Quim Barreiros

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Quim Barreiros
Informação geral
Nome completo Joaquim de Magalhães Fernandes Barreiros
Nascimento 19 de junho de 1947 (74 anos)
Local de nascimento Vila Praia de Âncora, Caminha
País Portugal Portugal
Género(s) Música popular portuguesa, Folclore
Ocupação(ões) Cantor
Instrumento(s) Acordeão
Período em atividade 1971 - presente
Editora(s) Alvorada, Orfeu, Fénix, Discossete, CD7 Sonovox, Espacial
Página oficial http://www.quimbarreiros.pt

Joaquim de Magalhães Fernandes Barreiros, mais conhecido por Quim Barreiros[1], (Vila Praia de Âncora, 19 de Junho de 1947), é um cantor popular português que toca acordeão. É conhecido pelas suas letras de duplo sentido. É também, desde há décadas, um dos músicos mais bem-sucedidos em termos de popularidade junto do público português e a face mais conhecida da música popular portuguesa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Quim Barreiros nasceu em 19 de junho de 1947 em Vila Praia de Âncora, concelho de Caminha, Distrito de Viana do Castelo.


Algumas das suas músicas mais conhecidas são "A Garagem da Vizinha" (regravação da música da dupla brasileira Sandro & Gustavo), lançada em 2000, "A Cabritinha" (regravação da música do cantor brasileiro Amazan[2][3] e do poeta João Gonçalves[4]) lançada em 2004, ou "Bacalhau à Portuguesa", lançada em 1986. A sua discografia, sobretudo a inicial, conta também com diversos álbuns compostos essencialmente por faixas instrumentais de acordeão e desgarradas.

Desde inícios da década de 1990, a presença de Quim Barreiros em festividades académicas (Queima das fitas[5], Semana Académica, Receção aos caloiros, etc.) é extensa e intensa.

Em maio de 2007 lançou o álbum Use Álcool, no qual existe uma faixa ("O Meu Netinho") em que canta para seu neto,[6] abrindo ao público uma janela para um lado seu mais afetivo e sentimental, raramente visto no artista, dado que as suas músicas de estilo popular são as que fazem maior sucesso.

Em janeiro de 2020, a Netflix lançou uma promo, dirigida ao mercado português, para a série Sex Education que é protagonizada por Quim Barreiros.[7] A promo celebra todas as orientações sexuais, apesar de, em 2010 Quim Barreiros ter lançado um single intitulado "Casamento Gay", em que utiliza adjetivos pejorativos para os homossexuais masculinos, como "larilas", "paneleiro", "panasca" e "maricas".[8][9][10] De igual modo, em 2020 lançou um tema chamado "Será Porca ou Parafuso".

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Quim é filho da portuguesa Margarida de Magalhães de Melo e de Joaquim Barreiros, filho de emigrantes portugueses, nascido em São Paulo onde viveu até aos oito anos idade. O pai de Quim mudou-se, com a mãe e irmãos, para Portugal após a morte do pai.[11] Estudou eletromecânica antes de se tornar cantor.[12]

O cantor também serviu na Força Aérea Portuguesa como mecânico de radar durante a Guerra Colonial Portuguesa, porém jamais entrou em combate, tendo ficado em Lisboa e feito parte da Banda da Força Aérea, onde tocou clarinete, saxofone e posteriormente bateria.[12]

Discografia[editar | editar código-fonte]

