Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa

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Faculdade de Ciências
Sociais e Humanas
Logótipo NOVA FCSH.png
NOVA FCSH
Fundação 1977
Tipo de instituição Pública
Localização Lisboa, Portugal
Funcionários técnico-administrativos 93
Diretor(a) Francisco Caramelo
Docentes 310
Total de estudantes 4743
Graduação 2553
Pós-graduação 1590
Doutorado 600
Campus Avenida de Berna, 26-C
1069-061 Lisboa
Cores da escola Verde e Azul
Orçamento anual 25 Milhões de Euros
Página oficial http://www.fcsh.unl.pt/

A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (também conhecida pela sigla NOVA FCSH) é uma unidade orgânica da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA) e uma pessoa coletiva de direito público, dotada de autonomia científica, pedagógica, administrativa e financeira, cuja missão de serviço público é a de qualificar ao mais alto nível os cidadãos. De acordo com os seus estatutos, "a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa é uma instituição vocacionada para o ensino, para a investigação científica e para a criação cultural".[1]

Descrição geral[editar | editar código-fonte]

Edifício principal da FCSH, também designado por Torre B. O seu formato original é, ao centro, inspirado na imagem de um livro aberto

A NOVA FCSH foi criada em 10 de novembro de 1977 pelo Decreto-lei nº 463-A/77, na sequência do desenvolvimento da área das ciências humanas e sociais então já existente na NOVA e protagonizada por um grupo de docentes e investigadores, nomeadamente J. S. da Silva Dias, Leonor Buescu, João Morais Barbosa, Artur Nobre de Gusmão, Fernando Gil, Augusto Mesquitela Lima, A. H. de Oliveira Marques, José Augusto França, Vitorino Magalhães Godinho, José Mattoso, Raquel Soeiro de Brito, Teolinda Gersão, Leonor Machado de Sousa, Yvete Kace Centeno e Teresa Rita Lopes. A Faculdade iniciou a sua atividade a 2 de janeiro de 1978.

A NOVA FCSH localiza-se na avenida de Berna, no centro de Lisboa, próxima da Fundação Calouste Gulbenkian, sendo dotada de muito bons acessos a transportes públicos. Sediada em terrenos que pertenceram a instalações militares (extinto Grupo de Companhias Trem-Auto das Forças Armadas), os espaços da Faculdade dividem-se pelos edifícios B1 e B2 (salas de aulas), Torre A (salas de aulas e sede do ILNOVA), Torre B (secretariados de departamentos, Biblioteca Mário Sottomayor Cardia e Biblioteca Vitorino Magalhães Godinho, órgãos de gestão, serviços administrativos, cantina, associação de estudantes) e o edifício ID (Investigação e Doutoramentos). Este último, conhecido como o extinto DRM (Distrito de Recrutamento Militar), foi recentemente alvo de uma grande remodelação, a fim de se adaptar aos objetivos que lhe foram atribuídos. Aí funcionam o núcleo administrativo de apoio aos cursos de doutoramento, as unidades de investigação associadas à NOVA FCSH e as aulas dos cursos de doutoramento. No edifício ID pode ainda encontrar-se um bar de apoio e a sala destinada às provas de doutoramento.

Para além dos espaços letivos (salas de aula, anfiteatros e auditórios), a Faculdade dispõe ainda de algumas zonas de convívio, uma reprografia e um amplo pátio. Para resolver as questões logísticas que o seu crescimento recente gerou, estão previstas novas instalações para a NOVA FCSH no Plano de Pormenor do Campus de Campolide, onde já estão instaladas outras unidades orgânicas da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA) como a Faculdade de Direito (FD) e a NOVA Information Management School (NOVA IMS). Aí situam-se também a Reitoria e a residência universitária Alfredo de Sousa.

