Símbolos da Bahia

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Constelações representadas na bandeira brasileira, dentre as quais a mais acima do grupo 6 (constelação do Cruzeiro do Sul) representa a Bahia

Dentre os símbolos da Bahia, há em caráter oficial uma bandeira, um brasão de armas e um hino,[1][2] como também uma data magna, todos eles definidos constitucionalmente.[3] Há ainda símbolos estabelecidos nacionalmente com alguma relação com o estado brasileiro da Bahia, bem como outros sem qualquer cunho oficial representando o estado.

Na Bandeira do Brasil, o estado da Bahia é representado pela estrela Gamma Crucis (γ Crucis) da constelação do Cruzeiro do Sul (Crux).[4] O Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves reconhece heroínas e heróis nacionais do país, listando personalidades baianas como Maria Filipa de Oliveira, Joana Angélica, Maria Quitéria e João das Botas pelo heroísmo na independência do Brasil na Bahia,[5][6] João de Deus Nascimento, Manuel Faustino dos Santos Lira, Luís Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas do Amorim Torres pelo heroísmo na Revolta dos Búzios,[7] Luís Gama pelo heroísmo na abolição da escravidão no Brasil,[8] e Ruy Barbosa.[9]

Ao longo da história, a Bahia recebeu diversos encômios como Boa Terra e Terra da Felicidade, por causa da recorrente caracterização de sua população como alegre e festiva.[10] Por outro lado, a ocorrência de certos frutos, plantas e minerais no estado também ocasionaram referências à Bahia em seus nomes, tal como coco-da-baía,[11][12][13] laranja-da-baía,[14] jacarandá-da-baía,[15] sambaíba-da-baía[16] e bahianita.[17][18] E tal como ocorre com outros estados brasileiras, a Bahia tem seu nome comumente abreviado com a sigla BA,[19][20] ao menos desde a década de 1940 em publicações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).[21][22] Similarmente, o padrão ISO 3166 publicado pela Organização Internacional para Padronização (ISO) definiu o código BR-BA para simbolizar o estado.[23]

Bandeira[editar | editar código-fonte]

Bandeira da Bahia
Ver artigo principal: Bandeira da Bahia

Nenhuma lei existe criando ou disciplinando a Bandeira do Estado. Foi criada pelo médico baiano, Diocleciano Ramos que, numa reunião do Partido Republicano, propôs este símbolo como representativo da agremiação política, em 25 de maio de 1889.[2]

Com forte inspiração na bandeira dos Estados Unidos, mesclada com um triângulo evocativo ao símbolo maçônico já adotados nas conjurações mineira e baiana — muito embora as cores azul, vermelho e branco já tivessem figurado como símbolos das revoltas de 1798, conhecida como Revolta dos Alfaiates.[2]

O uso, entretanto, consagrado pelo povo, veio a ser obrigatório por decreto do Governador Juracy Magalhães, em 11 de junho de 1960 (Decreto n. 17 628).[2]

Brasão de armas[editar | editar código-fonte]

Brasão da Bahia
Ver artigo principal: Brasão da Bahia

Constitui-se o Brasão de Armas do Estado da Bahia dos seguintes elementos: ⁣[2]

Encimando o Brasão, o nome do Estado e, abaixo deste, o nome do “Brasil”. [2]

Data magna[editar | editar código-fonte]

A Constituição do Estado da Bahia de 1989, no parágrafo segundo do artigo sexto, definiu a data de 2 de julho como a data magna do estado.[3] Esse dia é um feriado estadual em referência à consolidação da Independência do Brasil na Bahia, comumente referida como a “independência da Bahia”.[3][24][25]

Hino[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Hino da Bahia

Não oficiais[editar | editar código-fonte]

O curió (Sporophila angolensis), um pássaro nativo no estado, foi alçado como a ave-símbolo da Bahia no livro As aves-símbolos dos estados brasileiros, de 2003, em função de associação feita pelo zoólogo brasileiro Olivério Mário de Oliveira Pinto com sua abundância na Bahia e o tráfico que existia desde lá para o litoral atlântico africano.[26] Essa representação não oficial é difundida desde então.[27][28]

São recorrentes também indicações de que o berimbau é o instrumento musical que simboliza a Bahia.[29][30][31]

