Leny Eversong

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Leny Eversong
Nome nativo Hilda Campos Soares da Silva
Nascimento 1 de setembro de 1920
Santos
Morte 29 de abril de 1984 (63 anos)
Cidadania Brasil
Ocupação cantora

Leny Eversong (Santos, 10 de setembro de 1920São Paulo, 29 de abril de 1984), nome artístico de Hilda Campos Soares da Silva, foi uma cantora brasileira, especializada em música internacional.[1]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Dona de uma voz poderosa, venceu um concurso de talentos mirins na Rádio Clube de sua cidade natal aos 12 anos. Em 1937 foi para o Rio de Janeiro, onde se apresentou na Rádio Tupi, atuando também em shows no Cassino da Urca e no Copacabana Palace. Mas sua carreira não decolou. Voltou então a São Paulo, onde ainda atuaria até meados dos anos 1950.

Leny começou a gravar em 1942, como crooner da orquestra de Anthony Sergi, o Totó. Só gravava temas internacionais, na maioria norte-americanos. Em 1951, começou a gravar também em português. Passou pela Rádio Excelsior (SP) e Nacional de São Paulo. Mas foi apenas a partir da inauguração da Rádio Mundial do Rio de Janeiro, em 1955, que sua carreira decolou. Em breve já era um dos maiores salários do rádio brasileiro.

A partir de dezembro de 1956 começou a se apresentar nos Estados Unidos em shows, principalmente em Las Vegas, onde fez várias temporadas nos famosos cassinos e televisão, culminando com uma participação em 6 de janeiro de 1957 num programa apresentado por Ed Sullivan, onde intercalava suas interpretações com as de um jovem astro do rock chamado Elvis Presley.[2] Em 58, cantou no Olympia de Paris. Lançou discos gravados nos EUA e Paris.

Também apresentou-se na Argentina, vendida como uma cantora americana, depois Venezuela, Cuba, Peru, Chile e Uruguai.

Criticada no Brasil por só cantar músicas estrangeiras, gravou também compositores brasileiros, como Lupicínio Rodrigues, Tom Jobim e Adoniran Barbosa, mas celebrizou-se mesmo no cancioneiro internacional, cantando em inglês, sobretudo, mas também em francês, espanhol e italiano. Alguns dos seus maiores êxitos foram as gravações de "Jezebel" (Shanklin) e o "Canto afro-cubano", um medley com "Tierra va tembla" (Mariano Merceron) e "El cumbanchero" (Rafael Hernandez). Também marcantes foram suas gravações de "Granada" (Agustín Lara) e "Samba internacional" (Sidney Morais).

Nos anos 1960 voltou a São Paulo, trabalhando nas emissoras Record, Excelsior e Tupi.

Em 1965, participou da montagem da Ópera dos Três Vinténs, de Brecht e de alguns festivais como o Festival de Música Popular Brasileira 1966 na TV Record.

No Rio atuou em 1968 num memorável show na boate Drink junto com Cauby Peixoto, registrado em disco gravado ao vivo, seguindo por sua última turnê pelos EUA, onde gravou um especial para a Rede CBS.

Em 1970 voltou ao Rio para um show no Canecão.

A partir de 1973 foi afastando-se lentamente da vida artística, por motivos pessoais e de saúde. Seu marido, Francisco Luís Campos Soares da Silva (conhecido como Nei) desapareceu misteriosamente e o desgosto, junto ao diabetes e o excesso de peso a prejudicavam. Em 1983 fez uma última participação no programa televisivo "O Show é o limite", de J. Silvestre. Faleceu em 29 de abril de 1984.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.
  • CARDOSO, Sylvio Tullio. Dicionário Biográfico da música Popular Edição do autor. Rio de Janeiro, 1965.
  • EPAMINONDAS, Antônio. Brasil brasileirinho. Editora: Instituto Nacional do Livro. Rio de Janeiro, 1982.
  • MARCONDES, Marcos Antônio. (ED). Enciclopédia da Música popular brasileira: erudita, folclórica e popular. 2. ed. São Paulo: Art Editora/Publifolha, 1999.

Filmografia[editar | editar código-fonte]

  • Leny, a fabulosa - documentário de Ney Inacio, 2015 - 54' - com a foto com Elvis.[3]
  • O Santo Módico - filmes dirigido por Robert Mazoyer, 1961 - tendo no elenco Léa Garcia, Breno Mello.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Leny se apresentando no programa de Ed Sullivan, em 6 de janeiro de 1957

Referências

  1. Leny Eversong: os 80 anos da diva esquecida
  2. Evelyn Cristine (21 de fevereiro de 2018). «Elvis e o Brasil». Revista Leituras da História Ed. 111. Consultado em 8 de dezembro de 2018 
  3. Ney Inácio (2015). «Leny a fabulosa». Canal Brasil Imprensa. Consultado em 8 de dezembro de 2018