Morpho portis

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaMorpho portis
M. portis (aqui denominada M. thamyris) em museu (macho, vista superior).
M. portis (aqui denominada M. thamyris) em museu (macho, vista superior).
M. portis (macho, vista inferior) é a primeira ilustração (apenas a asa esquerda) em ordem de leitura, nesta gravura de 1924.[1]
M. portis (macho, vista inferior) é a primeira ilustração (apenas a asa esquerda) em ordem de leitura, nesta gravura de 1924.[1]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Subordem: Papilionoidea
Família: Nymphalidae
Rafinesque, 1815
Subfamília: Satyrinae[2][3]
Género: Morpho
Fabricius, 1807[4]
Espécie: M. portis
Nome binomial
Morpho portis
(Hübner, [1821])[4]
Dimensões de exemplares macho de M. portis (abaixo) e M. hecuba (acima) expostos em um museu.
Sinónimos
Leonte portis Hübner, [1821]
Morpho cytheris Godart, [1824]
Morpho hebe Westwood, 1851
Morpho psyche C. & R. Felder, 1867
Morpho thamyris Le Moult & Réal, 1962[4]
Wikispecies
O Wikispecies tem informações sobre: Morpho portis

Morpho portis é uma borboleta neotropical da família Nymphalidae, subfamília Satyrinae[3] e tribo Morphini,[2] descrita em 1821 por Jakob Hübner e nativa do Brasil (Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, São Paulo, Paraná,[5] Santa Catarina, Rio Grande do Sul), Paraguai, Uruguai e Argentina (Misiones[6]).[4] Visto por cima, o padrão básico da espécie (macho) apresenta asas de coloração azul iridescente com as pontas das asas anteriores, e a borda das venações das asas anteriores e posteriores, de coloração enegrecida e apresentando uma mancha branca próxima ao topo de cada asa anterior.[7][8] Vista por baixo, apresenta asas de coloração castanho clara, com padrão de bandas mais claras e cinco ocelos desenvolvidos em cada par (anterior e posterior - dois na asa anterior e três na asa posterior) de asas; com o ocelo mais abaixo, próximo ao final da asa posterior, em formato de gota.[9][10][8] O dimorfismo sexual é pouco acentuado, com as fêmeas menos frequentes e com margens das asas mais escurecidas.[carece de fontes?]

Hábitos[editar | editar código-fonte]

Adrian Hoskins cita que a maioria das espécies de Morpho passa as manhãs patrulhando trilhas ao longo dos cursos de córregos e rios. Nas tardes quentes e ensolaradas, às vezes, podem ser encontradas absorvendo a umidade da areia, visitando seiva a correr de troncos ou alimentando-se de frutos em fermentação.[11][12]

Subespécies[editar | editar código-fonte]

M. portis possui duas subespécies:[4]

  • Morpho portis portis - Descrita por Hübner em 1821, de exemplar proveniente do Brasil.[7][10]
  • Morpho portis thamyris - Descrita por C. & R. Felder em 1867, de exemplar proveniente do Brasil.[13][6]

Referências

  1. Adalbert Seitz (1924). «The Macrolepidoptera of the world : a systematic account of all the known Macrolepidoptera. Volume V: The American Rhopalocera.» (em inglês). Biodiversity Heritage Library. 1 páginas. Consultado em 9 de julho de 2015 
  2. a b «Morphinae» (em inglês). Lepidoptera and some other life forms. 1 páginas. Consultado em 9 de julho de 2015 
  3. a b M. A. Marín; C. Peña; A. V. L. Freitas; N. Wahlberg; S. I. Uribe (2011). «From the phylogeny of the Satyrinae butterflies to the systematics of Euptychiina (Lepidoptera: Nymphalidae): history, progress and prospects» (em inglês). Neotropical Entomology (Scielo.br). 1 páginas. Consultado em 9 de julho de 2015 
  4. a b c d e «Morpho» (em inglês). Lepidoptera and some other life forms. 1 páginas. Consultado em 9 de julho de 2015 
  5. Dayana Bonfantti; Luis Anderson Ribeiro Leite; Marina Moraes Carlos; Mirna Martins Casagrande; Érica Costa Mielke; Olaf Hermann Hendrik Mielke (18 de abril de 2011). «Riqueza de borboletas em dois parques urbanos de Curitiba, Paraná, Brasil» (PDF). Biota Neotropica, vol. 11, no. 2. 1 páginas. Consultado em 9 de julho de 2015 
  6. a b John N. (4 de abril de 2015). «Morpho portis thamyris, male, underside; Specimen from Missiones Province, Argentina» (em inglês). Flickr. 1 páginas. Consultado em 9 de julho de 2015 
  7. a b Gerardo Lamas. «Morpho portis portis (Hübner, 1821) macho, vista superior» (em inglês). Butterflies of America. 1 páginas. Consultado em 9 de julho de 2015 
  8. a b Thomas Neubauer. «Morpho portis» (em inglês). Butterfly corner. 1 páginas. Consultado em 9 de julho de 2015 
  9. NSG group (24 de março de 2007). «Morpho portis» (em inglês). Flickr. 1 páginas. Consultado em 9 de julho de 2015 
  10. a b Gerardo Lamas. «Morpho portis portis (Hübner, 1821) macho, vista inferior» (em inglês). Butterflies of America. 1 páginas. Consultado em 9 de julho de 2015 
  11. Adrian Hoskins. «Sickle-winged Morpho - Morpho rhetenor cacica (Staudinger, 1876)» (em inglês). Learn about butterflies. 1 páginas. Consultado em 9 de julho de 2015 
  12. Jessie Pereira dos Santos; Cristiano Agra Iserhard; Helena Piccoli Romanowski. «Guia de borboletas frugívoras da Mata Atlântica do Rio Grande do Sul, Brasil» (PDF). UFRGS. 1 páginas. Consultado em 9 de julho de 2015 
  13. Gerardo Lamas. «Morpho portis thamyris C. Felder & R. Felder, 1867; macho, vista superior» (em inglês). Butterflies of America. 1 páginas. Consultado em 9 de julho de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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