Montezuma (Minas Gerais)

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Montezuma
  Município do Brasil  
Símbolos
Brasão de armas de Montezuma
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Águas quentes"
Gentílico montezumense [1]
Localização
Localização de Montezuma em Minas Gerais
Localização de Montezuma em Minas Gerais
Montezuma está localizado em: Brasil
Montezuma
Localização de Montezuma no Brasil
Mapa de Montezuma
Coordenadas 15° 10' 19" S 42° 29' 49" O
País Brasil
Unidade federativa Minas Gerais
Municípios limítrofes Mortugaba (BA), São João do Paraíso, Vargem Grande do Rio Pardo, Santo Antônio do Retiro, Rio Pardo de Minas, Espinosa
Distância até a capital 748 km[2]
História
Fundação 1 de janeiro de 1993 (26 anos)
Aniversário 27 de abril
Administração
Prefeito(a) Fabiano Costa Soares (2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [5] 1 133,739 km²
População total (Censo IBGE/2010[6]) 7 472 hab.
Densidade 6,59 hab./km²
Clima Tropical [3] ((Cwb))
Altitude 910 [7] m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 39547-000 a 39549-999[4]
Indicadores
IDH (PNUD/2000 [8]) 0,589 baixo
PIB (IBGE/2008[9]) R$ 26 751,889 mil
PIB per capita (IBGE/2008[9]) R$ 3 529,27
Outras informações
Padroeiro(a) Santa'Ana[10]
www.montezuma.mg.gov.br (Prefeitura)
www.montezuma.mg.leg.br (Câmara)

Montezuma é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Está localizado no norte de Minas Gerais, na microrregião de Salinas, compõe com outros municípios o Alto Rio Pardo. O município faz divisa com a cidade de Mortugaba, no estado da Bahia e com os municípios mineiros de Espinosa, Santo Antônio do Retiro, Rio Pardo de Minas, Vargem Grande do Rio Pardo e São João do Paraíso. Montezuma é famosa por possuir um balneário de águas quentes naturais, uma das principais fontes de renda para sua população. As principais produções do município são: agropecuária e produção de carvão vegetal.

História[editar | editar código-fonte]

A sua povoação começa a partir da fazenda da Tábua, no início do século XIX. O arraial formado é chamado de Água Quente por causa da descoberta de uma fonte de água termal por um caçador nas proximidades do ribeirão da Tábua. A fama das águas milagrosas se espalha, atraindo pessoas de diversos lugares. Várias outras fontes são descobertas. Forma-se, a partir daí, o povoado. Em 1890, com o nome da Santana da Água Quente, é criado o distrito. O nome é reduzido para Água Quente em 1938 e, cinco anos mais tarde, é dada a atual denominação de Montezuma.[11]

Relevo[editar | editar código-fonte]

O município se encontra em terras altas da Serra do Espinhaço, em altitudes entre a mínima de 805 metros e a máxima de 1.306 metros em relação ao nível do mar.[12]

Biodiversidade[editar | editar código-fonte]

O território do município se encontra dividido parte no bioma da Mata Atlântica e parte no bioma do Cerrado. As fisionomias vegetais mais comuns são coberturas vegetais de campo, campo cerrado e cerrado distribuídas em todo o município e campos rupestres a oeste do município.[13]

O município é conhecido por abrigar a maior árvore de pequi do mundo. A espécie, registrada com o nome científico Caryocar brasiliense, é protegida por lei estadual que restringe sua supressão.[14][15][16]

Turismo[editar | editar código-fonte]

O município foi incluído pelo Governo de Minas Gerais no Circuito Turístico Serra Geral do Norte de Minas, devido às belezas cênicas e atrativos histórico-culturais. A cidade destaca-se no circuito turístico por atrair turistas da região devido à existência do balneário de águas termais cujas fontes são conhecidas desde o século XIX.[17][18][19] Existem hoteis, pousadas e chalés na cidade que exploram a atividade hoteleira para atender turistas interessados no turismo hidrotermal, entretanto o potencial turístico não é totalmente explorado.[18][20]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «IBGE Cidades@». O Brasil Município por Municipio. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 19 de agosto de 2009. Arquivado do original em 30 de abril de 2012 
  2. «distancias-bhmunicipios». Distâncias BH/Municípios. Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG). Consultado em 19 de agosto de 2009. Arquivado do original em 21 de agosto de 2009 
  3. «World Map of the Köppen-Geiger climate classification». World Map of the Köppen-Geiger climate classification. Institute for Veterinary Public Health. Consultado em 24 de fevereiro de 2010 
  4. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 1 de fevereiro de 2019 
  5. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  6. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  7. «O Estado: Municípios Mineiros». O Estado: Municípios Mineiros. Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais. Consultado em 1 de março de 2010 
  8. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  9. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  10. Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). «Lista por santos padroeiros» (PDF). Descubra Minas. p. 6. Consultado em 14 de setembro de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 14 de setembro de 2017 
  11. «Cópia arquivada». Consultado em 30 de abril de 2014. Arquivado do original em 2 de maio de 2014 
  12. «Informações municipais: Montezuma - MG». Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais. 2012. Consultado em 5 de maio de 2017 [ligação inativa]
  13. «Zoneamento Econômico-Ecológico do Estado de Minas Gerais». Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais. Consultado em 5 de maio de 2017 
  14. «Lei 10.883, de 2/10/1992». Assembleia Legislativa de Minas Gerais. 27 de julho de 2012. Consultado em 5 de maio de 2017 
  15. Marina Amaral (11 de setembro de 2014). «Lá no norte de Minas Gerais». Agência Pública. Consultado em 5 de maio de 2017 
  16. «Pequizeirão: Maior pé de pequi do mundo!». ASA Minas. 2011. Consultado em 5 de maio de 2017 
  17. «Montezuma, Minas Gerais» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 5 de maio de 2017 
  18. a b «Circuito Serra Geral do Norte de Minas, repleto de belezas cênicas e atrativos histórico-culturais». Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais. 5 de março de 2008. Consultado em 5 de maio de 2017 
  19. «Nota Oficial 001/2017 - Reabertura do Balneário». Prefeitura Municipal de Montezuma. 15 de janeiro de 2017. Consultado em 5 de maio de 2017. Arquivado do original em 1 de junho de 2017 
  20. Tavares, Jean; Vieira Junior, Jonas; Queiroz, Simone (1 de abril de 2010). «Circuitos Turísticos de Minas Gerais: uma análise a partir de ferramentas de geoprocessamento». Turismo em Análise. 21 (1): 25 a 47. ISSN 1984-4867. Consultado em 5 de maio de 2017 
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