Pontos riscados

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Os Pontos riscados ou ponto cabalístico[1] em religiões afro-brasileiras como o Candomblé, a Umbanda, a Quimbanda e a Quiumbanda[2] é uma grafia sagrada que se refere à diagramas desenhados a mão como ângulos, retas, flechas, símbolos representativos, desenhos geométricos, pontos cardeais etc representando a assinatura do Guia.[3] Os desenhos são geralmente feitos com um giz especial chamado pemba.[4]

Umbanda[editar | editar código-fonte]

Os pontos riscados na Umbanda são compostos de símbolos que têm o poder de invocar os espíritos, esses desenhos são a assinatura dos espíritos, já que a combinação de simbolos (setas, cruzes ou círculos) identificam o espírito invocado.[5]

Na Umbanda os pontos riscados são compostos de vários elementos representados por desenhos que representam as vibrações, objetos e elementos ao trabalho. O ponto riscado além de representar a entidade, também é utilizado complementarmente na realização de trabalhos.[6]

Quimbanda[editar | editar código-fonte]

Na Quimbanda os pontos riscados são sigilosos como assinaturas e estão conectados a um conjunto de ideias pelas quais os espíritos ou entidades se conectam ao nosso plano terreno. Quando usados de forma apropriada, esses desenhos abrem as portas para o mundo sobrenatural e são usados para práticas divinatórias, quando desenhados no chão ou em um objeto, atrairão os espíritos. [7]

Os pontos riscados na Quimbanda representam os nomes sagrados dos espíritos e entidades os quais se manifestam de forma diferente a cada praticante. Os pontos também podem servir de amuletos, talismãs ou ferramentas de meditação.[7]

Os sacerdotes da Quimbanda inscrevem os pontos em objetos de rituais de cerimônia, velas ou objetos de prata, cobre, ouro ou vidro, sendo considerados de grande poder mágico. Os pontos também são desenhados no chão para convocar e comandar as entidades.[7]

Referências

  1. Baby Garroux (1998). As bruxas que vivem dentro de nós. Editora Agora. p. 193. ISBN 978-85-7183-641-9.
  2. de Mattos Frisvold, Nicholaj (2006). Kiumbanda, a complete grammar of the art of Exu-. [S.l.]: Chadezoad. p. 128. ISBN 978-1-4116-7585-8 
  3. Nic Tupan-An (2000). Diálogo Umbandista. Nicolas Ramanush. p. 35. ISBN 978-85-86054-97-6.
  4. Itaoman (1990). Pemba: a grafia sagrada dos orixás. Thesaurus Editora. p. 135. ISBN 978-85-7062-020-0.
  5. Stefania Capone Laffitte (2010). Searching for Africa in Brazil: Power and Tradition in Candomblé. Duke University Press. p. 267. ISBN 0-8223-9204-6.
  6. Roberto Di Luca Melani. Umbanda para a vida: Primeira Leitura dos Fundamentos Umbandistas. Umbanda para a Vida. p. 57. ISBN 978-85-60124-09-1.
  7. a b c Carlos Montenegro (2009). Magia de Quimbanda. Los Angeles: Lulu.com. pp. 71 – 72. ISBN 978-1-105-78581-8.