Mercado Modelo

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Mercado Modelo
Fachada do edifício.
Estilo dominante Neoclássico
Inauguração 1912 (105 anos)
Restauro 1922 (95 anos) (reforma)
1984 (33 anos) (pós-incêndio)
Função inicial Alfândega
Proprietário atual Brasão do município de Salvador.png Município de Salvador
Função atual Mercado de artesanato
Dimensões
Número de andares 2 andares
Área 8 410 m²
Património
Classificação nacional IPHAN
Geografia
País  Brasil
Cidade  Salvador
Localidade Praça Cairu, Comércio
Estado Bahia Bahia
Coordenadas 12° 58' 21" S 38° 30' 49" O
Mercado Modelo está localizado em: Região Metropolitana de Salvador
Mercado Modelo
Localização no mapa de Salvador.

O Mercado Modelo é um mercado de artesanato localizado na cidade de Salvador, estado da Bahia, no Brasil. Situado no bairro do Comércio, uma das zonas comerciais mais antigas e tradicionais de Salvador. Constitui-se em importante atração turística, visitado por 80% dos turistas da cidade.[1] Diante da Baía de Todos os Santos, é vizinho do Elevador Lacerda e do Centro Histórico (que inclui o Pelourinho). Em arquitetura do estilo neoclássico, a edificação é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).[1]

Com 8.410 metros quadrados e dois pavimentos, abriga 263 lojas que oferecem a maior variedade de artesanato, presentes e lembranças da Bahia,[1] contando com dois dos mais tradicionais restaurantes de culinária baiana, o Maria de São Pedro, com oitenta anos de existência e o Camafeu de Oxossi.

História[editar | editar código-fonte]

Bairro do Comércio no século XIX, ao centro o prédio quando funcionava como alfândega.
Na Praça Visconde de Cayru, à esquerda está o Monumento à Cidade do Salvador, fonte que marca o antigo local do prédio do mercado.

Inaugurado em 1912, o Mercado Modelo surgiu pela necessidade de um centro de abastecimento na Cidade Baixa de Salvador. Entre a Alfândega e o largo da Conceição, constituía-se em um centro comercial onde era possível adquirir itens tão variados como hortifrutigranjeiros, cereais, animais, charutos, cachaças e artigos para o Candomblé.

Era servido pela rampa que leva o seu nome, antigo porto dos saveiros que atravessavam a baía de Todos os Santos.

Em 1969 foi vítima do mais violento incêndio de sua história, a tal ponto que se tornou necessária a demolição do antigo imóvel. A partir de 2 de Fevereiro de 1971, passou a ocupar o edifício da 3º Alfândega de Salvador, uma construção de 1861 em estilo neoclássico, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). No local, onde funcionava o primitivo Mercado, foi erguida uma escultura de Mário Cravo Junior.

Um novo incêndio que lhe destruiu as instalações levou a uma extensa reforma do edifício, em 1984, permitindo a sua reinauguração.

Incêndios[editar | editar código-fonte]

O Mercado Modelo viveu pelo menos cinco grandes incêndios ao longo de sua história, a saber:

  • 1917 - existem poucas informações a seu respeito, acreditando-se que não tenha sido de proporções catastróficas.
  • 1922 - iniciou-se na madrugada de 7 de janeiro, tendo reduzido o Mercado às cavernas (subterrâneos), causando mais de mil contos de réis de prejuízos.[2] À época, registraram-se boatos de que as causas foram propositais. Reformado, tendo a sua pintura original - amarela e vermelha - sido substituída por verde, ganhou o apelido de Tartaruga Verde.
  • 1943 - registrou-se em 28 de fevereiro (um domingo), com a destruição parcial das suas instalações. Não foram identificadas as causas do incêndio, tendo o edifício sido recuperado.
  • 1969 - teve lugar a 1 de agosto, sendo considerado o mais grave de sua história, a ponto de inviabilizar a reconstrução do primitivo imóvel, cujos escombros necessitaram ser demolidos visando a segurança pública.
  • 1984 - em 10 de Janeiro, conduziu a uma extensa reforma, permitindo a sua reinauguração no mesmo ano.

História recente[editar | editar código-fonte]

Em 2016, foi noticiado que o mercado passa por dificuldade financeira.[1][3] Administrado pela associação dos permissionários, ela não tem como exercer o poder de polícia administrativa para combater a inadimplência.[1][3] Por isso, será administrado pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Ordem Pública (Semop), cujo processo transitório está sendo mediado pelo Ministério Público.[1][3]

Visão interna do Mercado Modelo

Referências culturais[editar | editar código-fonte]

Fundo do mercado, onde estão os restaurantes.

A canção "Mercado Modelo", de parceria entre Antônio Carlos, Jocafi e Ildázio Tavares, lamenta na sua letra o incêndio de 1969 que destruiu o prédio original. A música foi gravada em 1973 pela cantora Vanusa e lançada em seu quatro álbum.

Visitantes ilustres[editar | editar código-fonte]

Entre os visitantes ilustres do Mercado Modelo, citam-se os nomes de:

Referências

  1. a b c d e f Redação 03 (19 de janeiro de 2016). «Caixa Preta do Mercado Modelo: dinheiro ia para outra conta, denuncia vereador». Bahia Política. Consultado em 19 de Janeiro de 2016 
  2. Jornal A Tarde, 1 de agosto de 1922.
  3. a b c Aragão, Fernanda (18 de janeiro de 2016). «Mercado Modelo vai voltar a ser administrado pela prefeitura». CBN Salvador. Consultado em 19 de Janeiro de 2016 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • AZEVEDO, Paulo Ormindo de. Alfândega e o Mercado: Memória e Restauração. Salvador: Secretaria de Planejamento, Ciência e Tecnologia do Estado da Bahia, 1985.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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