Persona (filme)

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Persona
A Máscara (PT)
Persona (BR)
 Suécia
1966 •  P&B •  85 min 
Direção Ingmar Bergman
Produção Ingmar Bergman
Roteiro Ingmar Bergman
Elenco Bibi Andersson
Liv Ullmann
Género drama, mistério
Música Lars Johan Werle
Direção de arte Karl-Arne Bergman
Direção de fotografia Sven Nykvist
Edição Ulla Ryghe
Idioma sueco
Página no IMDb (em inglês)

Persona ( (título no Brasil) ou A Máscara (título em Portugal)) é um filme sueco de 1966, do gênero drama, escrito e dirigido por Ingmar Bergman. É um filme que retrata de forma bastante reflexiva e complexa as máscaras que o ser humano usa em sua vida, a ponto de não mais reconhecer a sua real face.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Antes do início da história, equipamentos de cinema projetam várias imagens rápidas que mostram crucificação, um pênis ereto, uma aranha, trechos de uma comédia de cinema mudo (visto pela primeira vez em Prison (1949)), um homem prisioneiro em um quarto (entre personificações da Morte e do Diabo) e o abate de uma ovelha. Por último, uma cena mais longa com um menino que acorda num hospital próximo de cadáveres, lendo o livro de Michail Lermontov chamado Um herói de nosso tempo ("Vår Tids Hjälte" no filme), e depois acaricia uma imagem borrada do rosto de Elisabeth e/ou Alma.

A história principal começa quando a enfermeira Alma é escolhida para cuidar de Elisabeth Vogler, uma atriz que surtara em uma de suas apresentações - a tragédia de Sófocles,Electra - e a partir daí se isolou do mundo, permanecendo em constante silêncio. Apesar de Elizabeth ser tida como catatônica, ela reage com extremo pânico ao ver na televisão um monge budista se auto-imolando. As duas vão para uma casa da administradora do hospital. A princípio, Alma era a enfermeira que deveria acompanhar e cuidar da paciente mas desenvolve uma relação de amizade e acaba confidenciando seus segredos carnais - sua traição, sua orgia com um adolescente e seu aborto - como uma forma de quebrar o silêncio. O conflito entre as duas origina-se quando Elisabeth escreve uma carta para o hospital, revelando o segredo de Alma. Esta fica furiosa e agride verbal e fisicamente a paciente. Nessa cena o silêncio de Elisabeth se quebra e ela, com medo de morrer, grita. No decorrer do filme Alma fica em constante monólogo, porém consegue descobrir o motivo que levou ao silêncio repentino da atriz.

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Elenco[editar | editar código-fonte]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

  • National Society of Film Critics Awards, USA - Melhor Filme; Melhor Atriz (Bibi Andersson); Melhor Diretor (Ingmar Bergman)
  • The New York Times Guide to the Best 1,000 Movies Ever Made [1]
  • Indicado ao BAFTA na categoria Melhor Atriz Estrangeira (Bibi Andersson) - 1968

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Peter M. Nichols (2004). The New York Times Guide to the Best 1,000 Movies Ever Made. [S.l.]: St Martin's Press. 1200 páginas. ISBN 0312326114 
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