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Physalis peruviana

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaPhysalis peruviana
Fronde com flor e frutos.
Fronde com flor e frutos.
Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: Angiosperms
Clado: Eudicots
Ordem: Solanales
Família: Solanaceae
Género: Physalis
Espécie: P. peruviana
Nome binomial
Physalis peruviana
L.

Physalis peruviana, comummente conhecida como fisális[1] (nome comum que partilha com as demais espécies do género Physalis)[2] ou tomate-capucho [3][4] (não confundir com a espécie Physalis akekenji que consigo também partilha este nome comum[5]), é uma espécie de planta da família das solanáceas, nativa do Chile e do Peru.[6][7][8]

A história do cultivo da P. peruviana na América do Sul remonta ao Império Inca.[9][10] É cultivada na Inglaterra desde o final do século XVIII, na África do Sul, no Cabo da Boa Esperança, nos Açores[4] e na Madeira[11], pelo menos desde o início do século XIX.[12] Amplamente introduzida no século XX, a P. peruviana agora é cultivada ou cresce livremente em todo o mundo em regiões temperadas e tropicais.[6]

Nomes comuns

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Além do nome comum, fisális (grafia alternativa fisálide[13]), também é conhecido como: alquequenge-amarelo[14][15] (por alusão à espécie Physalis akekenji, comummente conhecida como «alquequenge»[16][17]) e tomatinho-de-capucho[18] (não confundir com a espécie Physalis akekenji, também conhecida com esse nome comum) .

Regionalmente, nos Açores, é conhecida como rebuçado[19] (por alusão ao cálice que a envolve e que lembra o invólucro de um rebuçado)[4] e capucho[20] (não confundir com a espécie Physalis akekenji, que também pode ser conhecida nesse território por esse nome comum)[21], ao passo que na Madeira é conhecida regionalmente como tomate-inglês.[11].

Etimologia

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Do que toca ao nome científico:

Taxonomia

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Physalis peruviana - MHNT

Physalis peruviana recebeu uma descrição botânica da espécie por Carl Linnaeus em 1763.[23]

Descrição

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P. peruviana está intimamente relacionada com o tomatillo.[12] Como membro da família de plantas solanáceas, também é parente distante de um grande número de plantas comestíveis, incluindo tomates, beringelas e batatas.[12]

P. peruviana é anual em locais temperados, mas perene nos trópicos.[12] Nos ambientes em que é perene, desenvolve-se num arbusto difusamente ramificado atingindo 1-1,6 metros de altura, com ramos espalhados e folhas aveludadas em forma de coração.[6] As flores hermafroditas possuem forma de sino e caídas, tendo 15–20 mm (0,59–0,79 in) transversalmente, bem como são amarelo com manchas castanhas-arroxeadas internamente.[24] Depois da queda da flor, o cálice expande-se, formando uma casca bege - o chamado «capucho»[4] - que envolve totalmente o fruto.[12][6]

A fruta é uma baga redonda e lisa, com um formato semelhante a um tomate amarelo em miniatura. É rico em vitaminas A, B, C (60 mg/100 g), com elevados teores de fósforo e ferro.[4] É uma baga com um diâmetro de 1,5 a 3,5 cm, com várias sementes achatadas, assemelhando-se a um tomate em miniatura.[4] O fruto está maduro quando o cálice - comummente conhecido como «capucho»[4] - está castanho e o fruto amarelado ou alaranjado.[4] Tem um sabor peculiar, levemente azedo[12], que corresponde a uma mistura dos sabores de uva, morango, kiwi e groselha.[4] Por seu turno, o fruto tem o aspecto de pequeno tomate, quando despido do seu invólucro acastanhado.[4]


Nutrição

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Physalis peruviana crua
Valor nutricional por 100 g (3,53 oz)
Energia 222 kJ (50 kcal)
Carboidratos
Carboidratos totais 11.2 g
Gorduras
Gorduras totais 0.7 g
Proteínas
Proteínas totais 1.9 g
Água 85.4 g
Vitaminas
Vitamina A equiv. 36 µg (5%)
Tiamina (vit. B1) 0.11 mg (10%)
Riboflavina (vit. B2) 0.04 mg (3%)
Niacina (vit. B3) 2.8 mg (19%)
Vitamina C 11 mg (13%)
Minerais
Cálcio 9 mg (1%)
Ferro 1 mg (8%)
Fósforo 40 mg (6%)
Link to USDA Database entry
Percentuais são relativos ao nível de ingestão diária recomendada para adultos.
Fonte: USDA Nutrient Database

