Messier 80

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Messier 80
Imagem de Messier 80 tirada pelo Telescópio Espacial Hubble. Crédito: HST/NASA/ESA
Imagem de Messier 80 tirada pelo Telescópio Espacial Hubble.
Crédito: HST/NASA/ESA
Descoberto por Charles Messier
Data 1781
Dados observacionais (J2000)
Constelação Scorpius
Asc. reta 16h 17m 02,4s[1]
Declinação -22° 58′ 33,9″[1]
Distância 32 600 anos-luz[2] (10 000 pc)
Magnit. apar. 7,87[1]
Dimensões 10,0 minutos de arco[2]
Classe II[2]
Características físicas
Raio 47,5[2]
Outras denominações
M80, NGC 6093, GC1 39.[1]
Messier 80
Scorpius constellation map.png

Messier 80 (também conhecido como M80 ou NGC 6093) é um aglomerado globular localizado na constelação de Scorpius a 32 600 anos-luz da Terra. Foi descoberto por Charles Messier em 1781. Possui um raio de 47,5 anos-luz e uma dimensão aparente de 10,0 minutos de arco.[2]

Descoberta e visualização[editar | editar código-fonte]

Messier 80, projeto 2MASS

O aglomerado globular foi uma descoberta original do astrônomo francês Charles Messier, que o catalogou em 4 de janeiro de 1781, descrevendo-o como uma "nebulosa sem estrelas, lembrando a núcleo cometário". William Herschel foi o primeiro a resolver suas estrelas mais brilhantes, descrevendo-o como "um dos mais ricos e dendos aglomerados estelares que lembro de ter visto".[2]

É visualizada como uma mancha nebulosa brilhante, mas pequena, dotada de um núcleo mais brilhante. Seu diâmetro aparente foi medido por Messier em 2 minutos de grau, mas em telescópios amadores razoáveis o diâmetro aparente pode chegar a 5 minutos de grau. Nesses telescópios também é possível resolver suas estrelas mais brilhantes.[2]

Características[editar | editar código-fonte]

Contém centenas de milhares de estrelas, mantidas unidas pela atração gravitacional. É um dos aglomerados globulares mais densos conhecidos na Via-Láctea. Investigações feitas com o Telescópio Espacial Hubble em ultravioleta mostraram que há várias estrelas azuis, pertencentes ao início do diagrama de Hertzsprung-Russell, que parecem jovens apesar da idade do aglomerado, estimada em bilhões de anos. A razão da existência dessas estrelas azuis é a alta densidade estelar: é comum haver quase-colisões entre estrelas, que acabam perdendo suas camadas mais externas, expondo suas camadas internas mais quentes que emitem uma radiação mais azulada.[2]

Uma nova foi registrada em 21 de maio de 1860, mudando a aparência do aglomerado completamente por alguns dias. A nova, também designada como T Scorpii, foi descoberta por Arthur Auwers, alcançou a magnitude aparente máxima de 7 entre 21 e 22 de maio, embora tenha enfraquecido para a magnitude 10,6 após três semanas. N. R. Pogson também observou a nova. O brilho máximo do objeto corresponde a uma magnitude absoluta -8,5, ou seja, a nova brilhou mais do que o restante do aglomerado. Em 1938 uma segunda nova foi detectada, mas descoberta anos depois de sua ocorrência em astrofotografias.[2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d SIMBAD basic query result SIMBAD. Visitado em 20 de julho de 2011.
  2. a b c d e f g h i Messier Object 80 SEDS. Visitado em 20 de julho de 2011.

Coordenadas: Sky map 16h 17m 02.51s, −22° 58′ 30.4″

Science.jpg    NGC 6091  •  NGC 6092  •  NGC 6093  •  NGC 6094  •  NGC 6095   
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