz (Portugal)
  2. Juarez no CinePlayers (Brasil)
  3. a b c d HIRSCHHORN, Clive, The Warner Bros. Story, Londres: Octopus Books, 1986 (em inglês)
  4. SHINDLER, Colin, Hollywood Holds Back, in Movies of the Thirties, editado por Ann Lloyd, Londres: Orbis, 1985 (em inglês)
  5. WLASCHIN, Ken, The World's Great Movie Stars and Their Films, Londres: Peerage Books, 1985 (em inglês)
  6. Gomes de Mattos, Antonio Carlos (1991). Hollywood Anos 30. Rio de Janeiro: EBAL 
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