  • 1973 - Isto é Algarve (EP, Orfeu)
  • 1975 - Irmãos Regressados (EP, Orfeu)
  • 1976 - O Franguito da Maria (EP, Orfeu)
  • 1978 - Uma Cantiga a Um Bicho (LP, Orfeu
  • 1986 - Bacalhau à Portuguesa (LP, Discossete)
  • 1986 - Riacho da Pedreira (K7, Discossete)
  • 1991 - CD d'Ouro (CD, Discossete)
  • 1992 - Original (CD, Discossete)
  • 1992 - O Sorveteiro (Chupa Teresa) (CD, Discossete)[13]
  • 1993 - Deixa Botar Só a Cabeça (Acredita Em Mim)
  • 1993 - Insónia
  • 1994 - Mestre da Culinária (CD, Discossete)
  • 1995 - Nunca Gastes Tudo (CD, Discossete)[14]
  • 1996 - Minha Vaca Louca
  • 1997 - 15 Grandes Sucessos
  • 1998 - Na Internet
  • 1999 - Marcha do 3.º Milénio
  • 2000 - A Garagem da Vizinha
  • 2001 - Comer, Comer
  • 2002 - Cantares Ao Desafio
  • 2002 - Depois da Uma
  • 2003 - O Melhor de Quim Barreiros (Compilação, CD, Espacial)[15]
  • 2003 - Na Tua Casa Está Entrando Outro Macho
  • 2003 - Meu Dinossauro
  • 2004 - A Cabritinha
  • 2005 - O Ténis
  • 2005 - O Melhor de Quim Barreiros Vol. 2 (Compilação, CD, Espacial)[16]
  • 2006 - A Padaria
  • 2007 - Use Álcool (CD, Espacial)[6]
  • 2008 - Fui Acudir
  • 2008 - O Melhor de Quim Barreiros Vol. 3 (Compilação, CD, Espacial)[17]
  • 2009 - O Peixe
  • 2010 - Deixa-me Chutar
  • 2011 - O Brioche da Sofia
  • 2012 - Dar Ao Apito
  • 2013 - Mole Não Entra
  • 2014 - Caça Asneiras
  • 2015 - O Pau Caiu Na Panela[18]
  • 2016 - Eu Faço 69
  • 2017 - O Zinho
  • 2018 - O Meu Refogado
  • 2019 - Amélia Costureira[19]
  • 2020 - Será Porca Ou Parafuso
  • 2021 - Hino D'amizade

Canções por temas [em construção][editar | editar código-fonte]

Adultério[editar | editar código-fonte]

  • A Garagem da Vizinha (2000)

Cópula[editar | editar código-fonte]

  • Pito Mau (álbum O Brioche da Sofia, 2011)

Cornudos[editar | editar código-fonte]

  • Cuidado Zé (álbum Bacalhau à Portuguesa, 1986)
  • Amansa Corno (álbum Nunca Gastes Tudo, 1995)

Economia[editar | editar código-fonte]

  • Comprar sem Poder (álbum Bacalhau à Portuguesa, 1986)

Genitais femininos[editar | editar código-fonte]

  • Uma Cantiga a um Bicho (1979)
  • Bacalhau À Portuguesa (álbum Bacalhau à Portuguesa, 1986)
  • O Grilinho (álbum Bacalhau à Portuguesa, 1986)

Genitais masculinos[editar | editar código-fonte]

  • Negócio Grande É Que É Bom (álbum Bacalhau à Portuguesa, 1986)

Gravidez[editar | editar código-fonte]

  • Picada de Enfermeiro (álbum Bacalhau à Portuguesa, 1986)

Homossexuais[editar | editar código-fonte]

  • Rapaz Bonzinho (álbum Bacalhau à Portuguesa, 1986)
  • Casamento Gay (álbum Deixa-me Chutar, 2010)

Impotência[editar | editar código-fonte]

  • Mole não entra (2013)

Mamas[editar | editar código-fonte]

  • A Cabritinha (2004)

Masturbação[editar | editar código-fonte]

  • Curso de Dactilografia (álbum Bacalhau à Portuguesa, 1986)
  • Agora Nem a Palmeta (álbum Nunca Gastes Tudo, 1995)

Nádegas[editar | editar código-fonte]

  • Eu Quero Ir ao México (álbum Nunca Gastes Tudo, 1995)

Moda[editar | editar código-fonte]

  • Já Estão Furadas (álbum Deixa Botar Só a Cabeça (Acredita Em Mim), 1993)

Sexo anal[editar | editar código-fonte]

  • Lavar no Rego (álbum Nunca Gastes Tudo, 1995)
  • Bota creme (álbum Deixa-me Chutar, 2010)
  • O Pau Caiu na Panela (2015)

Sexo oral[editar | editar código-fonte]