Os tomates-capucho crus possuem 85% de água, 11% de carboidratos, 2% de proteína e 1% de gordura (tabela). Numa quantidade referencial de 100 grams (3,5 oz), os tomates-capucho fornecem 53 calorias e níveis moderados (10-19% do valor diário) de tiamina, niacina e vitamina C.[25]

Foram feitas várias análises aos óleos de diferentes componentes da baga, principalmente das sementes, tendo-se descoberto que o ácido linoleico e o ácido oleico eram os principais ácidos gordos presentes, enquanto o beta-sitosterol e o campesterol eram os principais fitoesteróis, enquanto o óleo continha vitamina K e beta-caroteno.[26]

Distribuição e habitat

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O centro de diversidade genética da Physalis peruviana está localizado nas montanhas dos Andes do Equador, Chile, Colômbia e Peru.[12] Cresce em florestas, bordas de florestas e áreas ribeirinhas.[6] Pode-se desenvolver em altas altitudes de 500-3.000 metros em sua região nativa, mas também pode ser encontrado ao nível do mar na Oceania e nas ilhas do Pacífico, onde ocorre amplamente em condições subtropicais e quentes e temperadas.[6]

Localiza-se na faixa de latitude a cerca de 45°S a 60°N, ao passo que na faixa de altitude, encontra-se geralmente até 3.000 metros nível do mar.[6] A planta tornou-se invasiva em alguns habitats naturais, formando matagais, particularmente no Havaí e em outras ilhas do Pacífico.[6] Acredita-se que existam dezenas de ecótipos em todo o mundo que se diferenciam pelo tamanho da planta, forma do cálice e tamanho, cor e sabor da fruta. Pensa-se que as formas selvagens sejam diplóides com 2n = 24 cromossomas, enquanto as formas cultivadas incluem variedades com ploidia aumentada e 32 ou 48 cromossomas.[27]

Sendo certo que se trata de uma planta natural de bosques neotropicais húmidos, também se comporta como espécie ruderal, podendo medrar subespontaneamente em courelas agrícolas inclusive.[15] Hoje em dia, considera-se naturalizada nos dois hemisférios[15].

Com efeito, a planta encontra-se naturalizada em Portugal, desde do séc. XIX, mais propriamente no arquipélago dos Açores,tendo sido relatada a sua presença subespontânea no arquipélago, já em 1867, pelo botânico Edmond Goose[4], e no arquipélago da Madeira, tendo sido relatada a sua presença subspontânea, já em 1826.[11]

Foi amplamente introduzida no cultivo em áreas tropicais, subtropicais e temperadas, como Austrália, China, Índia, Malásia e Filipinas.[12][6][28] P. peruviana prospera a uma temperatura média anual de 13 a 18 °C,[6] embora tolere valores entre os 10 e os 32 °C[29]. Cresce bem em climas mediterrâneos e é resistente à zona de robustez 8 do USDA, o que significa que pode ser danificada pela geada.[6] Prefere uma precipitação média anual entre os 1.500 e 2.300 mm, tolerando entre 800 e 4 300 mm, se o solo for bem drenado.[24] Prefere localizações abrigadas, com alguma exposição ao sol pleno ou em sombra parcial, em solo bem drenado[30], podendo em todo o caso crescer vigorosamente em solo arenoso.[12]

Prefere solos francos ricos em húmus[31][32], mas tolera solos pobres[33]. Não se adapta bem a solos argilosos.[32] Por seu turno, os solos excessivamente férteis favorecem o desenvolvimento vegetativo em detrimento da frutificação.[33] Estas plantas toleram um pH entre 4,5 e 8,2.[33]Além do mais, estas plantas toleram geadas ligeiras.[6]

