Quinta Coligação

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Quinta Coligação
Guerras Napoleônicas
Napoleon Wagram.jpg
Napoleão na Batalha de Wagram, por Horace Vernet
Data 10 de abril a 14 de outubro de 1809
Local Europa Central, Países Baixos, Península Itálica
Desfecho Vitória francesa, Tratado de Schönbrunn
Beligerantes
Áustria Reino Unido
Sicília
Sardenha
Brunsviques Negros
França
Itália
Espanha
Varsóvia
Nápoles
Suíça
Holanda
Confederação do Reno:
Comandantes
Francisco I
Duque de Teschen
João da Áustria
Duque de Brunsvique
Duque de Portland
Spencer Perceval
Conde de Chatham
Andreas Hofer
Napoleão I
Maximiliano I José
Eugênio de Beauharnais
Józef Poniatowski
Frederico Augusto I
Forças
425 mil homens 275 mil homens
Baixas
+ 100 mil + 90 mil

A Quinta Coligação ou Quinta Coalizão foi a aliança formada pela Grã-Bretanha e pela Áustria, a Prússia e a Suécia - nações absolutistas -, contra a França de Napoleão Bonaparte, em 1809.[1]

No ano de 1808, os exércitos de Napoleão dominavam praticamente toda a Europa, excepto a Rússia e a Grã-Bretanha. Na Suécia ocupada, o marechal francês Jean-Baptiste Bernadotte, foi eleito o novo herdeiro do trono. Na Espanha ocupada, entretanto, onde após ter destronado Carlos IV de Espanha, Napoleão nomeara seu irmão, José Bonaparte, como rei da Espanha, tiveram início insurreições de cunho nacionalista. Os espanhóis, revoltados, expulsaram José Bonaparte de Madrid, vindo a eclodir a chamada Guerra da Independência Espanhola (1808-1814).[2]

Nesse contexto, constituída a Quinta Coligação, Napoleão derrotou os austríacos na batalha de Wagram (Julho de 1809) obrigando-os a assinar o Tratado de Schönbrunn. Ao mesmo tempo, divorciou-se de sua primeira mulher, Josefina de Beauharnais, e desposou Maria Luisa de Áustria, filha de Francisco I da Áustria, na esperança de evitar novas coligações da Áustria contra a França.[3]

Apesar de boa parte das terras hereditárias dos Habsburgos continuaram em suas mãos, a França formalmente anexou a província da Carinthia, a Carníola e alguns portos no mar Adriático, enquanto a Galicia foi dado aos poloneses e a cidade de Salzburgo, em Tirol, passou para os bávaros.[4] Devido as perdas territoriais, a Áustria perdeu de seu controle cerca de três milhões de pessoas, cerca de um quinto de sua população.[5] Apesar da luta na península ibérica continuar, o continente europeu continuou em relativa paz até a França invadir a Rússia em 1812, dando início a Guerra da sexta Coligação.[4]

Com o controle de boa parte da Europa Ocidental, muitos historiadores afirmam que, ao fim da guerra da quinta coalizão, o Império Napoleônico atingiu o auge do seu poder e influência, chegando a sua máxima extensão territorial no começo de 1812.[6]

Referências

  1. Brooks, Richard (editor). Atlas of World Military History. London: HarperCollins, 2000. ISBN 0-7607-2025-8
  2. Chandler, David G. The Campaigns of Napoleon. New York: Simon & Schuster, 1995. ISBN 0-02-523660-1
  3. Fisher, Todd & Fremont-Barnes, Gregory. The Napoleonic Wars: The Rise and Fall of an Empire. Oxford: Osprey Publishing Ltd., 2004. ISBN 1-84176-831-6
  4. a b Todd Fisher & Gregory Fremont-Barnes, The Napoleonic Wars: The Rise and Fall of an Empire. p. 144.
  5. David G. Chandler, The Campaigns of Napoleon. p. 732.
  6. Haythornthwaite, Philip J (1990). The Napoleonic Source Book (London: Guild Publishing). ISBN 978-1854092878. 

Ver também[editar | editar código-fonte]

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