Símbolos da Bahia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Constelações representadas na bandeira brasileira, dentre as quais a mais acima do grupo 6 (constelação do Cruzeiro do Sul) representa a Bahia

Dentre os símbolos da Bahia, há em caráter oficial uma bandeira,[1] um brasão de armas e um hino, como também uma data magna, todos eles definidos constitucionalmente.[2] Além desses, na Bandeira do Brasil, o estado da Bahia é representado pela estrela Gamma Crucis (γ Crucis) da constelação do Cruzeiro do Sul (Crux).[3] Sem cunho oficial, há outros símbolos que representam o estado brasileiro da Bahia.

Ao longo da história, a Bahia recebeu diversos encômios como Boa Terra e Terra da Felicidade, por causa da recorrente caracterização de sua população como alegre e festiva.[4] E tal como ocorre com outros estados brasileiras, a Bahia tem seu nome comumente abreviado com a sigla BA,[5][6] ao menos desde a década de 1940 em publicações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).[7][8] Similarmente, o padrão ISO 3166 publicado pela Organização Internacional para Padronização (ISO) definiu o código BR-BA para o estado.[9]

Bandeira[editar | editar código-fonte]

Bandeira da Bahia
Ver artigo principal: Bandeira da Bahia

Nenhuma lei existe criando ou disciplinando a Bandeira do Estado. Foi criada pelo médico baiano, Diocleciano Ramos que, numa reunião do Partido Republicano, propôs este símbolo como representativo da agremiação política, em 25 de maio de 1889.[carece de fontes?]

Com forte inspiração na bandeira dos Estados Unidos, mesclada com um triângulo evocativo ao símbolo maçônico já adotados nas conjurações mineira e baiana - muito embora as cores azul, vermelho e branco já tivessem figurado como símbolos das revoltas de 1798, conhecida como Revolta dos Alfaiates.[carece de fontes?]

O uso, entretanto, consagrado pelo povo, veio a ser obrigatório por decreto do Governador Juracy Magalhães, em 11 de junho de 1960 (Decreto n. 17 628).[10]

Brasão de armas[editar | editar código-fonte]

Brasão da Bahia
Ver artigo principal: Brasão da Bahia

Constitui-se o Brasão de Armas do Estado da Bahia dos seguintes elementos:[carece de fontes?]

Encimando o Brasão, o nome do Estado e, abaixo deste, o nome do "Brasil".[carece de fontes?]

Data magna[editar | editar código-fonte]

A Constituição do Estado da Bahia de 1989, no parágrafo segundo do artigo sexto, definiu a data de 2 de julho como a data magna do estado.[2] Este dia é um feriado estadual em referência à consolidação da Independência do Brasil na Bahia, comumente referida como a "independência da Bahia".[2][11][12]

Hino[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Hino da Bahia

Não oficiais[editar | editar código-fonte]

O curió (Sporophila angolensis), um pássaro nativo no estado, foi alçado como a ave-símbolo da Bahia no livro As aves-símbolos dos estados brasileiros, de 2003, em função de associação feita pelo zoólogo brasileiro Olivério Mário de Oliveira Pinto com sua abundância na Bahia e o tráfico que existia desde lá para o litoral atlântico africano.[13] Essa representação não oficial é difundida desde então.[14][15]

São recorrentes também indicações de que o berimbau é o instrumento musical que simboliza a Bahia.[16][17][18]

Já o umbuzeiro é referido como "árvore sagrada do Sertão", símbolo do semiárido brasileiro e, também, árvore-símbolo do sertão da Bahia.[19][20][21][22][23]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. ALVES. Derly Halfeld. Bandeiras: nacional, históricas e estaduais. Brasília. Edições do Senado Federal, 2011. ISBN 978-85-7018-358-3.
  2. a b c «Portal de Legislação do Estado da Bahia | Casa Civil». www.legislabahia.ba.gov.br. Consultado em 16 de fevereiro de 2021 
  3. «Anexo à Lei número 8.421, de 11 de maio de 1992» (PDF). Consultado em 13 de setembro de 2010 
  4. Pacheco, Isabel Maria de Jesus. «"BAHIA TERRA DA FELICIDADE" - O IMAGINÁRIO DA CARTA DE CAMINHA NAS PROPAGANDAS TURÍSTICAS» (PDF). uesc.br. Consultado em 15 de maio de 2012 
  5. «Siglas dos estados brasileiros». Toda Matéria. Consultado em 16 de fevereiro de 2021 
  6. «Bahia». Só Geografia. Consultado em 16 de fevereiro de 2021 
  7. Divisão territorial do Brasil, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 1945.
  8. Divisão territorial do Brasil, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 1965.
  9. «BR - Brazil». www.iso.org. Consultado em 16 de fevereiro de 2021 
  10. [1]
  11. ALBA. «Presidente destaca os 196 anos de Independência da Bahia». ALBA. Consultado em 16 de fevereiro de 2021 
  12. «Sinduscon». www.sinduscon-ba.com.br. Consultado em 16 de fevereiro de 2021 
  13. Oliveira, Roberto Gonçalves de (2003). As aves-símbolos dos estados Brasileiros. Porto Alegre: Editora AGE Ltda. pp. 55–60. ISBN 8574971898 
  14. «HPVIDA INAUGURA HOSPITAL TEREZA DE LISIEUX EM SALVADOR PARA ASSOCIADOS». Bahia Já. 31 de maio de 2011. Consultado em 16 de novembro de 2020 
  15. «A Ave Símbolo de Cada Estado « Ornithos Escola». Consultado em 16 de novembro de 2020 
  16. «Bimba - "Mestre dos mestres" (2000)». culturaniteroi.com.br. Consultado em 16 de novembro de 2020 
  17. G1 BA; TV Bahia (21 de setembro de 2013). «Parque de Pituaçu guarda trilha e árvore que deu origem ao berimbau». G1. Consultado em 16 de novembro de 2020 
  18. Pechman, Laura Barroso (2018). Etnoturismo pataxó e a elaboração de uma auto-imagem (Tese de Mestrado). Universidade Nova de Lisboa. p. 29. Consultado em 16 de novembro de 2020 
  19. Tavares, Tamires (11 de março de 2020). «A importância econômica e cultural do umbuzeiro foi tema de evento». UESB. Consultado em 16 de novembro de 2020 
  20. «Umbu, árvore sagrada do sertão no Rural Produtivo». www.sdr.ba.gov.br. Desenvolvimento Rural - SDR. 10 de setembro de 2020. Consultado em 16 de novembro de 2020 
  21. Lamir, Daniel (7 de abril de 2020). «Descubra o segredo de Manoel Vitorino (BA) para ser o maior produtor de umbu no mundo». Brasil de Fato. Consultado em 16 de novembro de 2020 
  22. Barreto, Lílian Santos (2010). Boas práticas de manejo para o extrativismo sustentável do umbu (PDF). Brasília: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. 64 páginas. ISBN 978-85-87697-64-6 
  23. Batista, Fabiane Rabelo da Costa (2015). O umbuzeiro e o semiárido brasileiro (PDF). Campina Grande: INSA. 72 páginas. ISBN 978-85-64265-26-4 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]