Órgãos da faculdade[editar | editar código-fonte]

São órgãos da faculdade, de acordo com o determinado no RJIES e em despacho reitoral:[2]

  • O Conselho de Faculdade
  • O Diretor
  • O Conselho Científico
  • O Conselho Pedagógico
  • O Conselho de Estudantes

Conselho de Faculdade[editar | editar código-fonte]

O Conselho de Faculdade é um órgão colegial representativo composto por 13 membros[3]: oito docentes ou investigadores (João Aires de Freitas Leal, Nuno Severiano Teixeira, Salwa Castelo-Branco, Diogo Ramada Curto, Helena Trindade Lopes, José Neves, João Mário Grilo, Luís Baptista e Margarida Medeiros), uma estudante (Bárbara Carvalho), um representante dos trabalhadores não-docentes e não investigadores (Pedro Sousa) e quatro individualidades externas à Faculdade (Joana Gomes Cardoso, João Duarte Fernandes, Helena Roseta e Ricardo Araújo Pereira). Os docentes ou investigadores são eleitos pelos respetivos corpos para mandatos de quatro anos (podendo ser reconduzidos uma única vez), enquanto as individualidades externas, escolhidas pelo conselheiros eleitos na sua primeira reunião, são nomeadas pelo reitor.[4]

Ao conselho de faculdade compete:[5]

  • Eleger o seu presidente, cargo hoje ocupado por Joana Gomes Cardoso;
  • Eleger o diretor (por maioria absoluta, de entre o quadro de professores catedráticos e investigadores coordenadores em efetividade de funções na Faculdade);
  • Apreciar os atos do diretor e aprovar alterações de estatutos;
  • Sob proposta do diretor, aprovar opções estratégicas de médio e longo prazo, bem como criar, transformar ou extinguir departamentos, unidades de investigação ou serviços;
  • Pronunciar-se sobre a aquisição ou alienação de património;
  • Aprovar planos anuais de atividades, orçamentos e relatórios anuais de contas.

Diretor[editar | editar código-fonte]

O mandato do diretor tem a duração de quatro anos, podendo ser reeleito uma única vez num processo eleitoral que tem início três meses antes do seu termo [6] e pode designar até quatro Subdiretores.

Ao diretor compete orientar e coordenar as atividades e os serviços da faculdade, imprimindo-lhes unidade, continuidade e eficácia. Desse modo, incumbe-lhe representar a faculdade dentro e fora da instituição, velar pela observância dos estatutos e regulamentos, presidir aos conselhos científico e pedagógico (dos quais deve executar as deliberações vinculativas), nomear coordenadores executivos departamentais, aprovar calendários letivos, submeter ao Reitor a criação e extinção de cursos, coordenar os serviços de apoio à faculdade, orientar a gestão administrativa e financeira, tomar iniciativas conducentes ao desenvolvimento da faculdade, assegurar o cumprimento das deliberações tomadas pelos órgãos colegiais e zelar pela qualidade do ensino e investigação da Faculdade.[7]

Histórico de dirigentes[editar | editar código-fonte]

Presidentes da comissão instaladora da NOVA FCSH[editar | editar código-fonte]

  • dezembro de 1977 a novembro de 1980: A. H. de Oliveira Marques
  • novembro de 1980 a maio de 1981: J. S. da Silva Dias
  • novembro de 1981 a março de 1982: João Morais Barbosa

Diretores da NOVA FCSH[editar | editar código-fonte]

Departamentos[editar | editar código-fonte]

A NOVA FCSH delega aos seus 12 departamentos o funcionamento da sua oferta letiva, bem como o apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico e à divulgação da cultura nos domínios que lhe são próprios. O desenvolvimento dessa missão é assegurado pelos docentes associados ao departamento - de carreira e convidados - apoiados por um secretariado. A coordenação de cada departamento cabe a um coordenador executivo nomeado pelo Diretor de entre os professores de carreira.[8]

Os Departamentos da NOVA FCSH são:

  • Antropologia
  • Ciências da Comunicação
  • Ciências Musicais
  • Estudos Políticos
  • Estudos Portugueses
  • Filosofia
  • Geografia e Planeamento Regional
  • Historia
  • Historia da Arte
  • Línguas, Culturas e Literaturas Modernas
  • Linguística
  • Sociologia
Unidades de Investigação / Classificação FCT 2014
  • CESEM - Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical / Excelente
  • CETAPS - Centre for English, Translation and Anglo-Portuguese Studies / Excelente
  • CHAM - Centro de Humanidades / Excelente
  • CIC. Digital - Center for Research in Communication, Information and Digital Culture
  • CICS.NOVA - Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais / Excelente
  • CITI - Centro de Investigação para Tecnologias Interactivas
  • CLUNL - Centro de Linguística da NOVA
  • CRIA - Centro em Rede de Investigação em Antropologia / Muito Bom
  • IAP[ligação inativa] - Instituto de Arqueologia e Paleociências da Universidade NOVA de Lisboa
  • IELT - Instituto de Estudos de Literatura e Tradição / Muito Bom
  • IEM - Instituto de Estudos Medievais / Muito Bom
  • IFILNOVA – Instituto de Filosofia da NOVA / Excelente
  • IHA - Instituto de História da Arte / Muito Bom
  • IHC - Instituto de História Contemporânea / Excelente
  • INET-md - Instituto de Etnomusicologia, Centro de Estudos em Música e Dança / Excelente
  • IPRI - Instituto Português de Relações Internacionais / Muito Bom

