Parque Nacional Cavernas do Peruaçu
| Parque Nacional Cavernas do Peruaçu | |
|---|---|
| Categoria II da IUCN (Parque Nacional) | |
Dolina dos Macacos | |
| Localização | |
| País | Brasil |
| Área | 564,4832 km² (56 448,32 ha) |
| Criação | 21 de setembro de 1999 (26 anos) |
| Visitantes | Não disponível |
| Gestão | ICMBio |
| Coordenadas | 15° 10′ 21″ S, 44° 22′ 28″ O |
| Nome oficial | Dânion do Rio Peruaçu |
| Tipo | Natural |
| Critérios | vii, viii |
| Data de registro | 2025 (47ª sessão) |
| Referência | 1747 |
| País | Brasil |
| Região | Américas |
| editar - editar código-fonte - editar Wikidata | |
O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu é reconhecido como Patrimônio Mundial Natural da Humanidade pela UNESCO, na 47 sessão do Comitê de Patrimônio Mundial, realizada em Paris, no dia 13 de julho de 2025. Estabelecido como uma Unidade de conservação em 21 de setembro de 1999[1], o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu abriga mais de 2000 espécies de plantas e animais, sendo muitos deles em extinção. Com uma área de 56 448,32 ha, ocupando áreas nos municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões na região norte de Minas Gerais[2], o parque arqueológico têm fácil acesso, com estradas pavimentadas e em boas condições para chegar até a sua sede. Abriga mais de 140 cavernas, mais de 80 sítios arqueológicos e pinturas rupestres, além da tribo indígena dos Xakriabás. Também é deste período, o registro de pinturas nas grutas e cavernas locais.[3]
Origem
[editar | editar código]A origem data de milhões de anos, ainda quando parte do Brasil estava submersa pelas águas de um mar interior e que com a elevação do nível da Terra fez secar esta água. Este processo deixou inteiros grandes maciços de calcário que hoje abrigam milhares de cavernas espalhadas pelo Brasil. O Rio Peruaçu, um dos afluentes do Rio São Francisco, teve seu curso natural fechado por um desses maciços e com o tempo a ação erosiva das águas foi esculpindo o calcário, em busca de uma saída.
A ação do tempo resultou num conjunto de cavernas, muitas ainda virgens, que tem atraído espeleólogos em busca de grutas ainda não catalogadas. A visitação pública deve ser feita com muito cuidado para não danificar os espeleotemas que levaram milhões de anos para se formarem.
Visitação
[editar | editar código]As regiões e itens principais de interesse para visitação são as cavernas e pinturas rupestres ali existentes e preservadas.
Dentre as atrações destaca-se a Gruta do Janelão.
A visitação ao parque é obrigatoriamente feita por guias cadastrados junto ao ICMBio e possui restrição de quantidade de pessoas.[4]
Cavernas
[editar | editar código]Entre as mais de 140 cavernas catalogadas no parque, destaca-se a Gruta do Janelão, cujas galerias chegam a ultrapassar 100 metros de altura e de largura e abrigam a estalactite conhecida como "Perna da Bailarina", com cerca de 28 metros.[5] Outras cavidades notáveis incluem a Gruta do Rezar, cujo salão de entrada mede cerca de 90 por 40 metros e é alcançado por mais de 500 degraus, além de formações acessíveis por trilhas como a do Arco do André, com cerca de 8 quilômetros de percurso.[5] As cavidades resultam da dissolução dos maciços calcários pela ação das águas ao longo de milhões de anos, processo que segue atraindo espeleólogos em busca de grutas ainda não catalogadas.[5]
Arqueologia e arte rupestre
[editar | editar código]O Peruaçu reúne um dos mais importantes conjuntos de arte rupestre e de sítios arqueológicos do Brasil, com mais de 80 sítios que registram a longa presença humana na região.[6] Na Lapa do Boquete foram identificados sepultamentos pré-históricos e um silo de armazenamento, com vestígios que remontam a cerca de 12.000 anos.[5] As pinturas e gravuras nas paredes das grutas fazem do conjunto uma referência para o estudo da pré-história no norte de Minas Gerais.[6]
Patrimônio Mundial
[editar | editar código]Em 13 de julho de 2025, durante a 47ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, em Paris, o conjunto do Cânion do Rio Peruaçu foi inscrito na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO como bem natural, sob os critérios vii e viii.[7] O reconhecimento internacional ressaltou a combinação singular de paisagem cárstica, cavernas monumentais, arte rupestre e registros da ocupação humana antiga no norte mineiro.[6]
Biodiversidade
[editar | editar código]O parque está inserido predominantemente no bioma cerrado, em zona de contato com a caatinga, e protege rica diversidade de flora e fauna, incluindo espécies ameaçadas de extinção.[6] Sua paisagem combina o cânion do rio Peruaçu, imponentes paredões de calcário, veredas e matas secas, formando um mosaico de ambientes característico do norte de Minas Gerais.[6]
Referências
- ↑ «DNN8403». www.planalto.gov.br. Consultado em 23 de outubro de 2023
- ↑ «Parna Cavernas do Peruaçu». Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Consultado em 23 de outubro de 2023
- ↑ «expedicaoparquesnacionais.com.br». Consultado em 10 de novembro de 2010. Arquivado do original em 28 de novembro de 2010
- ↑ «Informações Sobre Visitação - Parna Cavernas do Peruaçu». Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Consultado em 23 de outubro de 2023
- 1 2 3 4 «Descubra as atrações do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu». Estado de Minas. Consultado em 24 de junho de 2026
- 1 2 3 4 5 «Parque Nacional Cavernas do Peruaçu». Prefeitura Municipal de Januária. Consultado em 24 de junho de 2026
- ↑ «Peruaçu River Canyon». UNESCO — Centro do Patrimônio Mundial. Consultado em 24 de junho de 2026