Luísa Schmidt

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Luísa Schmidt
Nascimento 1957 (64 anos)
Lisboa
Cidadania Portugal
Alma mater
Ocupação investigadora, socióloga, operador, professora universitária
Prêmios
  • Mulheres na Ciência (2016)
  • Prémio Quercus (2010)
Empregador Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa

Maria Luísa de Carvalho de Albuquerque Schmidt (Lisboa, 1957) é uma socióloga, jornalista, professora portuguesa, atualmente investigadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Faz parte da equipa que introduziu a Sociologia do Ambiente em Portugal, tanto na investigação, como no ensino, como na articulação entre academia e sociedade.[1]

Percurso[editar | editar código-fonte]

Luísa Schmidt é socióloga especialista nas áreas da comunicação e do ambiente, jornalista, professora e investigadora principal do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e trabalha sobre temas relacionados com o ambiente, educação e educação ambiental. Alia, desde cedo, a investigação à promoção da cultura científica e à sensibilização das populações para as políticas públicas na área do ambiente.[2][3][4]

Em 1979 concluiu a licenciatura em sociologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.[3]

Luísa Schmidt faz parte da equipa de investigação que estruturou o projecto "OBSERVA – Observatório de Ambiente e Sociedade" (ICS-UL), no âmbito do qual  desenvolve vários projectos de investigação que articulam ciências sociais e ambiente. Esta rede internacional fundada em 1996 que pretende articular projectos e actividades do Grupo de Investigação Ambiente, Território e Sociedade (GIATS) com diversos tipos de públicos, através da divulgação de resultados, promoção de debates e workshops, realização de acções de formação, publicação de estudos, fornecimento de informação útil à definição de políticas públicas e disseminação de conhecimento sobre meio ambiente, território e sociedade ao público em geral. O OBSERVA realiza também inquéritos de âmbito nacional e mantém uma base de dados sobre temas de ambiente e território.[5] [6][7]

Em 1999 defende a tese de doutoramento em sociologia da comunicação e do ambiente no ISCTE - Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, em Lisboa[8][3] [7]

Luísa Schmidt é autora de vários artigos publicados em revistas nacionais e internacionais, bem como de inúmeros textos de divulgação científica e de livros, sobre esta temática.[2] [3][6]

Desde 1990, é colunista do semanário Expresso com a coluna “Qualidade Devida” sobre questões ambientais e de cidadania e colaboradora do programa de rádio ‘Um certo olhar’ na Antena 2 .[2][6][8][9]

Entre 2004 e 2012, Luísa Schmidt coordenou a linha de pesquisa "Sustentabilidade, Ambiente, Risco e Espaço" (ISC-ULisboa).[3]

É ainda membro do CNADS (Conselho Nacional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável), do Working Group EEAC - European Environment and Sustainable Development Advisory Councils e do Research Network for Environment and Society (RN12) – European Sociological Association (ESA).[2][6][8]

Faz parte do Conselho Consultivo da APREN (Associação Portuguesa das Energias Renováveis) e integra, desde 2009, o Comité Científico do Programa Doutoral em "Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável", resultante de uma parceria entre as duas Universidades de Lisboa (Universidade de Lisboa e Universidade Nova de Lisboa) e com a colaboração da Universidade de East Anglia, da Universidade de São Paulo e da Pontíficia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Coordenou também o grupo de trabalho no âmbito da Comissão Nacional da UNESCO para a Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014).[2][6][4]

Luísa Schimdt fez parte do Movimento Futuro Limpo, que junta várias pessoas de diversas áreas como, por exemplo, da ciência, da diversidade ou da cultura. Para além de se oporem à exploração de hidrocarbonetos, apresentam possibilidades de um desenvolvimento do país menos poluente, sem que a prosperidade e o bem estar das pessoas seja colocado em causa.[10]

Entre 2016 e 2017 trabalhou no IGAMAOT (Inspecção Geral do Ambiente, Mar, Agricultura e Ordenamento do Território) no âmbito do "Modelo de Análise de Prioridade de Ação – Ambiente e Território (MAPA)". [3]

