Pedro Bandeira

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Pedro Bandeira
Bandeira em maio de 2013.
Nome completo Pedro Bandeira de Luna Filho
Nascimento 9 de março de 1942 (80 anos)
Santos, São Paulo, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Filho(a)(s) 3
Alma mater Universidade de São Paulo
Ocupação
Período de atividade 1983–presente
Principais trabalhos Série Os Karas (19842014)
A Marca de uma Lágrima (1985)
O Fantástico Mistério de Feiurinha (1986)
Página oficial
pedrobandeira.com.br

Pedro Bandeira de Luna Filho (Santos, 9 de março de 1942) é um escritor brasileiro de livros infanto-juvenis. Ele adquiriu notoriedade em 1983, com o lançamento de O Dinossauro Que Fazia Au-au, seu livro infantil de estreia e passou a dedicar-se exclusivamente a autoria de títulos infanto-juvenis. Bandeira tornou-se autor de mais de 100 obras, entre contos, poemas e narrativas de diversos gêneros – incluindo o grande êxito juvenil A Droga da Obediência (1984),[1] que originou a série de seis títulos de nome Os Karas.[2] Além destes, tornou-se reconhecido por livros como A Marca de uma Lágrima (1985) e O Fantástico Mistério de Feiurinha (1986), este último recebeu uma adaptação cinematográfica em 2009.

Ao longo de sua carreira como escritor, Bandeira recebeu diversos prêmios, incluindo o Troféu APCA da Associação Paulista de Críticos de Arte[3] e o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro.[4] Suas contribuições para a literatura brasileira, o tornaram o autor de literatura juvenil mais vendido do país, com vinte e oito milhões de exemplares até março de 2022.[5]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Pedro Bandeira de Luna Filho nasceu em 9 de março de 1942 no litoral de São Paulo filho póstumo de Pedro Bandeira de Luna, falecido seis meses antes do seu nascimento aos 35 anos de idade, e de Hilda Victor dos Santos[6]. Em sua cidade natal dedicou-se ao teatro amador.

Em 1961 mudou-se para a capital paulista para cursar Publicidade na Universidade de São Paulo.[3], onde também se casou e teve três filhos: Rodrigo, Marcelo e Maurício.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Além de ser professor, trabalhou em teatro profissional até 1967 como ator, diretor, cenógrafo e com teatro de bonecos. Mas, desde 1962, Pedro já trabalhava também na área de jornalismo e publicidade, começando no jornal Última Hora, sucursal de São Paulo, e mais tarde na Editora Abril, onde escreveu para diversas revistas e fascículos. Como freelancer, desde 1972 passou a escrever pequenas histórias para revistas de banca desta e de outras editoras.

Seu primeiro livro foi O Dinossauro Que Fazia Au-au, voltado para as crianças, que fez um grande sucesso. Mas foi com A Droga da Obediência, voltado para adolescentes (que ele considera seu público alvo) que ele se consagrou, tendo já este título vendido 1,6 milhão de exemplares até 2012. Além deste, O Fantástico Mistério de Feiurinha, que ganhou o Prêmio Jabuti de 1986, logo se tornou um clássico.

A partir de 1983, Pedro Bandeira dedicou-se inteiramente à literatura. Pedro chegou a vender mais de um milhão de livros em um único ano (1996) - em toda a carreira, são mais de 23 milhões de exemplares vendidos até 2012. É considerado o autor de literatura juvenil com o maior número de obras vendidas.[7]

Obras[editar | editar código-fonte]

Infantis[editar | editar código-fonte]

Juvenis[editar | editar código-fonte]

Série Os Karas[editar | editar código-fonte]

Outros títulos[editar | editar código-fonte]

Adultas[editar | editar código-fonte]

  • Melodia Mortal (2017)

Prêmios e honrarias[editar | editar código-fonte]

Em 2003, Bandeira recebeu o Título de Cidadão Paulistano pela Câmara Municipal de São Paulo.[8] Posteriormente, em 2011, recebeu o Título de Cidadão Sanroquense pela Câmara Municipal de São Roque.[9] No ano seguinte, Bandeira recebeu a Medalha ao Mérito Brás Cubas da Câmara Municipal de Santos.[10] Seus prêmios incluem:

  • 1986: 28º Prêmio Jabuti na categoria Literatura Infantil com O Fantástico Mistério de Feiurinha.[4]
  • 1986: Troféu APCA na categoria Livro Juvenil com A Marca de uma Lágrima.
  • 1992: Prêmio Adolfo Aizen (Academia Brasileira de Letras e União Brasileira de Escritores) na categoria de Melhor Livro Infantil com Chá de Sumiço.
  • 2001: Prêmio Altamente Recomendável Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil na categoria Tradução-Informativo com A Princesa e o Pintor.
  • 2001: Prêmio Altamente Recomendável Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil na categoria Reconto com Caras, carinha e caretas – alimentos com sentimentos.

Referências

  1. «Escritor Pedro Bandeira participa de live sobre literatura na primeira infância». Grupo Mirante. O Estado do Maranhão. 15 de abril de 2021. Consultado em 1 de dezembro de 2021 
  2. «Memória: "A Droga da Obediência" inicia série de jovens espiões». Grupo Folha. Folha de São Paulo. 24 de setembro de 2011. Consultado em 1 de dezembro de 2021 
  3. a b «Pedro Bandeira - Biografia do Escritor - InfoEscola» 
  4. a b «Jabuti - Premiados 1986». Câmara Brasileira do Livro. Consultado em 1 de dezembro de 2021. Cópia arquivada em 18 de outubro de 2020 
  5. «Pedro Bandeira fará live em comemoração aos seus 80 anos de idade». Fundação Padre Anchieta. Cultura. 9 de março de 2022. Consultado em 20 de março de 2022 
  6. Museu da Pessoa. «A literatura e a desobediência». 2008-08-25. Consultado em 26 de junho de 2022 
  7. Araújo, Cecília (17 de julho de 2009). «Pedro Bandeira, o Paulo Coelho dos Juvenis». Veja. Arquivado do original em 14 de março de 2014 
  8. «DOM - Imprensa Oficial». Diário Oficial do Estado de São Paulo. 30 de agosto de 2003. Consultado em 11 de maio de 2022 
  9. «Veja detalhes e fotos da solenidade de aniversário de São Roque na Câmara». São Roque Notícias. 13 de agosto de 2011. Consultado em 11 de maio de 2022 
  10. «Parlamentar homenageia Pedro Bandeira». Câmara Municipal de Santos. 24 de maio de 2012. Consultado em 11 de maio de 2022. Cópia arquivada em 11 de maio de 2022 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Luiz Galdino
Jabuti 01.jpg
Prêmio Jabuti de literatura infantojuvenil

1986
Sucedido por
Maria Heloísa Penteado