Unidades de investigação[editar | editar código-fonte]

O Edifício I&D alberga as Unidades de Investigação da FCSH. É também o local onde são leccionados os cursos de doutoramento

A FCSH integra um total de 16 unidades de investigação,[9] cuja principal missão passa pelo desenvolvimento da investigação e da cultura científicas nas diferentes áreas das ciências sociais e humanas, pela formação de investigadores e pela prestação de serviços à comunidade. A investigação é considerada uma das apostas mais significativas da faculdade, pois as suas unidades de investigação constituem uma referência de qualidade tanto a nível nacional como internacional[carece de fontes?].

A faculdade é a única instituição universitária na área das ciências sociais e humanas que dispõe de espaço próprio (edifício ID) exclusivamente dedicado à instalação das unidades de investigação e aos cursos de doutoramento, o que reforça a associação, tão desejada, entre a investigação e os cursos de 3º ciclo.

Ciclos de Estudo[editar | editar código-fonte]

A FCSH é atualmente a segunda maior unidade orgânica da NOVA, tanto em número de alunos como em dotação orçamental. Tem 273 docentes, na sua quase totalidade doutorados ou personalidades de reconhecido mérito na respetiva área científica, e cerca de uma centena de funcionários administrativos. No ano letivo 2015/16 a faculdade concentra um total de 4725 alunos, sendo 2587 de licenciatura, 1488 de mestrado e 786 de doutoramento.[10]

A oferta letiva da NOVA FCSH para o ano letivo 2016/2017 compreende 14 licenciaturas, 44 cursos de mestrado e 24 de doutoramento, sendo estes últimos ciclos de estudo desenvolvidos exclusivamente em regime pós-laboral.[11]

Os ciclos de estudos abrangem as áreas tradicionais das ciências sociais e humanas, mas também várias temáticas interdisciplinares e ainda diversos cursos de natureza mais profissionalizante. Além de uma escola de verão, a NOVA FCSH propõe ainda cursos de pós-graduação, especialização, livres e, desde 1997, um curso de língua e cultura portuguesas. A estrutura deste está repartida pelos seis níveis previstos pelo Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas e pode ser intensivo (30 horas durante 5 vezes por semana) ou semestral (64 horas 2 vezes por semana) ou até individual.

Os programas de mobilidade, de que o Erasmus é o exemplo mais conhecido, envolvem anualmente mais de 400 estudantes[10] (incoming e outgoing) e são um dos espelhos da estratégia de internacionalização da FCSH. A faculdade também oferece estágios profissionais em países membros da União Europeia.

Programa Pedro Hispano[editar | editar código-fonte]

O Programa Pedro Hispano – Estudos Doutorais em Ciências Sociais e Humanas – foi criado em maio de 2012 para promover a excelência, a interdisciplinaridade e a internacionalização de todos os programas doutorais da NOVA FCSH, através da dinamização de várias iniciativas:

  • Uma escola de verão, organizada anualmente. Cada escola de verão será estrutura no âmbito de problemáticas relevantes nas Ciências Sociais e Humanas;
  • Uma escola de inverno em ‘Research Skills’, focada no desenvolvimento de competências metodológicas e transversais;
  • Uma ‘Graduate Conference’ em Ciências Sociais e Humanas onde os doutorandos apresentam e discutem o seu trabalho de investigação com colegas e académicos. A primeira edição aconteceu a 26 e 27 de novembro de 2012;
  • As “Pedro Hispano Lectures”, desenvolvidas por académicos de renome;
  • Planeamento e desenvolvimento de programas de doutoramento interdisciplinares em inglês.

