Pláucia Urgulanila

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Pláucia Urgulanila, ou Pláucia Herculanila, foi a primeira esposa de Cláudio, casada com ele antes dele se tornar imperador romano.

Cláudio havia ficado noivo duas vezes, quando jovem.[1] Sua primeira noiva foi Emília Lépida, bisneta de Augusto, mas o noivado foi desfeito porque os pais da noiva haviam ofendido Augusto.[1] Sua segunda noiva foi Lívia Medulina, de sobrenome Camila, descendente de Camilo, o ditador, mas ela ficou doente e morreu no dia do casamento.[1]

Ele então se casou com Pláucia Urgulanila, cujo pai havia sido honrado com um triunfo.[2]

Cláudio se separou de Urgulanila por causa da sua escandalosa promiscuidade, e por ela ser suspeita de assassinato.[1][Nota 1] Após Urgulanila, Cláudio se casou com Aélia Paetina, filha de um ex-cônsul, de quem ele se divorciou por motivos banais, com Valéria Messalina, filha do cônsul Messala Barbato, que foi executada,[2] e com sua sobrinha Agripina,[3] a mãe de Nero.

Cláudio teve filhos com três de suas esposas:[4]

Druso, filho de Cláudio e Urgulanila, morreu por engasgo antes de chegar à idade adulta.[4] Cláudia nasceu cinco meses depois do divórcio, e seria filha do liberto Boter; Cláudio começou a criá-la, mas depois jogou-a, nua, na porta da casa de sua mãe, deserdada.[4]

Segundo Lorenzo Patarolo (que a denomina a terceira esposa de Cláudio, pois este autor inclui como esposas as duas noivas de Cláudio), outra forma do seu nome seria Herculanilla.[5]

De acordo com Pierre Bayle, ela era um dos quatro filhos de Marco Pláucio Silvano, filho de Urgulânia e Marco Pláucio, filho de Aulo Pláucio. Seus irmãos eram Marco Pláucio Silvano, Públio e Tito, que foi cônsul duas vezes, em 799 AUC e nos tempos de Vespasiano.[6]

Marco Pláucio Silvano, seu irmão, foi acusado de defenestrar sua esposa e morreu por suicídio assistido diante das provas do seu crime.[6]

Legenda
descende
adoção
casamento 1, 2 ordem das esposas
MAIÚSCULO imperadores (ou ditador perpétuo, no caso de Júlio César)


Notas e referências

Notas

  1. Suetônio não comenta qual seria este assassinato, mas historiadores modernos supõem que seja uma referência ao assassinato de sua cunhada, defenestrada por seu irmão.

Referências

  1. a b c d Suetônio. «Vidas dos Doze Césares, Vida de Cláudio, 26.1». Penelope.uchicago.edu 
  2. a b Suetônio, Vidas dos Doze Césares, Vida de Cláudio, 26.2
  3. Suetônio, Vidas dos Doze Césares, Vida de Cláudio, 26.3
  4. a b c Suetônio, Vidas do Doze Césares, Vida de Cláudio, 27.1
  5. Lorenzo Patarolo, Series Augustorum, Augustarum, Cæsarum, et tyrannorum omnium, tam in Oriente quam in Occidente a C. J. Caesare ad Carolum VI.: Cum eorumdem imaginibus ex optimorum numismatum fide ad vivum expressis (1722), p.9
  6. a b Pierre Bayle, Dictionnaire historique et critique, Urgulanilla