Ordem de Santo Olavo
Ordem de Santo Olavo | |
|---|---|
| Classificação | |
| País | |
| Outorgante | Rei da Noruega |
| Tipo | Ordem honorífica |
| Descritivo | Por méritos destacados para com a Noruega e a humanidade |
| Agraciamento | Principalmente cidadãos noruegueses; membros de casas reais e chefes de Estado estrangeiros em casos específicos |
| Condição | Em uso |
| Histórico | |
| Criação | 21 de agosto de 1847 |
| Primeira concessão | 1847 |
| Hierarquia | |
| Inferior a | Ordem do Mérito Real |
A Real Ordem Norueguesa de Santo Olavo (em norueguês: Den Kongelige Norske St. Olavs Orden) é uma ordem honorífica da Noruega, fundada pelo rei Óscar I em 21 de agosto de 1847. É concedida como recompensa por méritos destacados para com a Noruega e a humanidade, e o monarca norueguês reinante exerce a função de grão-mestre da Ordem.[1]
A Ordem recebeu o nome de Olavo II da Noruega, rei norueguês do século XI posteriormente canonizado e conhecido como Santo Olavo.[2]
É a ordem norueguesa atualmente concedida de maior precedência, situando-se acima da Real Ordem Norueguesa do Mérito. No conjunto de todas as condecorações oficiais da Noruega, ocupa a terceira posição na ordem de precedência.[3]
História
[editar | editar código]A Ordem de Santo Olavo foi instituída por Óscar I em 21 de agosto de 1847, durante o período da união entre a Noruega e a Suécia. A criação de uma ordem especificamente norueguesa integrou um processo de maior afirmação institucional da Noruega dentro da união.[4]
Originalmente, a Ordem possuía três graus: Grã-Cruz, Comandante e Cavaleiro. Em 1872, o grau de Comandante foi dividido em duas classes, criando a categoria atualmente denominada Comandante com Estrela. Em 1890, o mesmo ocorreu com o grau de Cavaleiro, que passou a possuir as classes Cavaleiro de 1.ª Classe e Cavaleiro.[4]
Em 1882, durante o reinado de Óscar II, foi instituído o colar da Ordem como uma distinção adicional aos titulares da Grã-Cruz.[4]
Em 1904, Óscar II criou a Ordem do Leão da Noruega, concebida como uma ordem norueguesa suprema e situada acima da Ordem de Santo Olavo. A Ordem do Leão deixou de ser concedida após a dissolução da união entre Noruega e Suécia, em 1905. Em 1906, seus titulares passaram a ocupar na precedência posição equivalente à dos titulares da Grã-Cruz da Ordem de Santo Olavo, e a Ordem do Leão foi formalmente abolida em 1952 pelo rei Haakon VII.[5]
Com a criação da Real Ordem Norueguesa do Mérito em 1985, grande parte das condecorações anteriormente concedidas pela Ordem de Santo Olavo a cidadãos estrangeiros passou a ser realizada por meio da nova ordem.[4]
Concessão
[editar | editar código]Os estatutos estabelecem que a Ordem é concedida como recompensa por méritos destacados para com a Noruega e a humanidade.[1]
Atualmente, a Ordem de Santo Olavo é destinada sobretudo a cidadãos noruegueses por suas atividades na Noruega. Com exceção de membros de casas reais e chefes de Estado estrangeiros, a Casa Real informa que a distinção é concedida apenas a noruegueses.[2]
Normalmente, entre 15 e 20 pessoas são nomeadas para a Ordem a cada ano. A concessão é acompanhada por uma breve justificativa dos méritos do agraciado.[2]
O rei da Noruega é o grão-mestre da Ordem e toma a decisão final sobre as nomeações. Para cidadãos noruegueses, as propostas são examinadas pelo Conselho da Ordem de Santo Olavo, que apresenta sua recomendação ao grão-mestre.[1]
Os estatutos determinam ainda que príncipes e princesas com direito à sucessão ao trono recebem o grau mais elevado ao atingirem a maioridade. O herdeiro mais velho na linha de sucessão recebe também o colar da Ordem.[1]
Graus e classes
[editar | editar código]Formalmente, os estatutos dividem a Ordem em três graus, sendo dois deles subdivididos em classes, resultando em cinco categorias:[1]
- Grã-Cruz (Storkors);
- Comandante com Estrela (Kommandør med stjerne);
- Comandante (Kommandør);
- Cavaleiro de 1.ª Classe (Ridder av 1. klasse);
- Cavaleiro (Ridder).
O grão-mestre pode ainda conceder o colar da Ordem a titulares da Grã-Cruz. A Grã-Cruz com colar constitui a forma mais elevada da distinção.[2]
Insígnias
[editar | editar código]A insígnia básica da Ordem consiste em uma cruz de Malta esmaltada de branco. No centro encontra-se um medalhão vermelho cercado por anéis azul e branco. Na face frontal, o medalhão apresenta em ouro o leão das armas nacionais norueguesas.[1]
No reverso encontra-se o lema do fundador Óscar I, Ret og Sandhed ("Justiça e Verdade"). Entre os quatro braços da cruz há uma letra O gótica coroada, em referência ao nome de Santo Olavo.[1]
A fita da Ordem é vermelha, com faixas azuis e brancas nas bordas. Quando a condecoração é concedida por méritos militares, duas espadas esmaltadas de azul e cruzadas são acrescentadas à insígnia.[1]
Os titulares da Grã-Cruz usam a insígnia em uma faixa que passa do ombro direito ao quadril esquerdo, acompanhada por uma estrela no lado esquerdo do peito. Os comandantes utilizam a cruz suspensa por uma fita ao redor do pescoço, enquanto os cavaleiros utilizam uma cruz menor no peito; existem adaptações previstas nos estatutos para a forma de uso pelas mulheres.[1]
As insígnias devem ser devolvidas à Chancelaria da Ordem após a morte do titular ou quando este é promovido a uma classe superior.[1]
Ver também
[editar | editar código]Referências
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 «St. Olavs Orden: Statutter» (em norueguês). Det norske kongehus. Consultado em 14 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 28 de abril de 2026
- 1 2 3 4 «St. Olavs Orden» (em norueguês). Det norske kongehus. Consultado em 14 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 29 de maio de 2026
- ↑ «Norwegian Decorations» (em inglês). The Royal Court of Norway. Consultado em 14 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 14 de abril de 2026
- 1 2 3 4 Bratberg, Terje. «St. Olavs Orden». Store norske leksikon (em norueguês). Consultado em 14 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 20 de julho de 2026
- ↑ «The Order of the Norwegian Lion» (em inglês). The Royal Court of Norway. Consultado em 14 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 13 de maio de 2026