Desde 2017 é conselheira da Plataforma Local Almada Clima, Membro do Conselho Geral do Instituto Politécnico de Leiria, Embaixadora da Aliança Objectivos de Desenvolvimento Sustentável de Portugal - ODS 14 Acção Climática e Membro do Grupo de Peritos da FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia, na Agenda Estratégica de Investigação e Inovação Agro-alimentar, Florestas e Biodiversidade. Trabalha também no Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas da AMAL (Associação dos Municípios do Algarve). [3]

Desde 2018 é Membro da Comissão de Acompanhamento da Estrutura de Missão para a Instalação do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais em Portugal e Membro da Comissão de Honra do Plano Nacional de Leitura 2017-2027. [3]

Desde 2019 é Vice Presidente da Mesa do Conselho Científico Internacional do Instituto de Estudos Avançados em Catolicismo & Globalização, em Portugal. [3]

Entre 2018 e 2021 participa nas investigações dos projectos "People & Fire - As Pessoas e o Fogo: Reduzir o Risco, Conviver com o Risco" e "RIVEAL - Riparian Forest Values and Ecosystem Services in Uncertain Freshwater Futures and Altered Landscapes / Valores e serviços dos ecossistemas fluviais e das florestas ripárias em paisagens fluviais alteradas e futuros climáticos incertos", ambos financiados pela FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia. [3]

Reconhecimentos e Prémios[editar | editar código-fonte]

  • 1992 - Prémio Nacional de Jornalismo Ambiental do Observatório do Ambiente, Portugal;[3]
  • 1994 - Grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique da Presidência da República - Grão-Mestre das Ordens Honoríficas Portuguesas; [3][11]
  • 2000 - 3.º Prémio "Cassete de Bronze" do Festival Ambiente 2000 de Portalegre, com o documentário “Poluição em Imagens”; [3]
  • 2000 - 1.º Prémio para Vídeo Profissional com o documentário “Poluição em Imagens” do VI Festival Internacional CineEco de Seia; [3]
  • 2000 - Prémio Especial "Resíduos" do VI Festival Internacional CineEco de Seia; [3]
  • 2002 - Prémio Internacional de Comunicação Ambiental, entregue pelo à data secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan [3] [12]
  • 2004 - Prémio POLIS 2004 - "Paisagem e Ordenamento do Território", com o episódio n.º 4 “Paisagem e Desordenamento” da série documental “Portugal – Um Retrato Ambiental”, do X Festival Internacional CineEco de Seia;[3]
  • 2005 - 1º Prémio "Water and Sustainable Development" com o episódio n.º 3 “Águas” da série documental “Portugal – Um Retrato Ambiental”, no âmbito do Prémio Anual de Jornalismo da Águas do Douro e Paiva (AdDP), denominado ‘Saber D´Água – Água e Desenvolvimento Sustentado’; [3] [13]
  • 2006 - URBAN TV 2006 – 1º Prémio do IV International Television Festival about Urban Life and Ecology / TVE (televisão espanhola), com o episódio n.º 4 “Paisagem e Desordenamento” da série documental “Portugal – Um Retrato Ambiental”;[3]
  • 2007 - Menção Honrosa da CPADA (Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente), Lisboa; [3]
  • 2008 - Homenagem do Festival CineEco 2008, 14.º Festival de Cinema e Vídeo de Ambiente, Festival CineEco 2008 de Seia;[3]
  • 2008 - Green Project Awards – Menção Honrosa "Portugal, Um Retrato Ambiental" do Grupo GCI, Lisboa;[3]
  • 2010 - Prémio Quercus 2010 – galardão atribuído no 25 Anos da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza; [3][14]
  • 2016 - Prémio Ciência Viva Media da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica (Ministério da Ciência);[9]
  • 2016 - Reconhecimento público no âmbito da iniciativa “Mulheres na Ciência”, da Ciência Viva, Lisboa;[3]
  • 2016 - Prémio Ciência Viva Montepio – Media 2016, da Ciência Viva, Lisboa;[3] [4]
  • 2016 - Prémio Científico – menção honrosa da Universidade de Lisboa / Caixa Geral de Depósitos;[3]
  • 2017 - Prémio ERICS, Caixa Geral de Depósitos, Lisboa;[3]
  • 2019 - WEF - Women Economic Forum, “Exceptional Women - Leaders of Excellence – Designing a Sustainable World Together.[3]

Livros[editar | editar código-fonte]

