Montezuma (Minas Gerais)

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Município de Montezuma
"aguas quentes"
Bandeira indisponível
Brasão de Montezuma
Bandeira indisponível Brasão
Hino
Aniversário 27 de abril
Fundação 1 de janeiro de 1993
Gentílico montesumense [1]
Prefeito(a) Fabiano Costa Soares
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Montezuma
Localização de Montezuma em Minas Gerais
Montezuma está localizado em: Brasil
Montezuma
Localização de Montezuma no Brasil
15° 10' 19" S 42° 29' 49" O15° 10' 19" S 42° 29' 49" O
Unidade federativa Minas Gerais
Mesorregião Norte de Minas IBGE/2008 [2]
Microrregião Salinas IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes Mortugaba (BA), São João do Paraíso, Vargem Grande do Rio Pardo, Santo Antônio do Retiro, Rio Pardo de Minas, Espinosa
Distância até a capital 748 km[3]
Características geográficas
Área 1 133,739 km² [4]
População 7 472 hab. Censo IBGE/2010[5]
Densidade 6,59 hab./km²
Altitude 910 [6] m
Clima Tropical [7] Cwb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,589 baixo PNUD/2000 [8]
PIB R$ 26 751,889 mil IBGE/2008[9]
PIB per capita R$ 3 529,27 IBGE/2008[9]

Montezuma é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Está localizado no norte de Minas Gerais, na microrregião de Salinas, compõe com outros municípios o Alto Rio Pardo. O município faz divisa com a cidade de Mortugaba, no estado da Bahia e com os municípios mineiros de Espinosa, Santo Antônio do Retiro, Rio Pardo de Minas, Vargem Grande do Rio Pardo e São João do Paraíso. Montezuma é famosa por possuir um balneário de águas quentes naturais, uma das principais fontes de renda para sua população. As principais produções do município são: agropecuária e produção de carvão vegetal.

História[editar | editar código-fonte]

A sua povoação começa a partir da fazenda da Tábua, no início do século XIX. O arraial formado é chamado de Água Quente por causa da descoberta de uma fonte de água termal por um caçador nas proximidades do ribeirão da Tábua. A fama das águas milagrosas se espalha, atraindo pessoas de diversos lugares. Várias outras fontes são descobertas. Forma-se, a partir daí, o povoado. Em 1890, com o nome da Santana da Água Quente, é criado o distrito. O nome é reduzido para Água Quente em 1938 e, cinco anos mais tarde, é dada a atual denominação de Montezuma.[10]

Relevo[editar | editar código-fonte]

O município se encontra em terras altas da Serra do Espinhaço, em altitudes entre a mínima de 805 metros e a máxima de 1.306 metros em relação ao nível do mar.[11]

Biodiversidade[editar | editar código-fonte]

O território do município se encontra dividido parte no bioma da Mata Atlântica e parte no bioma do Cerrado. As fisionomias vegetais mais comuns são coberturas vegetais de campo, campo cerrado e cerrado distribuídas em todo o município e campos rupestres a oeste do município.[12]

O município é conhecido por abrigar a maior árvore de pequi do mundo. A espécie, registrada com o nome científico Caryocar brasiliense, é protegida por lei estadual que restringe sua supressão.[13][14][15]

Turismo[editar | editar código-fonte]

O município foi incluído pelo Governo de Minas Gerais no Circuito Turístico Serra Geral do Norte de Minas, devido às belezas cênicas e atrativos histórico-culturais. A cidade destaca-se no circuito turístico por atrair turistas da região devido à existência do balneário de águas termais cujas fontes são conhecidas desde o século XIX.[16][17][18] Existem hoteis, pousadas e chalés na cidade que exploram a atividade hoteleira para atender turistas interessados no turismo hidrotermal, entretanto o potencial turístico não é totalmente explorado.[17][19]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «IBGE Cidades@». O Brasil Município por Municipio. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 19 de agosto de 2009. 
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  3. «distancias-bhmunicipios». Distâncias BH/Municípios. Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG). Consultado em 19 de agosto de 2009. 
  4. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. 
  5. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  6. «O Estado: Municípios Mineiros». O Estado: Municípios Mineiros. Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais. Consultado em 1 de março de 2010. 
  7. «World Map of the Köppen-Geiger climate classification». World Map of the Köppen-Geiger climate classification. Institute for Veterinary Public Health. Consultado em 24 de fevereiro de 2010. 
  8. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  9. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  10. http://biblioteca.ibge.gov.br/d_detalhes.php?id=34948
  11. «Informações municipais: Montezuma - MG». Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais. 2012. Consultado em 5 de maio de 2017. 
  12. «Zoneamento Econômico-Ecológico do Estado de Minas Gerais». Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais. Consultado em 5 de maio de 2017. 
  13. «Lei 10.883, de 2/10/1992». Assembleia Legislativa de Minas Gerais. 27 de julho de 2012. Consultado em 5 de maio de 2017. 
  14. Marina Amaral (11 de setembro de 2014). «Lá no norte de Minas Gerais». Agência Pública. Consultado em 5 de maio de 2017. 
  15. «Pequizeirão: Maior pé de pequi do mundo!». ASA Minas. 2011. Consultado em 5 de maio de 2017. 
  16. «Montezuma, Minas Gerais» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 5 de maio de 2017. 
  17. a b «Circuito Serra Geral do Norte de Minas, repleto de belezas cênicas e atrativos histórico-culturais». Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais. 5 de março de 2008. Consultado em 5 de maio de 2017. 
  18. «Nota Oficial 001/2017 - Reabertura do Balneário». Prefeitura Municipal de Montezuma. 15 de janeiro de 2017. Consultado em 5 de maio de 2017. 
  19. Tavares, Jean; Vieira Junior, Jonas; Queiroz, Simone (1 de abril de 2010). «Circuitos Turísticos de Minas Gerais: uma análise a partir de ferramentas de geoprocessamento». Turismo em Análise. 21 (1): 25 a 47. ISSN 1984-4867. Consultado em 5 de maio de 2017. 
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