Pelourinho (Salvador)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde abril de 2012).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Local onde se localizava o Pelourinho que deu nome ao bairro.
Praça José de Alencar.

O Pelourinho é o nome de um bairro de Salvador, a capital do estado brasileiro da Bahia. Se localiza no Centro Histórico da cidade na área que abrange apenas as ruas que vão do Terreiro de Jesus até o Largo do Pelourinho,[1] o qual possui um conjunto arquitetônico colonial barroco português preservado e integrante do Patrimônio Histórico da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

O bairro é carinhosamente chamado apenas de "Pelô".[2]

Nome[editar | editar código-fonte]

A palavra "pelourinho" se refere a uma coluna de pedra, localizada normalmente ao centro de uma praça, onde criminosos eram expostos e castigados. No Brasil Colônia, era, principalmente, usado para castigar escravos.

História[editar | editar código-fonte]

A história do bairro soteropolitano está, intimamente, ligada à história da própria cidade, fundada em 1549 por Tomé de Sousa, primeiro governador-geral do Brasil, que escolheu o lugar onde se localiza o Pelourinho por sua localização estratégica - no alto, próximo ao porto e com uma barreira natural constituída por uma elevação abrupta do terreno, verdadeira muralha de até noventa metros de altura por quinze quilômetros de extensão, facilitando a defesa da cidade.

Era um bairro eminentemente residencial, onde se concentravam as melhores moradias até o início do século XX e como centro comercial e administrativo.

A partir dos anos 1950, o Pelourinho sofreu um forte processo de degradação, com a modernização da cidade e a transferência de atividades econômicas para outras regiões da capital baiana, o que transformou a região do Centro Histórico em um antro de prostituição e marginalidade mas tornando-se moradia popular e palco da cultura negra da cidade.

Somente a partir dos anos 1980 (com o reconhecimento do casario como Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e dos anos 1990 (com a revitalização da região) é que o Pelourinho transformou-se no que é hoje: um centro de efervescência cultural.

Nas últimas décadas, o Pelourinho passou a atrair artistas de todos os gêneros: cinema, música, pintura, tornando-o um importante centro cultural de Salvador.

Localização[editar | editar código-fonte]

Detalhe do mapa de Salvador, mostrando seu Centro Histórico e áreas adjacentes, onde está o Pelourinho

Limitando-se ao norte com Pilar, Santo Antônio e Barbalho, ao sul com a e Saúde, a leste com o Comércio e a oeste com Sete Portas, o Pelourinho compõe-se de ruas estreitas, enladeiradas e com calçamento em paralelepípedos.

Reestruturação e revigoração[editar | editar código-fonte]

A partir do início dos anos 1990[1] [3] a área foi o cerne do processo de revitalização do Centro Histórico, com a desapropriação dos moradores para a instalação de bares, lojas, pequenos comércios, escolas e recuperação de fachadas e prédios.

Pelourinho hoje[editar | editar código-fonte]

Hoje o Pelourinho, situado no coração do centro histórico da cidade, é um grande shopping ao ar livre pois oferece inúmeras atrações artísticas e musicais. Há uma concentração de bares, restaurantes, boutiques, museus, teatros, igrejas e outros monumentos de grande valor histórico. Agora é um Pelourinho revivido e colorido, repleto de atividades culturais e eventos, especialmente o Pelourinho à noite.

Há também as práticas do grupo Olodum, cada domingo e terça-feira. Os Filhos de Ghandi também têm práticas lá nos meses que antecedem o carnaval.

No Pelourinho, estão as sedes de várias organizações, tais como:

Problemas[editar | editar código-fonte]

O bairro está sofrendo com o problema da criminalidade, que prejudica o desenvolvimento da atividade turística no local[4] [5] [6] [7] . Bem como também referentes à limpeza urbana e do crescente número de tráfico de drogas.[8]

Referências culturais[editar | editar código-fonte]

O Bloco dos Bonecões desfilando nas ruas do Pelourinho, no Carnaval de 2008

Referências

  1. a b Informações - bairro. Salvador Cultura Todo Dia.
  2. Passeio. TCH Viagens e Turismo. Página visitada em 5 de julho de 2012.
  3. Urpi Montoya Uriarte. Por trás das fachadas coloridas. Etnografias nos “novos” Bairro do Recife (Pernambuco) e Pelourinho (Bahia). Ponto Urbe. Página visitada em 8 de julho de 2014.
  4. Mulher sofre tentativa de homicídio no Pelourinho. Portal IBahia.com (24 de janeiro de 2011). Página visitada em 5 de julho de 2012.
  5. Governo baiano usa iluminação para reerguer Pelourinho. Revista Ecoturismo (3 de novembro de 2009). Página visitada em 5 de julho de 2012.
  6. Projeto mineiro de redução da criminalidade pode ser modelo para Pelourinho. Ministério Público do Estado da Bahia (28 de abril de 2008). Página visitada em 5 de julho de 2012.
  7. Pelourinho e o problema com a criminalidade. Meguia Brasil (3 de novembro de 2011). Página visitada em 5 de julho de 2012.
  8. Pelourinho deve ser recuperado em 60 dias. Tribuna da Bahia (2 de agosto de 2011). Página visitada em 5 de julho de 2012.

Ligação externa[editar | editar código-fonte]

  • Pelourinho Cultural Site do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) do Estado da Bahia.