Monstro fluvial Piracangava

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Monstro fluvial Piracangava
Autor Nair Opromolla
Data Século XX
Técnica tinta a óleo
Dimensões 35 centímetros, 29,4 centímetros x 48,6 centímetros, 43,5 centímetros
Localização Museu Paulista

Monstro fluvial Piracangava, também chamado Monstro fluvial e Monstro fluvial: Pirataraca, é uma pintura de Nair Opromolla, localizada em Museu Paulista. O número de inventário é 1-19464-0000-0000, na Coleção Nair Opromolla Araújo. A obra foi produzida com pintura a óleo. Suas medidas são: 29,4 centímetros de altura e 43,5 centímetros de largura.[1]

Retrata o imaginário fantástico associado às monções. Inspirações para a produção foram Partida da monção, de Almeida Júnior, e relatos de viagens de Ulrich Schmidl, em especial Relatos de la conquista del Rio de la Plata y Paraguai, 1534-1554. Na pintura, há uma ruptura entre uma cena com cores mais vivas, dos canoões, e a bruma misteriosa em que aparece um monstro marinho. Os gestos na embarcação denotam perplexidade e medo.[2][1]

A obra foi uma encomenda de Afonso Taunay, no contexto do Programa Decorativo do Museu Paulista, que aliás orientou a produção. Em carta de 1943, Taunay escreveu à artista:[2]

Prezada D. Nair,

Não sei se me fiz compreender a proposta do Bicho Grande do Poço de Pirataraca no Tietê de que falam os cronistas. Imagino o quadro assim: Num ambiente muito enevoado (como o da ‘Partida da Monção’) os homens do canoão em atitude de susto, de pé, com a mão sobre a testa, procurando ver através da bruma olham para a aparição atônitos.

Como representação do monstro pode a Snra. esboçar uma cobra de enorme tamanho muito grossa quase perpendicular sobre o plano das águas em que ela escancarando olhos enormes de acordo com o que (...) Ulrico Schmidel disse segundo lhe contavam os índios viver à margem do Tietê e era imensa...

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligação externa[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Hessel, Rodolfo Jacob (10 de novembro de 2006). «Iconografia monçoeira: imagens e ideologia» 
  2. a b Oliveira, Marcela Marrafon de (2007). «Paquequer, São Francisco e Tiete : as imagens dos rios e a construção da nacionalidade». bdtd.ibict.br. Consultado em 1 de fevereiro de 2019