Maurice Leblanc

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Maurice Leblanc (Rouen, 11 de novembro de 1864Perpignan, 6 de novembro de 1941) foi um escritor francês.

Filho de um constructor naval. Estudou Direito e trabalhou certo tempo na empresa familiar. Mais tarde se fez conhecer em Paris com novelas analíticas, que conquistaram a estima e a proteção de Guy de Maupassant. Leblanc alcançou a fama por sua personagem Arsène Lupin, que apareceu pela primeira vez numa publicaçao mensal chamada "Je sais tout"(eu sei de tudo) entre 1905 e 1907, com o título Arsène Lupin, gentleman-cambrioleur. Desde então, se dedicou quase exclusivamente às aventuras do seu herói, em várías novelas e recompilações de histórias.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Em 1870 seu pai o manda para a Escócia, fugindo da guerra. Regressa no ano seguinte, passando a estudar no pensionato Patry e no Liceu Corneille, onde foi excelente aluno. Mais tarde esse fato o afligiria: "Ganhava todos os prêmios", dizia, "e declaro, com um romantismo consciente, que isso era deplorável."

Em Croisset, para onde viajava frequentemente, ouvira histórias maravilhosas de Gustave Flaubert. Dois escritores normandos, como ele, irão influenciar de forma decisiva em sua juventude e em sua obra: Gustave de Flaubert e Guy de Maupassant.

Entretanto, é como industrial que Maurice Leblanc inicia sua vida, na fábrica de cardas Mirourde-Pichard. As cardas... Ignorara sempre como se fabricam. Instala-se no lavatório da fábrica e lá escreve, escreve... "A fábrica, com seu barulho, se desvanecia. Evolava-se a turma dos operários, como fantasmas inúteis. Eu estava feliz, escrevia."

Leblanc vai à inauguração do medalhão de Flaubert, no Square Solferino. Estão lá Edmond de Goncourt, Émile Zola, Guy de Maupassant e Mirabeau. Junta-se a eles o jovem Leblanc, almoça com eles e toma o trem com os que regressam a Paris.

Os mestres consagrados ouvem o jovem desconhecido, que lhes fala do Flaubert que conheceu, da mulher que inspirou a personagem de Madame Bovary.

De volta a Rouen confessa ao pai a falta de vocação para construir cardas e a vontade de ir para Paris.

Vai, no início, para estudar Direito, mas com sua desenvoltura para escrever se tornara um jornalista "muito parisiense".

Suas crônicas saem no Gil Blas, no Figaro, no Comœdia... Publica a coleção de novelas "Des couples" e alguns romances, que mesmo comparados a Flaubert não têm muito sucesso.

Pierre Laffitte, o grande editor que acabara de lançar a revista "Je Sais Tout", pede-lhe que escreva uma novela policial, cujo herói fosse o equivalente na França ao que representavam juntos Sherlock Holmes e Raffles na Inglaterra. Foi assim que, por encomenda, nasceu Arsène Lupin.

Não se chama Arsène Lupin ainda, mas logo Leblanc o rebatiza.

A personagem se impõe rapidamente. É diferente de Sherlock Holmes e de Raffles. Cada mês Arsène Lupin vive aventuras que nada devem às deduções feitas sobre pontas de cigarro ou marcas de passos, embora seu mistério venha de atmosferas criminais pesadas. Ao contrário, tudo na vida de Lupin é alegre, otimista e claro. Sabe-se logo que, se houve um roubo ou desaparecimento, o culpado é Arsène Lupin.

Maurice Leblanc morreu de uma congestão pulmonar.

Obras da série Arsène Lupin[editar | editar código-fonte]

Maurice Leblanc escreveu também outras obras, mas foi com a série Arsène Lupin que se celebrizou. No Brasil grande parte da série foi editada pela Casa Editora Vecchi nos anos 50 e uma parte menor reeditada nos anos 70 pela Nova Fronteira.[1] Os anos abaixo são das edições originais francesas.

  1. Arsène Lupin gentleman cambrioleur (Arsène Lupin, Ladrão de Casaca - 1907), coletânea de 9 contos
  2. Arsène Lupin contre Herlock Sholmès (Arsène Lupin contra Herlock Sholmes - 1908), coletânea compreendendo dois episódios: "A Dama Loura" e "A Lâmpada Judaica"
  3. L'Aiguille creuse (A Agulha Oca - 1909), romance
  4. 813 (1910) — romance editado pela Vecchi nos anos 50 em dois volumes: 813 e Os Três Crimes de Arsène Lupin, reeditado em 1976 pela Nova Fronteira como 813
  5. Le Bouchon de cristal (A Rolha de Cristal - 1912), romance
  6. Les Confidences d'Arsène Lupin (As Confidências de Arsène Lupin - 1913), coletânea de 9 contos
  7. L'Éclat d'obus (O Estilhaço de Obus na edição Vecchi; O Estilhaço de Granada na edição Nova Fronteira - 1915), romance
  8. Le Triangle d'or (publicado pela Vecchi em dois volumes: O Triângulo de Ouro e A Câmara da Morte - 1917), romance
  9. L'Île aux trente cercueils (publicado pela Vecchi em dois volumes: A Ilha dos Trinta Ataúdes e O Flagelo de Deus - 1919), romance
  10. Les Dents du tigre (publicado pela Vecchi em dois volumes: Os Dentes do Tigre e O Segredo de Florence - 1920), romance
  11. Les Huit Coups de l'horloge (As Oito Pancadas do Relógio - 1923), coletânea de 8 contos
  12. La Comtesse de Cagliostro (A Condessa de Cagliostro - 1924), romance
  13. La Demoiselle aux yeux verts (A Moça dos Olhos Verdes - 1927), romance
  14. The Overcoat of Arsène Lupin, conto publicado em 1926 em The Popular Magazine, cuja maior parte retoma a trama de La Dent d'Hercule Petitgris, publicado em francês em 1924, mas introduzindo a personagem Arsène Lupin
  15. L'Homme à la peau de bique (1927), conto isolado
  16. L'Agence Barnett et Cie (A Agência Barnett & Cia. - 1928), coletânea de 8 contos
  17. La Demeure mystérieuse (A mansão misteriosa - 1928), romance
  18. La Barre-y-va (O Mistério do Rio do Ouro - 1930), romance
  19. Le Cabochon d'émeraude (1930), conto isolado
  20. La Femme aux deux sourires (A Mulher de Dois Sorrisos - 1932), romance
  21. Victor, de la Brigade mondaine (Arsène Lupin, na Pele da Polícia - 1934), romance
  22. La Cagliostro se venge (A Vingança da Cagliostro - 1935), romance
  23. Les Milliards d'Arsène Lupin (1939), romance póstumo com a colaboração de sua filha Marie-Louise
  24. Le Dernier Amour d'Arsène Lupin (2012), romance póstumo datilografado, permaneceu em estado de rascunho, editado em 2012 pela Balland

Além destes volumes, a Vecchi publicou na série Arsène Lupin A Rival de Arsène Lupin que na verdade é uma história paralela que não inclui o personagem Arsène Lupin. O nome original do livro é: Dorothée, danseuse de corde.

A Nova Fronteira publicou na Coleção Arsène Lupin como sendo de Maurice Leblanc: O Segredo de Eunerville e O Paiol de Pólvora, que na verdade foram escritos pela dupla Pierre Boileau e Thomas Narcejac.

Referências

  1. Resumos de todas as obras sobre Arsène Lupin encontram-se na postagem "Arsène Lupin, o Ladrão de Casaca", no blog Sopa no Mel de Ivo Korytowski.
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