Sebastião Curió

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Sebastião Rodrigues de Moura (São Sebastião do Paraíso, 15 de dezembro de 1938), mais conhecido como Major Curió (hoje coronel da reserva) é um ex-militar e político brasileiro, fundador da cidade de Curionópolis, no sul do Pará e integrante das forças do exército que combateram a Guerrilha do Araguaia na Amazônia entre 1972 e 1974.

Como militar, foi para o sul da Amazônia para combater o movimento armado da guerrilha do Araguaia, nas décadas de 1960 e 1970, e nunca mais retornou, virando liderança política na região.

De acordo com estudos divulgados pelo Partido Comunista do Brasil, Curió foi o responsável pelo trabalho de inteligência militar no combate à guerrilha, utilizando informações obtidas de guerrilheiros capturados por meio de tortura. Foi também amparado pelo próprio governo vigente da época, que lhe forneceu uma identidade falsa com nome de Marco Antônio Luchinni. Segundo sua documentação forjada era assistente técnico reconhecido pelo Ministério da Agricultura, além de também ter sido considerado repórter da Rede Globo na década de 1980.

A guerra suja deixava de ser uma ação ostensiva para cair na clandestinidade, comandada diretamente pelo Centro de Informações do Exército, o CIE. Aparece na história, então, um personagem que se tornaria célebre na região: Sebastião Curió. Major à época, Sebastião Rodrigues de Moura, com curso de especialização no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), do Comando Militar da Amazônia, ex-lutador de boxe, foi enviado ao Araguaia com o codinome de Marco Antonio Luchini, um engenheiro florestal dos quadros do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), para montar uma operação de inteligência e aniquilar os últimos focos da guerrilha. Curió montou uma rede de informantes em toda a região do Araguaia. Sua estratégia mais bem sucedida foi a montagem de biroscas para o fornecimento de alimentos e munição ao longo do rio Araguaia, onde obtinha valiosas informações dos caboclos. Mais de uma vez os agentes do CIE recrutados por Curió em quartéis da própria Amazônia - pessoas com características físicas da região - venderam munição sabendo que era destinada aos guerrilheiros, para angariar a confiança dos lavradores. Dessa forma, sem pressa, Curió conseguiu identificar um a um todos os acampamentos da guerrilha, que passaram a ser atacados por pelotões especialmente treinados para aquele tipo de ação. Na operação mais destruidora, Curió conseguiu executar de uma só vez dois dos principais líderes da guerrilha: o comandante geral Maurício Grabois e Paulo Mendes Rodrigues, chefe do Destacamento C. Os dois foram surpreendidos na manhã do dia de Natal de 1973 no acampamento da Gameleira, próximo ao rio Araguaia, junto com Guilherme Lund, arquiteto, e Gilberto Olímpio, técnico industrial, genro de Grabois. Todos foram mortos. Mauricio Grabois, segundo comentou Sebastião Curió com outros militares que participaram da ação, estava praticamente cego.

Em 21 de junho de 2009 o jornal "O Estado de S. Paulo" noticia que "Curió" abriu seu arquivo particular sobre a Guerilha do Araguaia, afirmando que o Exército executara 41 guerrilheiros, e não somente 25, como se sabia até então. O lendário arquivo do militar da reserva Curió teve notoriedade em 1982, quando o então ex-Presidente Médici afirmou que o agente "sabia de muita coisa".

O Pacto de silêncio firmado pelos oficiais vigorou por 30 anos, segundo O Estado de S. Paulo.

O apelido faz referência ao curió, um pássaro nativo da América do Sul.

Denúncia por sequestro[editar | editar código-fonte]

O Coronel Curió foi denunciado pelo Ministério Público do Pará pelo sequestro de cinco pessoas durante a Ditadura Militar, na região do Araguaia. Para a organização Human Rights Watch trata-se de um passo histórico do Brasil.[1]

Referências

  1. «Brasil se dispone a juzgar al primer militar por crímenes durante la dictadura». El Pais. 15 de março de 2012. Consultado em 16 de março de 2012 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

PCdoB

[O Estado de S. Paulo, Domingo, 21 de junho de 2009]

Processo envolvendo o ex-deputado Sebastião Curió, seus filhos e policiais do DF será julgado pelo STJ

1a Turma do Supremo nega Habeas Corpus a Sebastião Curió e mantém sentença de pronúncia

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