Mercado Modelo

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Mercado Modelo
Fachada do edifício.
Estilo dominante Neoclássico
Início da construção 1860 (156 anos)
Fim da construção 1911 (105 anos)
Inauguração 1912 (104 anos)
Restauro 1922 (94 anos) (reforma)
1984 (32 anos) (pós-incêndio)
Função inicial Alfândega
Proprietário atual Brasão do município de Salvador.png Município de Salvador
Função atual Mercado de artesanato
Dimensões
Número de andares 2 andares
Área 8 410 m²
Património
Classificação nacional IPHAN
Geografia
País  Brasil
Cidade  Salvador
Localidade Praça Cairu, Comércio
Estado Bahia Bahia
Coordenadas 12° 58' 21" S 38° 30' 49" O
Mercado Modelo está localizado em: Região Metropolitana de Salvador
Mercado Modelo
Localização no mapa de Salvador.

O Mercado Modelo é um mercado de artesanato localizado na cidade de Salvador, estado da Bahia, no Brasil. Situado no bairro do Comércio, uma das zonas comerciais mais antigas e tradicionais de Salvador. Constitui-se em importante atração turística, visitado por 80% dos turistas da cidade.[1] Diante da Baía de Todos os Santos, é vizinho do Elevador Lacerda e do Centro Histórico (que inclui o Pelourinho). Em arquitetura do estilo neoclássico, a edificação é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).[1]

Com 8.410 metros quadrados e dois pavimentos, abriga 263 lojas que oferecem a maior variedade de artesanato, presentes e lembranças da Bahia,[1] contando com dois dos mais tradicionais restaurantes de culinária baiana, o Maria de São Pedro, com oitenta anos de existência e o Camafeu de Oxossi.

História[editar | editar código-fonte]

Bairro do Comércio no século XIX, ao centro o prédio quando funcionava como alfândega.
Na Praça Cairu, à esquerda está o Monumento à Cidade do Salvador, fonte que marca o antigo local do prédio do mercado.

Inaugurado em 1912, o Mercado Modelo surgiu pela necessidade de um centro de abastecimento na Cidade Baixa de Salvador. Entre a Alfândega e o largo da Conceição, constituía-se em um centro comercial onde era possível adquirir itens tão variados como hortifrutigranjeiros, cereais, animais, charutos, cachaças e artigos para o Candomblé.

Era servido pela rampa que leva o seu nome, antigo porto dos saveiros que atravessavam a baía de Todos os Santos.

Em 1969 foi vítima do mais violento incêndio de sua história, a tal ponto que se tornou necessária a demolição do antigo imóvel. A partir de 2 de Fevereiro de 1971, passou a ocupar o edifício da 3º Alfândega de Salvador, uma construção de 1861 em estilo neoclássico, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). No local, onde funcionava o primitivo Mercado, foi erguida uma escultura de Mário Cravo Junior.

Um novo incêndio que lhe destruiu as instalações levou a uma extensa reforma do edifício, em 1984, permitindo a sua reinauguração.

Incêndios[editar | editar código-fonte]

O Mercado Modelo viveu pelo menos cinco grandes incêndios ao longo de sua história, a saber:

  • 1917 - existem poucas informações a seu respeito, acreditando-se que não tenha sido de proporções catastróficas.
  • 1922 - iniciou-se na madrugada de 7 de janeiro, tendo reduzido o Mercado às cavernas (subterrâneos), causando mais de mil contos de réis de prejuízos.[2] À época, registraram-se boatos de que as causas foram propositais. Reformado, tendo a sua pintura original - amarela e vermelha - sido substituída por verde, ganhou o apelido de Tartaruga Verde.
  • 1943 - registrou-se em 28 de fevereiro (um domingo), com a destruição parcial das suas instalações. Não foram identificadas as causas do incêndio, tendo o edifício sido recuperado.
  • 1969 - teve lugar a 1 de agosto, sendo considerado o mais grave de sua história, a ponto de inviabilizar a reconstrução do primitivo imóvel, cujos escombros necessitaram ser demolidos visando a segurança pública.
  • 1984 - em 10 de Janeiro, conduziu a uma extensa reforma, permitindo a sua reinauguração no mesmo ano.

História recente[editar | editar código-fonte]

Em 2016, foi noticiado que o mercado passa por dificuldade financeira.[1] [3] Administrado pela associação dos permissionários, ela não tem como exercer o poder de polícia administrativa para combater a inadimplência.[1] [3] Por isso, será administrado pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Ordem Pública (Semop), cujo processo transitório está sendo mediado pelo Ministério Público.[1] [3]

Visão interna do Mercado Modelo

Referências culturais[editar | editar código-fonte]

Fundo do mercado, onde estão os restaurantes.

A canção "Mercado Modelo", de parceria entre Antônio Carlos, Jocafi e Ildázio Tavares, lamenta na sua letra o incêndio de 1969 que destruiu o prédio original. A música foi gravada em 1973 pela cantora Vanusa e lançada em seu quatro álbum.

Visitantes ilustres[editar | editar código-fonte]

Entre os visitantes ilustres do Mercado Modelo, citam-se os nomes de:

Referências

  1. a b c d e f Redação 03 (19/01/2016). «Caixa Preta do Mercado Modelo: dinheiro ia para outra conta, denuncia vereador». Bahia Política. Consultado em 19 de Janeiro de 2016. 
  2. Jornal A Tarde, 1 de agosto de 1922.
  3. a b c Aragão, Fernanda (18/01/2016). «Mercado Modelo vai voltar a ser administrado pela prefeitura». CBN Salvador. Consultado em 19 de Janeiro de 2016. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • AZEVEDO, Paulo Ormindo de. Alfândega e o Mercado: Memória e Restauração. Salvador: Secretaria de Planejamento, Ciência e Tecnologia do Estado da Bahia, 1985.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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