Pearl Harbor (filme)

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Pearl Harbor
Pôster promocional
No Brasil Pearl Harbor
 Estados Unidos
2001 •  cor •  183 min 
Direção Michael Bay
Produção Michael Bay
Jerry Bruckheimer
Roteiro Randall Wallace
Elenco Ben Affleck
Josh Hartnett
Kate Beckinsale
Cuba Gooding, Jr.
Jon Voight
Alec Baldwin
Jennifer Garner
Gênero drama romântico
filme de guerra
Música Hans Zimmer
Cinematografia John Schwartzman
Companhia(s) produtora(s) Touchstone Pictures
Jerry Bruckheimer Films
Distribuição Buena Vista Pictures
Lançamento Estados Unidos 21 de maio de 2001 (Pearl Harbor, Havaí)
Estados Unidos 25 de maio de 2001
Brasil 1 de junho de 2001[1]
Idioma língua inglesa
língua japonesa
língua francesa
Orçamento US$ 140 milhões[2]
Receita US$ 449.220.945[3]

Pearl Harbor (bra: Pearl Harbor[1]) é um filme de drama e guerra americano de 2001, produzido por Jerry Bruckheimer, dirigido por Michael Bay e distribuído pela Touchstone e Buena Vista. O filme apresenta uma versão fortemente ficcional do ataque japonês a Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941, com foco em uma história de amor ambientada em meio à preparação para o ataque, suas consequências e o Ataque Doolittle.

Foi lançado no Memorial Day de 2001, feriado norte-americano para lembrar aqueles que morreram em serviço militar por seu país.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

A trama é baseada na vida de dois ousados pilotos do Tennessee que se conheciam desde a infância, Rafe McCawley e Danny Walker, eles vão brincar com o avião do pai do Rafe sem serem instruídos e depois aparece o sr.Walker e bate no Danny e pega-o a força e Rafe furioso, bate com o tronco na cabeça do pai do Danny e depois o sr. Walker vai tentar acabar com Rafe e Danny controla-o e diz (Papai não), e depois o Rafe Insulta o pai do Danny e o pai do Danny respondeu a Rafe que ele combateu os Alemães na França e depois ele retira-se e Danny agradece a Rafe e vai atrás do pai dele.

Ambos se alistam na marinha e treinam como pilotos de caça, e conhecem a bonita e dedicada enfermeira Evelyn (Kate Beckinsale). Rafe e Evelyn iniciam um romance.

Com a guerra na Europa, Rafe se voluntaria para lutar juntamente com a Royal Air Force na Batalha da Inglaterra para defender o Reino Unido da Luftwaffe, insistindo para que seu amigo Danny ficasse nos Estados Unidos, cuidando de sua amada Evelyn.

Tanto Evelyn como Danny são transferidos para o Havaí, um lugar distante da guerra, com aparência paradisíaca. Evelyn recebe a notícia de que o avião de Rafe foi abatido, e por não haver mais notícias, ele foi considerado morto em combate.

Após algum tempo, Evelyn e Danny inciam um romance, e surpreendentemente Rafe reaparece. Ele sobrevivera à queda, sendo resgatado por um barco francês e não pode enviar notícias.

Rafe e Danny brigam em um bar, e acordam no dia seguinte com o início do ataque a Pearl Harbor. Com muita dificuldade, conseguem subir em seus aviões, e abatem sete aviões japoneses.

Os três voltam para os Estados Unidos, e tanto Rafe como Danny são convocados para um treino secreto, no que seria o Ataque Doolittle.

Antes de partirem para o ataque secreto, Evelyn confidencia à Rafe que está grávida de Danny. Com dificuldades, a incursão completa seus objetivos, e os aviões têm um pouso forçado na China ocupada, com falta de combustível e sem pista de aterrissagem. Danny é preso e morto pelas tropas japonesas, e apenas Rafe volta com vida. Evelyn e Rafe casam, e dão o nome de Danny para o filho que ela estava esperando.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Recepção[editar | editar código-fonte]

Apesar de um sucesso de bilheteria, o filme recebeu majoritariamente críticas negativas dos analistas. Atualmente tem um índice de aprovação de 25% no site Rotten Tomatoes, fazendo deste o quarto filme mais mal avaliado de Michael Bay, junto com Transformers: Age of Extinction, Transformers: Revenge of the Fallen e Bad Boys II.[4] O filme recebeu elogios no aspecto técnico, como os efeitos especiais, mas foi criticado pelo roteiro, direção e atuação.

Imprecisões históricas[editar | editar código-fonte]

Aeronaves B-25J abordo do USS Constellation, um porta-aviões da Classe Kitty Hawk, para as filmagens do filme representando o Ataque Doolittle.

