Seleção Guinéu-Equatoriana de Futebol

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Guiné Equatorial
Federación Ecuatoguineana de Fútbol.png
Alcunhas?  Nzalang Nacional, La roja de África
Associação Federação Guinéu-Equatoriana de Futebol
Confederação CAF
Material desportivo?  Itália Erreà
Treinador Juan Micha
Capitão Emilio Nsue
Mais participações Iván Zarandona (41)
Melhor marcador?  Emilio Nsue (11)
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
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Uniforme
alternativo
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A Seleção Guinéu-Equatoriana de Futebol representa a Guiné Equatorial nas competições de futebol da FIFA.

Trajetória[editar | editar código-fonte]

A Seleção da Guiné Equatorial realizou sua primeira partida oficial em maio de 1975, contra a China, com vitória dos asiáticos por 6 a 2.

Sua maior vitória foi um 3 a 0 sobre a República Centro-Africana, em partida realizada em Malabo, capital do país. A maior derrota da Nzalang Nacional foi um 6 a 0 aplicado pela Seleção do Congo.

O auge da seleção viria a partir de 2012, quando participou pela primeira vez de uma Copa Africana de Nações, sediando a competição juntamente com o Gabão. Treinada pelo brasileiro Gilson Paulo e com 21 jogadores estrangeiros (o goleiro-reserva Felipe Ovono e o lateral-direito Colin eram os únicos nativos do elenco), a Guiné Equatorial fez boa campanha, parando apenas nas quartas-de-final. Em 2013, a Guiné Equatorial levou uma punição pelo uso irregular do atacante Emilio Nsue (maior artilheiro da seleção, com 11 gols) na partida contra Cabo Verde pelas eliminatórias africanas da Copa de 2014.

Voltaria a disputar o torneio em 2015, agora como sede única em substituição ao Marrocos, que desistiu em decorrência do surto de Ébola que atingia países da África Ocidental. Com 5 jogadores nascidos em território guinéu-equatoriano (o goleiro Ovono, o zagueiro e Diosdado Mbele, o lateral-direito Miguel Ángel Mayé e os atacantes Rubén Darío e Kike Boula), a Nzalang fez sua melhor campanha na CAN ao chegar até a semifinal, embora tivesse sido beneficiada por erros de arbitragem, tendo inclusive um pênalti irregular a seu favor contra a Tunísia, que criticou as decisões do árbitro mauriciano Rajindraparsad Seechurn.[2].

Após chegar a ficar em 49º no ranking da FIFA, a seleção enfrentou críticas de outras equipes no caso das naturalizações de jogadores e entrou em declínio, caindo para a 144ª posição - ainda assim, longe do 195º obtido em dezembro de 1998.

Estádio[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Nuevo Estadio de Malabo
Nuevo Estadio de Malabo, onde a Guiné Equatorial manda os seus jogos.

A seleção da Guiné Equatorial realiza os seus jogos como mandante no Nuevo Estadio de Malabo, principal praça esportiva do país, cuja capacidade é de 15.250 lugares.

Polêmica das naturalizações[editar | editar código-fonte]

Nos últimos anos, a Guiné Equatorial virou notícia por conta da naturalização de jogadores de outras nacionalidades, que não possuem relação com o país. Em 2009, o jornalista sul-africano Mark Gleeson escreveu que a prática atrapalhava a credibilidade do futebol africano.

Em 2005, um pedido de Ruslan Obiang Nsue, filho do presidente Teodoro Obiang, ao treinador brasileiro Antônio Dumas fez com que ele convocasse jogadores brasileiros para representar o país, apesar das críticas de outros à FIFA e à CAF, que faziam "vista grossa" da situação.

Além de brasileiros, a Guiné Equatorial recrutou jogadores colombianos, burquineses, camaroneses, ganeses, marfinenses, liberianos, malineses, nigerianos, senegaleses e cabo-verdianos, uma vez que poucos atletas de origem puramente guinéu-equatoriana atuam na Nzalang Nacional.

