Pelourinho (Salvador)

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Pelourinho
—  Bairro do Brasil  —
Local onde se localizava o Pelourinho que deu nome ao bairro
Local onde se localizava o Pelourinho que deu nome ao bairro
Fonte: Não disponível

O Pelourinho, popularmente chamado de Pelô, é o nome de um bairro de Salvador, a capital do estado da Bahia, no Brasil. Se localiza no Centro Histórico da cidade na área que abrange apenas as ruas que vão do Terreiro de Jesus até o Largo do Pelourinho,[1] o qual possui um conjunto arquitetônico colonial barroco português preservado e integrante do Patrimônio Histórico da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Nome[editar | editar código-fonte]

A palavra "pelourinho" se refere a uma coluna de pedra, localizada normalmente ao centro de uma praça, onde criminosos eram expostos e castigados. No Brasil Colônia, porém, era, principalmente, usado para castigar escravos.

Localização[editar | editar código-fonte]

Limitando-se ao norte com Pilar, Santo Antônio e Barbalho, ao sul com a e Saúde, a oeste com o Comércio e a leste com Sete Portas, o Pelourinho compõe-se de ruas estreitas, enladeiradas e com calçamento em paralelepípedos.

História[editar | editar código-fonte]

A história do bairro soteropolitano está, intimamente, ligada à história da própria cidade, fundada em 1549 por Tomé de Sousa, primeiro governador-geral do Brasil, que escolheu o lugar onde se localiza o Pelourinho por sua localização estratégica - no alto, próximo ao porto e com uma barreira natural constituída por uma elevação abrupta do terreno, verdadeira muralha de até noventa metros de altura por quinze quilômetros de extensão, facilitando a defesa da cidade.

Praça José de Alencar

Era um bairro eminentemente residencial, onde se concentravam as melhores moradias até o início do século XX e como centro comercial e administrativo. A partir dos anos 1950, o Pelourinho sofreu um forte processo de degradação, com a modernização da cidade e a transferência de atividades econômicas para outras regiões da capital baiana, o que transformou a região do Centro Histórico em um antro de prostituição e marginalidade mas tornando-se moradia popular e palco da cultura negra da cidade.

Somente a partir dos anos 1980 (com o reconhecimento do casario como Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e dos anos 1990 (com a revitalização da região) é que o Pelourinho transformou-se no que é hoje: um centro de efervescência cultural.

Nas últimas décadas, o Pelourinho passou a atrair artistas de todos os gêneros: cinema, música, pintura, tornando-o um importante centro cultural de Salvador.

Reestruturação e revigoração[editar | editar código-fonte]

A partir do início dos anos 1990,[1][2] a área foi o cerne do processo de revitalização do Centro Histórico, com a desapropriação dos moradores para a instalação de bares, lojas, pequenos comércios, escolas e recuperação de fachadas e prédios.

Pelourinho hoje[editar | editar código-fonte]

Hoje, o Pelourinho, situado no coração do centro histórico da cidade, é um grande shopping ao ar livre, pois oferece inúmeras atrações artísticas e musicais. Há uma concentração de bares, restaurantes, boutiques, museus, teatros, igrejas e outros monumentos de grande valor histórico. Agora, é um Pelourinho revivido e colorido, repleto de atividades culturais e eventos, especialmente o Pelourinho à noite. Há também as práticas do grupo Olodum, cada domingo e terça-feira. Os Filhos de Ghandi também têm práticas lá nos meses que antecedem o carnaval.

No Pelourinho, estão as sedes de várias organizações, tais como:

Detalhe do mapa de Salvador, mostrando seu Centro Histórico e áreas adjacentes, onde está o Pelourinho

Problemas atuais[editar | editar código-fonte]

O bairro está sofrendo com o problema da criminalidade, que prejudica o desenvolvimento da atividade turística no local,[3][4][5][6] bem como com problemas referentes à limpeza urbana e ao tráfico de drogas.[7]

Citações do bairro em obras de arte[editar | editar código-fonte]

O Bloco dos Bonecões desfilando nas ruas do Pelourinho, no Carnaval de 2008

Referências

  1. a b «Informações - bairro». Salvador Cultura Todo Dia. 
  2. Urpi Montoya Uriarte. «Por trás das fachadas coloridas. Etnografias nos "novos" Bairro do Recife (Pernambuco) e Pelourinho (Bahia)». Ponto Urbe. Consultado em 8 de julho de 2014. 
  3. «Mulher sofre tentativa de homicídio no Pelourinho». Portal IBahia.com. 24 de janeiro de 2011. Consultado em 5 de julho de 2012. 
  4. «Governo baiano usa iluminação para reerguer Pelourinho». Revista Ecoturismo. 3 de novembro de 2009. Consultado em 5 de julho de 2012. 
  5. «Projeto mineiro de redução da criminalidade pode ser modelo para Pelourinho». Ministério Público do Estado da Bahia. 28 de abril de 2008. Consultado em 5 de julho de 2012. 
  6. «Pelourinho e o problema com a criminalidade». Meguia Brasil. 3 de novembro de 2011. Consultado em 5 de julho de 2012. 
  7. «Pelourinho deve ser recuperado em 60 dias». Tribuna da Bahia. 2 de agosto de 2011. Consultado em 5 de julho de 2012. 

Ligação externa[editar | editar código-fonte]