Neurodiversidade

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Neurodiversidade é uma ideia que afirma que o desenvolvimento neurológico considerado atípico (neurodivergente) para os padrões atuais e convencionais de normalidade é um acontecimento biológico esperado. Assim a diversidade neurológica humana, em vez de estigmatizada, deve ser vista como constitutiva da espécie e levada em conta na organização social. A pressuposição de uma suposta normalidade neurológica acaba colocando certos grupos divergentes - dentre os quais costuma-se destacar o grupo de autistas, mas não apenas esse, já que o termo inclui também outras condições neurológicas como o déficit de atenção, os transtornos de humor, a dislexia, a hiperatividade, entre outras - como minoria em termos de poder, representatividade e acesso social.

A autoria do termo é atribuída à socióloga Judy Singer[1], por conta de sua tese de doutorado no assunto, a qual posteriormente foi transformada o livro "Neurodiversity: The Birth of an Idea[2]". A ideia de neurodiversidade está alinhada ao modelo social da deficiência[3], em contraposição ao modelo médico.

A neurodiversidade considera o autismo, o TDAH, a dislexia e outras condições neurológicas como variações humanas naturais e não doenças ou distúrbios. O conceito de neurodiversidade rejeita a ideia de que as diferenças neurológicas precisam ser (ou podem ser) curadas, ao contrário, acredita-se que elas sejam autênticas formas de diversidade humana, identidade, auto-expressão e ser. [4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Craft, Samantha. «Meet Judy Singer - a NeuroDiversity Pioneer». Spectrum Suite. Consultado em 23 de março de 2019 
  2. www.amazon.com https://www.amazon.com/NeuroDiversity-Birth-Idea-Judy-Singer-ebook/dp/B01HY0QTEE/. Consultado em 23 de março de 2019  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  3. «Modelo social da deficiência». O autismo em tradução. 6 de outubro de 2016. Consultado em 23 de março de 2019 
  4. «Folha Online - Equilíbrio - Movimento diz que autismo não é doença». 27 de julho de 2006. Consultado em 3 de fevereiro de 2009 

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

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