Esta controvérsia naturalmente não afeta aqueles que vem da Espanha porque, como antiga metrópole da Guiné Equatorial, foi o principal destino para os guinéu-equatorianos que fugiram de sua terra natal desde que se tornou uma ditadura, tendo lá os seus filhos. Sendo assim uma situação semelhante dos "franceses" que atuam para suas respetivas seleções africanas francófonas ou os "portugueses" que atuam para suas respetivas seleções africanas lusófonas.

Elenco atual[editar | editar código-fonte]

Os seguintes jogadores foram convocados para duas partidas do Grupo J de qualificação para a CAN 2021 contra a Tanzânia Tanzânia e Tunísia Tunísia em 25 e 28 de março de 2021[3].

# Pos. Nome Data de Nasc. Jogos Gols Clube
GR Aitor Embela 17 de abril de 1996 (26 anos) 5 0 Espanha Somozas
GR Jesús Owono 1 de março de 2001 (21 anos) 3 0 Espanha Alavés B
GR Marcos Ondo 13 de agosto de 2000 (21 anos) 1 0 Guiné Equatorial Cano Sport
D Diosdado Mbele 8 de abril de 1997 (25 anos) 27 0 Guiné Equatorial Futuro Kings
D Basilio Ndong 17 de janeiro de 1999 (23 anos) 17 0 Noruega Start
D Carlos Akapo (capitão) 12 de março de 1993 (29 anos) 16 1 Espanha Cádiz
D Luis Meseguer 7 de setembro de 1999 (22 anos) 8 1 Espanha Navalcarnero
D Cosme Anvene 3 de março de 1990 (32 anos) 7 0 Guiné Equatorial Deportivo Unidad
D Esteban Obiang 7 de maio de 1998 (24 anos) 6 0 Espanha Antequera
D Saúl Coco 9 de fevereiro de 1999 (23 anos) 4 0 Espanha Las Palmas Atlético
D Marvin Anieboh 26 de agosto de 1997 (24 anos) 1 0 Espanha Cacereño
D Vicente Asumu 30 de outubro de 2002 (19 anos) 1 0 Guiné Equatorial Cano Sport
M Federico Bikoro 17 de março de 1996 (26 anos) 24 1 Espanha Hércules
M Emilio Nsue 30 de setembro de 1989 (32 anos) 23 11 Sem clube
M Rubén Belima 11 de fevereiro de 1992 (30 anos) 21 0 Espanha Hércules
M Pablo Ganet 4 de novembro de 1994 (27 anos) 19 2 Espanha Real Murcia
M José Machín 14 de agosto de 1996 (25 anos) 10 0 Itália Monza
M Pedro Obiang 27 de março de 1992 (30 anos) 9 3 Itália Sassuolo
M Jordan Nsang 8 de julho de 1998 (23 anos) 7 0 Espanha Granollers
M Miguel Ángel Mayé 8 de dezembro de 1995 (26 anos) 5 0 Guiné Equatorial Futuro Kings
M Jannick Buyla 6 de outubro de 1998 (23 anos) 3 0 Espanha Gimnàstic de Tarragona
A José Boacho 22 de julho de 1998 (23 anos) 19 2 Grécia Niki Volos
A Salomón Obama 4 de fevereiro de 2000 (22 anos) 5 1 Espanha Móstoles URJC
A Joanet López 1 de março de 1999 (23 anos) 0 0 Espanha Lleida Esportiu

Treinadores[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Rodolfo Bodipo e Antonio Pancho treinaram a Guiné Equatorial somente em jogos disputados no país.

Referências

  1. a b c «Ranking Mundial da FIFA/Coca-Cola» (em inglês). FIFA.com. 23 de dezembro de 2021. Consultado em 31 de janeiro de 2022 
  2. «Erro crasso do árbitro classifica Guiné Equatorial na CAN e garante mais propaganda a ditador». Trivela. 31 de janeiro de 2015. Consultado em 31 de janeiro de 2015 
  3. [1]

Ver também[editar | editar código-fonte]