Como muitos dramas históricos, Pearl Harbor provocou debates sobre licença artística tomada por seus produtores e diretor. A National Geographic produziu um documentário documentário chamado Beyond the Movie: Pearl Harbor[5] detalhando algumas das maneiras pelas quais "o corte final do filme não refletiu todos os fatos do ataque ou representou [os eventos] com precisão". Este filme frequentemente entra em listas das produções cinematográficas sobre guerra mais imprecisas e falsas da história do cinema.[6]

Muitos sobreviventes do Ataque a Pearl Harbor criticaram o filme como grosseiramente impreciso e puro "Hollywood". Em uma entrevista feita por Frank Wetta, o produtor Jerry Bruckheimer foi citado dizendo: "Nós tentamos ser precisos, mas certamente não é para ser uma aula de história".[7] A crítica do historiador Lawrence Suid é particularmente detalhada quanto às principais deturpações factuais do filme e o impacto negativo que elas têm mesmo em um filme de entretenimento, pois ele observa que "o próprio nome do filme implica que o público estará testemunhando um evento histórico, com precisão prestados".[8]

A inclusão do personagem de Affleck no Esquadrão Águia é um dos primeiros exemplos de um aspecto impreciso do filme, uma vez que os aviadores americanos em serviço ativo foram proibidos de ingressar no esquadrão, embora alguns civis americanos tenham se juntado à RAF.[9] A Batalha da Grã-Bretanha já havia terminado em outubro de 1940, enquanto no filme ela ainda está acontecendo no início de 1941, com combates aéreos no Canal da Mancha.[10] Nenhum membro dos Eagle Squadrons viu ação na Europa antes de 1941.[11]

Durante a representação do ataque em si contra Pearl Harbor, uma das cenas do filme mostra aeronaves japonesas atacando a equipe médica e o hospital da base. Embora este prédio tenha sido danificado no ataque, os japoneses não atacaram deliberadamente o hospital naval dos Estados Unidos e apenas um único membro de sua equipe médica foi morto quando cruzou o estaleiro da Marinha para se apresentar ao serviço.[12]

Os críticos que não gostaram do filme criticaram o uso de substitutos fictícios para pessoas reais, declarando que Pearl Harbor era "um abuso de licença artística".[13] Os papéis que os dois protagonistas masculinos têm na sequência do ataque são análogos aos feitos históricos reais dos segundo-tenentes George Welch e Kenneth M. Taylor, veteranos da Forças Aéreas do Exército dos Estados Unidos, que decolaram em seus caças P-40 Warhawk durante o ataque japonês e juntos abateram pelo menos seis aeronaves inimigas. Taylor, que faleceu em 2006, disse que o filme "era uma porcaria... sensacionalista e distorcida."[14][15]

As críticas mais duras foram direcionadas a instâncias do filme em que eventos históricos reais foram alterados para fins dramáticos. Por exemplo, o almirante Kimmel não recebeu o relatório de que um submarino-anão japonês estava sendo atacado até depois que as bombas começaram a cair e não recebeu a primeira notificação oficial do ataque até várias horas após o término do ataque.[16][17]

Outras imprecisões na cena do ataque se centravam em prédios na configuração errada, navios modernos representando antigos (como quatro contratorpedeiros da Classe Spruance que só entraram em ação em 1972), marcas de cigarro e outros produtos que só seriam lançados comercialmente décadas depois e ainda uma cena que teoricamente se passa em 1941 mas mostra tanques M26 Pershing americanos (que só foram lançados em 1945) se passando como alemães.[18]

O planejamento do Ataque Doolittle, a investida em si e as consequências do ataque mostradas no filme são considerados uma das partes historicamente mais imprecisas do filme. Em Pearl Harbor, Jimmy Doolittle e o resto dos seus comandados aparecem decolando do USS Hornet a cerca de 1004,23 km da costa japonesa após serem descobertos por barcos patrulha japoneses. Na realidade, os combatentes de Doolittle se lançaram a 1046,07 km (ou 650 milhas) da costa do Japão após serem descobertos por apenas um navio japonês. No filme, se passa a ideia de que o ataque foi uma imensa retaliação por Pearl Harbor, como um eficiente bombardeio contra Tóquio, com as bombas explodindo prédios inteiros. Embora na vida real Tóquio realmente tenha sido atingida, outras três cidades industriais também foram atacadas e o dano dos bombardeios foi mínimo (o objetivo do ataque não era retaliar Pearl Harbor, mas sim mandar uma mensagem para os japoneses sobre a capacidade americana). Antes do ataque, um quadro-negro contendo planos para o ataque reflete com precisão outras cidades de destino, mas isso é obscurecido e nunca discutido no diálogo do filme.[19][20] O mesmo quadro-negro contém ainda principalmente os nomes reais dos comandados de Doolittle em todas as aeronaves, exceto a 6ª e a 9ª, onde os nomes fictícios dos dois personagens principais são substituídos. O filme mostra os aviadores de Doolittle na China superando os soldados japoneses em um curto tiroteio com a ajuda de um B-25, o que nunca aconteceu na vida real.[8]