  • 1993 - O Verde Preto no Branco. Lisboa: Gradiva. [ISBN 9726623367]
  • 1994 - Consumo Bem Espremido. Lisboa: Gradiva. [ISBN 9789726623489]
  • 1997 - Guia de Direitos do Cidadão. Lisboa: Círculo de Leitores. [ISBN 9724214818]
  • 1999 - Portugal Ambiental. Casos & Causas. Oeiras: Celta. [ISBN 9727740189]
  • 2004 - Ambiente no Ecrã. Emissões e Demissões no Serviço Público Televisivo. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais
  • 2005 - Autarquias e Desenvolvimento Sustentável. Lisboa: Fronteira do Caos. [ISBN 9789729975707]
  • 2007 - País (in)Sustentável. Ambiente e Qualidade de Vida em Portugal. Lisboa: Editora Esfera do Caos.
  • 2008 - Ciência e cidadania. Homenagem a Bento de Jesus Caraça, com João de Pina Cabral. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais. [ISBN 9789726712183]
  • 2010 - Educação Ambiental—. Balanço e Perspectivas para uma Agenda Mais Sustentável, com João Guerra e Joaquim Nave. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais. [ISBN 9789726712657]
  • 2013 - Bem Comum: Público e/ou Privado,  com J. Pato e M.E. Gonçalves (eds.). Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais.
  • 2014 - Ambiente, Alterações Climáticas, Alimentação e Energia: a Opinião dos Portugueses, com Ana Delicado (Eds.). Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais. [ISBN 9789726713357]
  • 2014 - Governação de Proximidade. As Juntas de Freguesia de Lisboa, com João Seixas e Anabela Baixinho, Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda. [ISBN 9789722722230]
  • 2016 - Portugal. Ambientes de Mudança. Erros, Mentiras e Conquistas. Lisboa: Temas e Debates e Círculo de Leitores. [ISBN 9789896444181]
  • 2017 - Clima de Tensão: Acção Humana, Biodiversidade e Mudanças Climáticas, com L. C. Ferreira, M. P. Buendía, J. Calvimontes e J. E. Viglio (Org.). Campinas: Editora da Unicamp.
  • 2018 - Sustentabilidade. Primeiro Grande Inquérito em Portugal, com Mónica Truninger, João Guerra e P. Prista. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais. [ISBN 9789726714910]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Luísa Schimdt». Instituto de Ciências Sociais. Consultado em 25 de Maio de 2020 
  2. a b c d e «FCUP - Luísa Schmidt em palestra na FCUP». sigarra.up.pt. Consultado em 25 de maio de 2020 
  3. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ORCID. «Luísa Schmidt (0000-0002-7449-8636)». orcid.org (em inglês). Consultado em 25 de maio de 2020 
  4. a b c «Prémio Ciência Viva Montepio - Media 2016». www.cienciaviva.pt. Consultado em 25 de maio de 2020 
  5. «Observa | ICS». www.ics.ulisboa.pt (em inglês). Consultado em 25 de maio de 2020 
  6. a b c d e «Professora Doutora Luísa Schmidt – Debate». Jortec Ambiente. 20 de janeiro de 2017. Consultado em 25 de maio de 2020 
  7. a b «Luísa Schmidt». anabelamotaribeiro.pt. Consultado em 25 de maio de 2020 
  8. a b c «Luísa Schmidt | WEF | Women Economic Forum». WEF (em inglês). Consultado em 25 de maio de 2020 
  9. a b «Luísa Schmidt | ICS». www.ics.ulisboa.pt. Consultado em 25 de maio de 2020 
  10. «Luísa Schmidt: "Não podemos ter sol na eira e petróleo no nabal"». Esquerda. Consultado em 25 de maio de 2020 
  11. «Entidades Nacionais Agraciadas com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Maria Luisa de Carvalho de Albuquerque Schmidt". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 6 de fevereiro de 2020 
  12. Lusa. «Jornalista portuguesa recebe prémio internacional das mãos de Kofi Annan». PÚBLICO. Consultado em 25 de maio de 2020 
  13. «Jornalistas premiados». www.cmjornal.pt. Consultado em 25 de maio de 2020 
  14. «Prémios Quercus – Quercus». Consultado em 1 de novembro de 2021