Bibliotecas[editar | editar código-fonte]

Biblioteca Mário Sottomayor Cardia

A NOVA FCSH tem duas bibliotecas. A Biblioteca Mário Sottomayor Cardia, instalada no edifício principal da NOVA FCSH, é assim designada desde 2008, na sequência da doação da biblioteca do Professor Mário Sottomayor Cardia, feita pela família à Faculdade.

A BMSC disponibiliza recursos bibliográficos, documentais e informativos necessários ao ensino, investigação e educação nos domínios das ciências sociais e humanas e é detentora de um acervo com cerca de 150 mil títulos (142 mil monografias, 4 mil títulos de periódicos e 4 mil unidades de material não-livro) que coloca à disposição de professores, investigadores, alunos e funcionários da Faculdade, bem como de qualquer leitor interessado.

A BMSC presta os serviços de difusão de informação; referência e pesquisa; leitura presencial; empréstimo domiciliário e empréstimo interbibliotecas e faculta a toda a comunidade académica o acesso a ebooks, bases de dados de publicações e artigos científicos e repositórios digitais nacionais e internacionais de referência, garantindo ainda o apoio ao utilizador e a formação necessárias para aceder a estes conteúdos nas suas diversas plataformas informáticas.

A BMSC é depositária de doações particulares cedidas pelos legatários de antigos professores e investigadores da NOVA FCSH: Biblioteca António G. Mattoso (BM) – 8500 livros de âmbito geral, com particular importância para a área da História, Biblioteca Leonor Buescu (BLB) – 3 mil volumes de âmbito geral, com maior relevância para a área da Linguística e da Literatura Portuguesa; Biblioteca Luís Krus (BLK) – 3700 obras sobre a História Medieval Portuguesa e Europeia, Antropologia e Sociologia; e Biblioteca Mário Sottomayor Cardia (BMSC) – 60 mil volumes, ainda não totalmente tratados, que versam temáticas de carácter generalista, com particular evidência para a Filosofia e Ciência Política.

A BMSC integra, também, a coleção bibliográfica do American Ladies Club (ALC) – 1000 volumes dedicado à Literatura, bem como algumas bibliotecas pessoais, como é o caso da Biblioteca António Rita Ferreira (BRF) – 850 livros relacionados com Antropologia; Biblioteca Dragomir Knapic (BK) – 250 obras sobre Geografia; Biblioteca João Catarino (BJC), contendo 700 obras sobre Arqueologia; Biblioteca José Rodrigues Miguéis (BRM) – 1400 obras dedicadas à História da Literatura e Colonização Africana, Etno-História de África; Biblioteca Martin Dean (BMD) – 1650 livros sobre Arqueologia Náutica e Subaquática e Biblioteca Macário santiago Kastner (BSK) – 1000 livros na área da música e da musicologia.

A Biblioteca Vitorino Magalhães Godinho é uma biblioteca especializada, vocacionada para a investigação e dirigida sobretudos para investigadores. É assim designada desde 2018, na sequência da doação da biblioteca do Professor Vitorino Magalhães Godinho, feita pela família à Faculdade. Para além desta biblioteca particular, disponibiliza, ainda, os fundos documentais de 14 Unidades de Investigação da NOVA FCSH incidindo sobre áreas com a Antropologia, Estudos de Género, Filosofia, Literatura, Música, História e Sociologia. Aqui se acolhe, também, a biblioteca de Samuel Schwarz, uma coleção com características únicas e que versa sobretudo a história, cultura e religião do povo judeu, conservando obras que datam desde 1510 a 1953.

Referências

  1. Diário da República, II série, nº128, de 4 de junho de 1990
  2. Artigo 8 do Capitulo II do Despacho Reitoral Nº 3849/2009
  3. «Membros do Conselho de Faculdade» 
  4. Artigo 9, alínea 9 e artigo 10 alínea 2 dos Estatutos da FCSH
  5. Artigo 10 dos estatutos da FCSH
  6. Artigo 13 dos Estatutos da FCSH
  7. Artigo 15 dos Estatutos da FCSH
  8. Artigos 24 e 25 dos Estatutos da FCSH
  9. «Página do Diário da República» (PDF). Dre.pt 
  10. a b FCSH - Factos e Números [1]
  11. «Universidade Nova de Lisboa». Universidade Nova de Lisboa. Consultado em 30 de junho de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]