Já o umbuzeiro é referido como “árvore sagrada do Sertão”, símbolo do semiárido brasileiro e, também, árvore-símbolo do sertão da Bahia.[32][33][34][35][36]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. ALVES. Derly Halfeld. Bandeiras: nacional, históricas e estaduais. Brasília. Edições do Senado Federal, 2011. ISBN 978-85-7018-358-3.
  2. a b c d e f g «Símbolos da Bahia». Biblioteca Virtual Consuelo Pondé. Arquivado do original em 21 de julho de 2012 
  3. a b c «Portal de Legislação do Estado da Bahia | Casa Civil». www.legislabahia.ba.gov.br. Consultado em 16 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 4 de novembro de 2021 
  4. «Anexo à Lei número 8.421, de 11 de maio de 1992» (PDF). Consultado em 13 de setembro de 2010. Cópia arquivada (PDF) em 20 de maio de 2011 
  5. Redação, Da (28 de julho de 2018). «Baianos que lutaram pela independência entram para Livro dos Heróis Nacionais». Jornal Correio. Consultado em 28 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 22 de janeiro de 2021 
  6. «Heróis e heroínas da Bahia ganham projeção nacional». Camara municipal de salvador. Consultado em 28 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 5 de abril de 2022 
  7. «Lei Federal incluiu líderes baianos no Livro dos Heróis Nacionais». Geledés. 10 de agosto de 2011. Consultado em 28 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 24 de fevereiro de 2017 
  8. «Luís Gama agora é Herói Nacional e Patrono da Abolição da Escravidão». PCDOBBA. Consultado em 28 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 5 de abril de 2022 
  9. Fundação Casa de Rui Barbosa (5 de outubro de 2015). «Nome de Rui Barbosa é incluído no Livro dos Heróis da Pátria=». Secretaria Especial da Cultura. Consultado em 28 de fevereiro de 2021 
  10. Pacheco, Isabel Maria de Jesus. «"BAHIA TERRA DA FELICIDADE" - O IMAGINÁRIO DA CARTA DE CAMINHA NAS PROPAGANDAS TURÍSTICAS» (PDF). uesc.br. Consultado em 15 de maio de 2012. Cópia arquivada (PDF) em 30 de outubro de 2012 
  11. Alves, Mayk (26 de junho de 2019). «Coco verde é um fruto nutritivo que tem a cara do verão». Agro20. Consultado em 28 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 30 de outubro de 2020 
  12. maynart, georgina (5 de fevereiro de 2020). «Produção de coco despenca no Brasil e na Bahia». Jornal Correio. Consultado em 28 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 13 de abril de 2021 
  13. Uchoa, Arthur de Oliveira; Bastos, Paulo Roberto F. de M. «Potencial de geração de energia elétrica na Bahia usando resíduos agrícolas» (PDF). Consultado em 26 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada (PDF) em 5 de abril de 2022 
  14. Vieira, Lucas Caixeta (22 de abril de 2020). «Laranja Bahia não tem sementes e tem origem no estado homônimo». Agro20. Consultado em 28 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 27 de fevereiro de 2021 
  15. Borges, Patrícia Andréa (2020). Ortografia e norma : os efeitos das reformas ortográficas em alguns topônimos brasileiros (PDF) (Dissertação de mestrado). Campinas: Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Estudos da Linguagem. Consultado em 28 de fevereiro de 2021 
  16. «Sambaíba-da-baía». Michaelis On-Line. Consultado em 28 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 4 de dezembro de 2020 
  17. «As pedras no caminho». revistapesquisa.fapesp.br. Consultado em 28 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 15 de janeiro de 2021 
  18. «Bahianite». www.mindat.org. Consultado em 28 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 23 de abril de 2021 
  19. «Siglas dos estados brasileiros». Toda Matéria. Consultado em 16 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 26 de novembro de 2020 
  20. «Bahia». Só Geografia. Consultado em 16 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 14 de fevereiro de 2021 
  21. Divisão territorial do Brasil Arquivado em 5 de dezembro de 2019, no Wayback Machine., Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 1945.
  22. Divisão territorial do Brasil Arquivado em 5 de dezembro de 2019, no Wayback Machine., Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 1965.
  23. «BR - Brazil». www.iso.org. Consultado em 16 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 17 de junho de 2016 
  24. ALBA. «Presidente destaca os 196 anos de Independência da Bahia». ALBA. Consultado em 16 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 6 de julho de 2019 
  25. «Sinduscon». www.sinduscon-ba.com.br. Consultado em 16 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 7 de maio de 2021 
  26. Oliveira, Roberto Gonçalves de (2003). As aves-símbolos dos estados Brasileiros. Porto Alegre: Editora AGE Ltda. pp. 55–60. ISBN 8574971898. Consultado em 16 de novembro de 2020. Cópia arquivada em 5 de abril de 2022 
  27. «HPVIDA INAUGURA HOSPITAL TEREZA DE LISIEUX EM SALVADOR PARA ASSOCIADOS». Bahia Já. 31 de maio de 2011. Consultado em 16 de novembro de 2020. Cópia arquivada em 5 de abril de 2022 
  28. «A Ave Símbolo de Cada Estado». Ornithos Escola. Consultado em 16 de novembro de 2020. Cópia arquivada em 14 de novembro de 2020 
  29. «Bimba - "Mestre dos mestres" (2000)». culturaniteroi.com.br. Consultado em 16 de novembro de 2020 
  30. G1 BA; TV Bahia (21 de setembro de 2013). «Parque de Pituaçu guarda trilha e árvore que deu origem ao berimbau». G1. Consultado em 16 de novembro de 2020. Cópia arquivada em 17 de julho de 2015 
  31. Pechman, Laura Barroso (2018). Etnoturismo pataxó e a elaboração de uma auto-imagem (Tese de Mestrado). Universidade Nova de Lisboa. p. 29. Consultado em 16 de novembro de 2020. Cópia arquivada em 5 de abril de 2022 
  32. Tavares, Tamires (11 de março de 2020). «A importância econômica e cultural do umbuzeiro foi tema de evento». UESB. Consultado em 16 de novembro de 2020. Cópia arquivada em 5 de abril de 2022 
  33. «Umbu, árvore sagrada do sertão no Rural Produtivo». www.sdr.ba.gov.br. Desenvolvimento Rural - SDR. 10 de setembro de 2020. Consultado em 16 de novembro de 2020 
  34. Lamir, Daniel (7 de abril de 2020). «Descubra o segredo de Manoel Vitorino (BA) para ser o maior produtor de umbu no mundo». Brasil de Fato. Consultado em 16 de novembro de 2020. Cópia arquivada em 27 de janeiro de 2021 
  35. Barreto, Lílian Santos (2010). Boas práticas de manejo para o extrativismo sustentável do umbu (PDF). Brasília: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. 64 páginas. ISBN 978-85-87697-64-6. Consultado em 16 de novembro de 2020. Cópia arquivada (PDF) em 19 de agosto de 2021 
  36. Batista, Fabiane Rabelo da Costa (2015). O umbuzeiro e o semiárido brasileiro (PDF). Campina Grande: INSA. 72 páginas. ISBN 978-85-64265-26-4 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]