  • O Brioche da Sofia (álbum O Brioche da Sofia, 2011)
  • O Sorveteiro (Chupa Teresa) (1991)
  • Cabeluda (álbum O Ténis, 2005)

Viragos[editar | editar código-fonte]

  • Maria Jornaleira (álbum Bacalhau à Portuguesa, 1986)

Virgindade[editar | editar código-fonte]

  • O disco prometido (álbum Bacalhau à Portuguesa, 1986)
  • Uma Virgem (álbum Minha Vaca Louca, 1996)
  • Deixa Botar Só a Cabeça (Acredita Em Mim) (1993)

Referências

  1. «Certidão de lista de associadas da Audiogest» (PDF). IGAC/Ministério da Cultura. 25 de julho de 2007. Consultado em 9 de Janeiro de 2014. Arquivado do original (pdf) em 24 de dezembro de 2013 
  2. Coelho, Sara Otto. «Quim Barreiros: "Vi gente famosa que se andou a arrastar em palco. Vou saber parar"». Observador. Consultado em 26 de junho de 2021 
  3. Agency, NQ Digital. «Sobre mim - Quim Barreiros». Sobre mim - Quim Barreiros. Consultado em 26 de junho de 2021 
  4. Trigueiro, Osvaldo Meira (quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012). «FolkMídia: Música de duplo sentido de Amazan faz sucesso em Portugal». FolkMídia. Consultado em 26 de junho de 2021  Verifique data em: |data= (ajuda)
  5. Américo Sarmento (10 de maio de 2007). «Quim Barreiros levou estudantes ao delírio». Jornal de Notícias. Consultado em 17 de março de 2016 
  6. a b «Catálogo - Detalhes do registo de "Use álcool"». Fonoteca Municipal de Lisboa. Consultado em 16 de março de 2016 
  7. «Quim Barreiros brilha ao promover série "Sex Education" da Netflix». N-TV. 23 de janeiro de 2020. Consultado em 23 de janeiro de 2020 
  8. «Quim Barreiros canta "Um casamento panasca com muita animação" (com vídeo)». Dezanove. 27 de maio de 2010. Consultado em 24 de outubro de 2020 
  9. Carreira, Pedro (23 de janeiro de 2020). «QUIM BARREIROS DÁ 'AULA' DE EDUCAÇÃO SEXUAL: PAZES FEITAS COM AS DIVERSAS ORIENTAÇÕES SEXUAIS?». Esqrever. Consultado em 24 de outubro de 2020 
  10. «Activistas gay acusam Quim Barreiros de ter canção "homofóbica"». Jornal de Notícias. 26 de maio de 2010. Consultado em 24 de outubro de 2020 
  11. «Quim Barreiros feliz nos 100 anos do pai». www.jn.pt. Consultado em 5 de abril de 2022 
  12. a b «Sobre mim - Quim Barreiros». Sobre mim - Quim Barreiros. Consultado em 28 de junho de 2021 
  13. «Catálogo - Detalhes do registo de "O sorveteiro"». Fonoteca Municipal de Lisboa. Consultado em 16 de março de 2016 
  14. «Catálogo - Detalhes do registo de "Nunca gastes tudo!"». Fonoteca Municipal de Lisboa. Consultado em 16 de março de 2016 
  15. «Catálogo - Detalhes do registo de "O melhor de Quim Barreiros"». Fonoteca Municipal de Lisboa. Consultado em 16 de março de 2016 
  16. «Catálogo - Detalhes do registo de "O melhor de Quim Barreiros : vol. 2"». Fonoteca Municipal de Lisboa. Consultado em 16 de março de 2016 
  17. «Catálogo - Detalhes do registo de "O melhor de Quim Barreiros : vol. 3"». Fonoteca Municipal de Lisboa. Consultado em 16 de março de 2016 
  18. Gonçalo Esteves Coelho (2015). «Quim Barreiros: Ele é o mestre da música popular». Ardinas. Consultado em 17 de março de 2016 
  19. Sandra S. Gonçalves (7 de maio de 2019). «'Amélia Costureira' é o novo CD de Quim Barreiros». Diário de Notícias. Consultado em 6 de junho de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]