Partido Nacional (Uruguai)

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Partido Nacional
"Somos Ideia
A União Nos Fortalecerá"
Escudo del Partido Nacional (Uruguay).svg
Presidente Pablo Iturralde
Fundador Manuel Oribe
Líder Luis Lacalle Pou
Fundação 10 de agosto de 1836 (185 anos)
Sede Casa Vaeza, Juan Carlos Gómez 1384, Montevidéu, Uruguai Uruguai
Ideologia Nacionalismo cívico[1]
Herrerismo[1]
Anti-imperialismo[1]
Pan-americanismo[1]
Democracia cristã
Wilsonismo
Espectro político Centro-direita
Ala jovem Juventude Partido Nacional
Afiliação nacional Coalizão Multicolorida
Afiliação internacional Internacional Democrata Centrista
COPPPAL
ODCA (observador)
Câmara dos Deputados do Uruguai
31 / 99
Senado do Uruguai
10 / 30
Intendentes
15 / 19
Prefeitos
87 / 125
Cores      Branco
     Azul
Bandeira do partido
Flag of the National Party (Uruguay).svg
Página oficial
partidonacional.org.uy

O Partido Nacional (PN), ou Partido Branco (em castelhano: Partido Blanco), é um partido político uruguaio ligado ao interior e a cadeia de produção primária e com uma postura tendente à centro-direita,[1][2] apesar de também possuir, em seus quadros partidários, formas de identificação que o aproximam da centro-esquerda.

Como o Partido Colorado, remonta à criação do Estado uruguaio. Reconhece como seu fundador o general Manuel Oribe, quem fora vice-chefe da Cruzada Libertadora dos Trinta e Três Orientais, na luta pela independência do Uruguai contra o Império do Brasil no século XIX. Tem suas origens nos enfrentamentos entre os líderes da independência de 1830. Em 1836, enfrentam-se os partidários do presidente Manuel Oribe e o grupo que apoiava Fructuoso Rivera (presidente de 1830 a 1834 e de 1838 a 1843).

Na batalha de Carpinteria surgiram as cores das divisas que posteriormente identificam cada grupo político: blancos (branco), partidários de Manuel Oribe, e colorados (vermelho), os de Rivera.[3] Isto conformou um bipartidismo que durou até princípios do século XXI, com a ascensão ao poder da Frente Ampla, com Tabaré Vásquez.

No geral, seus membros são denominados "blancos" ou "blancos zurdos" no caso daqueles com pensamentos mais próximos a visão moderna e conceito de esquerda. Além de integrarem a coligação de centro-direita à direita Coalizão Multicolorida (em espanhol: Coalición Multicolor)[4] e constituírem o setor democrata cristão centrista Aliança Nacional (em espanhol: Alianza Nacional),[5][6][7] os blancos são divididos em duas correntes partidárias, sendo elas:

  • Corrente Wilsonista: Baseada nos pensamentos ideológicos de Wilson Ferreira Aldunate, conhecido por ser o último caudilho do PN, defensor do desenvolvimento do setor agropecuário, de reforma agrária e forte opositor da Ditadura civil-militar uruguaia[10][11] (a qual contou inclusive com o apoio de políticos do Partido Colorado), essa corrente é associada à social-democracia, voltada para promoção de liberdade social e condições de vida digna a todos os cidadãos. Seus membros são conhecidos como "wilsonistas".

Em relação a temas sociais, não há um consenso interno quanto ao apoio ou oposição à descriminalização do aborto, da eutanásia[12][13] e redução da maioridade penal. Entretanto, os blancos, especialmente os da ala jovem Juventude Partido Nacional (em castelhano: Juventud Partido Nacional), vêm demonstrando uma posição unanimemente favorável aos direitos dos LGBT+.[14]

Ao longo da história, os membros do PN reagiram contra o projeto reformista favorável ao Estado de bem-estar social que personificou o batllismo ao longo de décadas. Com base na afirmação das vantagens da "economia natural", dos direitos da propriedade privada e dos benefícios derivados do livre câmbio, foram vinculados com o rural, o "criollo", com a pecuária e com a terra.

Atualmente, as principais lideranças da sigla são o presidente Luis Lacalle Pou, o Ministro do Interior pertencente a Corrente Wilsonista Jorge Larrañaga, a vice-presidente do Uruguai, primeira mulher presidente do PN (2018-2020) e feminista Beatriz Argimón, bem como o ex-presidente da República Luis Alberto Lacalle.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d e «Declaración de Principios - Partido Nacional». partidonacional.org.uy (em castelhano). Consultado em 1 de agosto de 2021 
  2. «Uruguay: el presidente Lacalle Pou y su partido, fortalecidos tras las elecciones locales». Clarín (em castelhano). 28 de setembro de 2020. Consultado em 1 de agosto de 2021 
  3. «Historia Partido Nacional de Uruguay». Buenas Tareas (em castelhano). 12 de dezembro de 2011. Consultado em 15 de março de 2015 
  4. Martínez, Magdalena (29 de outubro de 2019). «La derecha uruguaya ensaya una coalición para derrotar al Frente Amplio en segunda vuelta». El País (em castelhano). Consultado em 26 de agosto de 2021 
  5. «Visión – Alianza Nacional». alianzanacional.org.uy (em castelhano). 21 de junho de 2012. Consultado em 2 de agosto de 2021 
  6. Santini, Marina (28 de julho de 2021). «El Futuro de Alianza Nacional: entre la disolución, la continuidad o la abertura hacia un ala "wilsonista"». La Diaria (em castelhano). Consultado em 2 de agosto de 2021 
  7. «Veronica Alonso tuvo en su currículum una maestría que no terminó». El Observador (em castelhano). 14 de janeiro de 2019. Consultado em 2 de agosto de 2021 
  8. Martinez, Walter. «El Partido Nacional, El Herrismo y Lacalle». La Onda digital (em castelhano). Consultado em 2 de agosto de 2021 
  9. Zubillaga, Carlos (1976). Herrera: La Encrucijada Nacionalista (em castelhano). [S.l.]: Montevideo Arca Ed. 
  10. Prereira, Marcelo (30 de julho de 2021). «Apuentes del Dia: Wilson y el Wilsonismo». La Diaria (em castelhano). Consultado em 1 de agosto de 2021 
  11. Correa, Juan Pablo (11 de março de 2018). «Wilson: su vida, lucha y legado». El País (em castelhano). Consultado em 9 de outubro de 2021 
  12. «Vázquez firmó veto a despenalización del aborto». El País (em castelhano). Arquivado do original em 18 de abril de 2009 
  13. «Trompadas en Parlamento uruguayo por eutanasia». elargentino.com (em castelhano). 18 de março de 2009. Cópia arquivada em 21 de março de 2009 
  14. «Blancos pusieron banderas de la diversidad y Argimón reafirmó "compromiso con derechos conquistados"». El País (em castelhano). 24 de setembro de 2020. Consultado em 2 de agosto de 2021