A planta cresce facilmente a partir de sementes, que são abundantes (com cem a trezentas em cada fruto), mas com baixa germinação, exigindo milhares de sementes para semear um hectare.[12] As plantas cultivadas a partir de mudas de caule com um ano florescem cedo e produzem bem, mas são menos vigorosas do que as cultivadas a partir das sementes.[12]

A primeira colheita de frutos pode ser obtida logo ao fim de cerca de 3 meses após a sementeira, podendo a colheita continuar durante pelo menos 3 anos. [31] Em áreas resguardadas da geada, a planta pode inclusive florir e frutificar durante todo o ano.[31]

Em Portugal, particularmente nos Açores, há plantações de capucho ao ar livre.[4] A planta, neste território, é anual, sendo certo que, se for podada, pode produzir durante 2 anos e indeterminada quando ao período de antese (i.e. pode florescer em qualquer estação). Desde a sementeira até à primeira produção decorrem mais ou menos sete meses.[4] A sementeira deve ser feita entre Março e Abril, sendo que a plantação ocorre entre Maio e Junho, ao passo que a colheita tanto pode ocorrer no Verão como no Outono.[4]

Com efeito, há várias plantações de maior ou menor escala, na ilha de S. Miguel, as quais fornecem à indústria de conserva, designadamente compotas da Sociedade Corretora Michaelense, em funcionamente desde o princípio do séc. XX.[4] Existem também plantações caseiras em pequena escala em quase todas as ilhas açorianas, especialmente atendendo à sua natureza espontânea, pelo que surgem dispersas por courelas agrícolas, se bem que a maioria produção, ainda assim, reputa-se à ilha de S. Miguel.

Pragas e doenças

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Na África do Sul, as lagartas atacam a Physalis peruviana em canteiros. As lebres danificam as plantas jovens e os pássaros comem os frutos. Os ácaros, as moscas-brancas, bem como os besouros-saladores também podem ser problemáticos. A isto acresce, ainda, que o oídio, a cochonilha-da-laranjeira, a podridão radicular e diversos vírus podem afetar estas plantas. Na Nova Zelândia, estas plantas podem ser infectadas por Candidatus Liberibacter solanacearum.[34]

Culinária e alimentação

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O fruto desta espécie é amiúde consumido cru, se bem que também pode ser cozinhado, usando-se na confecção de tartes, bolos, geleias, compotas, doces, entre outros[35][36][37]. Apresenta um sabor agridoce, mas agradável.[24] Na América Latina, é frequentemente consumido como batido ou smoothie, [38] e por causa de sua casca vistosa, é usada em restaurantes como guarnição decorativa para sobremesas.

O fruto seco pode ser utilizado como substituto das passas, embora seja menos doce.[37] Com efeito, o fruto seco também pode ser usado como um possível substituto da levedura.[37]

O cálice - comummente conhecido como «capucho»[4] - que o protege de pragas e das intempéries, é tóxico e não deve ser consumido.[24] O fruto é rico em vitamina A (3 000 UI de caroteno por 100 g), vitamina C e algumas vitaminas do complexo B (tiamina, niacina e B12).[7] Os teores de proteína e fósforo são excecionalmente elevados.[7][39]

Quando colhido cuidadosamente com o cálice intacto, o fruto pode ser armazenado 3 meses ou mais.[7]

Usos etnobotânicos e medicinais

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Históricamente, o sumo das folhas foi usado na confecção de mezinhas para o tratamento de parasitas intestinais e perturbações do trato digestivo.[24] Ainda nesta toada, sobressai que a planta em si possui reconhecidas propriedades diuréticas.[24]

Historicamente, chegou-se a fazer uma decocção dos cálices a fim de tratar as diabetes.[24]

Potencial de toxicidade

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As flores, folhas e caules verdes da planta contêm solanina e alcaloides solanidínicos, pelo que podem causar envenenamento, caso ingeridos por humanos, gado ou cavalos.[40][41]

Referências

  1. «Definição ou significado de fisális no Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa com Acordo Ortográfico». Infopédia - Dicionários Porto Editora. Consultado em 26 de outubro de 2016 
  2. S.A, Priberam Informática. «fisális». Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Consultado em 13 de dezembro de 2025 
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