Principais prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

  • Três indicações ao MTV Movie Awards: Melhor ator (Josh Hartnett), Melhor atriz (Kate Beckinsale) e Melhor seqüência de ação.
  • Duas indicações ao Globo de Ouro: Melhor trilha sonora e Melhor canção original (There you'll be, por Faith Hill).
  • Quatro indicações ao Oscar: Melhor edição de som, Melhores efeitos especiais, Melhor mixagem de som e Melhor canção Original (There You'll Be). Recebeu prêmio pela melhor edição de som.
  • Seis indicações ao Golden Raspberry Award: Pior Ator (Ben Affleck), Pior Casal (Josh Hartnett e Kate Beckinsale), Pior Roteiro (Randall Wallace), Pior Filme, Pior Diretor (Michael Bay) e Pior Remake ou Continuação.


Referências

  1. a b Lacombe, Milly (1 de junho de 2001). «"Pearl Harbor" estreia e mostra a história segundo Hollywood». São Paulo: Folha de S.Paulo, caderno Ilustrada. Consultado em 16 de fevereiro de 2018 
  2. «'Pearl Harbor' Box Office» (em inglês). Box Office Mojo. Consultado em 21 de outubro de 2017 
  3. «'Pearl Harbor' Box Office» (em inglês). Box Office Mojo. Consultado em 21 de outubro de 2017 
  4. «"Pearl Harbor (2001)."»  Rotten Tomatoes. 23 de março de 2012.
  5. "Beyond the Movie: Pearl Harbor." Arquivado 2006-05-13 no Wayback Machine National Geographic Society, 2001. Acessado em 26 de março de 2009.
  6. Barker, Chris. «10 Most Inaccurate Military Movies Ever Made» (em inglês). Consultado em 16 de dezembro de 2018 
  7. Wetta, Frank; Bay, Michael; Bruckheimer, Jerry; Wallace, Randall (2001). «Pearl Harbor». The Journal of Military History. 65 (4). 1138 páginas. JSTOR 2677684. doi:10.2307/2677684 
  8. a b Suid, Lawrence. «"Pearl Harbor: Bombed Again".». Consultado em 21 de junho de 2010. Cópia arquivada em 21 de agosto de 2001  Naval History (United States Naval institute), Vol. 15, No. 4, Agosto de 2001, p. 20.
  9. "Eagle Squadrons", rafmuseum.org.uk. Acessado em 22 de junho de 2010.
  10. Boggs, Carl (2006). «Pearl Harbor: How Film Conquers History.». New Political Science. 28 (4): 451–466. doi:10.1080/07393140601005246 – via EBSCOhost 
  11. «Eagles Switch to U. S. Army». Life. 2 de novembro de 1942. p. 37 
  12. Clancey, Patrick. "Pearl Harbor Navy Medical Activities." iblio.com. Acessado em 16 de janeiro de 2014.
  13. Padilla, Lyle F.; Castagnaro, Raymond J. (2009). «Medal of Honor Recipients/Nominees Portrayed On Film: Hollywood Abominations, Pearl Harbor (2001)». History, Legend and Myth: Hollywood and the Medal of Honor. Consultado em 26 de março de 2009. Cópia arquivada em 17 de março de 2006 
  14. Sullivan, Patricia. "Kenneth Taylor; Flew Against Pearl Harbor Raiders." Washington Post, 12 de dezembro de 2006. Acessado em 26 de março de 2009.
  15. White, Caroline. «The 10 most historically inaccurate movies». The Sunday Times. Consultado em 15 de novembro de 2013. Cópia arquivada em 15 de junho de 2011 
  16. Sullivan 2001, p. 54.
  17. "Our Heritage in Documents: FDR's "Day of Infamy" Speech: Crafting a Call to Arms." Prologue, Winter 2001, Vol. 33, No. 4. Acessado em 23 de maio de 2010.
  18. «The Endless Historical Errors Made in the Pearl Harbor Movie». Warhistoryonline.com. Consultado em 29 de abril de 2022 
  19. Gutthman, Edward. "'Pearl' - Hyped, yet promising / Movie to honor vets, nation's wartime spirit." MyUSA, 7 de dezembro de 2000.
  20. Heines, Vivienne. "Bringing 'Pearl Harbor' To Corpus Christi." military.com, 1 de agosto de 2000.
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