Sistema de Seleção Unificada

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O Sistema de Seleção Unificada (SiSU) é uma plataforma online desenvolvida em 2009 pelo Ministério da Educação brasileiro utilizada pelos estudantes que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para se inscreverem nas instituições de ensino superior que aderiram totalmente ou parcialmente, com uma certa porcentagem de suas vagas, à nota do Enem como forma de ingresso, em substituição ao vestibular.

O sistema tem por base o projeto da plataforma Programa Universidade para Todos, e sua dinâmica é por turnos. Durante o dia, fica aberto a seleção e modificação por parte dos estudantes e na madrugada (23h59 às 06h00) é fechado a edições. Neste momento o sistema gera o ranking classificatório. No próximo dia, o sistema é reaberto para os estudantes verificarem sua classificação no curso escolhido ou alterarem o curso/universidade.

História[editar | editar código-fonte]

Proposto inicialmente pelo Ministro da Educação Fernando Haddad para atualizar em tempo real, não pôde ser assim construído por razões puramente técnicas. Hoje não existiria máquina e algoritmo com poder de processamento necessário para tal feito.[1]

Na edição de 2011/1 foram oferecidas 83 125 vagas em 83 instituições públicas de ensino superior. A oferta representou um aumento de 77% em relação à edição do primeiro semestre de 2010, quando 47 mil vagas foram disponibilizadas pelo sistema.[2] Na edição de 2012 foram oferecidas 108 552 vagas oferecidas por 92 instituições. Já em 2013 foram oferecidas 129 319 vagas em 101 instituições públicas de ensino superior. O número de vagas cresceu 18% em relação ao ano anterior.[3] Em 2016, foram abertas cerca de 228 mil vagas em 131 instituições públicas.[4]

Universidades participantes[editar | editar código-fonte]

Atualmente as universidades que participam do Sistema são:[5] [6]

  • Universidade de Brasília (UnB)
  • Universidade Federal de Goiás (UFG)[7]
  • Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
  • Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT)
  • Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS)
  • Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS)
  • Universidade do Estado do Mato Grosso (Unemat)
  • Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG)
  • Instituto Federal Goiano (IF Goiano)
  • Instituto Federal do Mato Grosso (IFMT)
  • Instituto Federal do Mato Grosso do Sul (IFMS)
  • Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
  • Universidade Federal da Bahia (UFBA)
  • Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
  • Universidade Federal do Ceará (UFC)[8]
  • Universidade de Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab)
  • Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
  • Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
  • Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
  • Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
  • Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
  • Universidade Federal de São Francisco (Univasf)
  • Universidade Federal do Piauí (UFPI)
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)[9]
  • Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa)
  • Universidade Federal de Sergipe (UFS)
  • Universidade do Estado do Bahia (UNEB)
  • Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)
  • Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC)
  • Universidade do Estado do Ceará (UECE)
  • Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)
  • Universidade Estadual do Piauí (UESPI)
  • Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN)
  • Instituto Federal de Alagoas (IFAL)
  • Instituto Federal da Bahia (IFBA)
  • Instituto Federal Baiano (IFBaiano)
  • Instituto Federal do Ceará (IFCE)
  • Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB)
  • Instituto Federal de Pernambuco (IFPE)
  • Instituto Federal Sertão Pernambucano (IFSertão)
  • Instituto Federal do Piauí (IFPI)
  • Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN)
  • Instituto Federal de Sergipe (IFS)
  • Universidade de Pernambuco (UPE)
  • Universidade Federal do Acre (UFAC)
  • Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
  • Universidade Federal do Amapá (Unifap)
  • Universidade Federal do Pará (UFPA)
  • Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)
  • Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa)
  • Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)
  • Universidade Federal de Roraima (UFRR)
  • Universidade Federal de Rondônia (UNIR)
  • Universidade Federal do Tocantins (UFT)
  • Universidade do Estado do Amapá (UEAP)
  • Instituto Federal do Acre (IFAC)
  • Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM)
  • Instituto Federal do Amapá (IFAP)
  • Instituto Federal do Pará (IFPA)
  • Instituto Federal de Rondônia (IFRO)
  • Instituto Federal de Roraima (IFRR)
  • Instituto Federal do Tocantins (IFTO)
  • Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
  • Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)[10]
  • Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
  • Universidade Federal de Lavras (UFLA)
  • Universidade Federal de Alfenas (Unifal)
  • Universidade Federal de Itajudá (Unifei)
  • Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
  • Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ)
  • Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
  • Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
  • Universidade Federal de Viçosa (UFV)[11]
  • Universidade Federal dos Vales Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)
  • Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio)
  • Universidade Federal Fluminense (UFF)[12]
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)[13]
  • Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
  • Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
  • Universidade Federal do ABC (UFABC)
  • Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
  • Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG)
  • Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF)
  • Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
  • Instituto Federal do Espírito Santo (IFES)
  • Instituto Federal Sudeste de Minas Gerais (IFSudesteMG)
  • Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSuldeMinas)
  • Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG)
  • Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG)
  • Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM)
  • Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG)
  • Instituto Federal de São Paulo (IFSP)
  • Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF)
  • Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ)
  • Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro (Cefet-RJ)
  • Universidade Estadual da Zona Oeste (UEZO)
  • Universidade Federal do Paraná (UFPR)
  • Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)
  • Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila)
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)[14]
  • Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)
  • Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
  • Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
  • Universidade Federal do Rio Grande (FURG)[15]
  • Universidade Federal do Pampa (Unipampa)
  • Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
  • Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS)
  • Universidade Estadual de Londrina (UEL)
  • Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP)
  • Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste)
  • Univerisdade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS)
  • Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
  • Instituto Federal do Paraná (IFPR)
  • Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS)
  • Instituto Federal Farroupilha (IF-Farroupilha)
  • Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC)
  • Instituto Federal Catarinense (IFC)
  • Instituição Federal Sul-rio-Grandense (IFSul)

Reserva de vagas para pessoas com deficiência[editar | editar código-fonte]

Em 02 de maio de 2013, um promotor do Ministério Público Federal no Ceará entrou com uma ação na Justiça Federal contra o Ministério da Educação para garantir a reserva de vagas para as pessoas com deficiência nas instituições de ensino superior que fazem uso das notas do sistema. Atualmente, o SiSU já possui cotas sociais para candidatos pardos, negros e indígenas, e também para estudantes oriundos de escolas públicas.[16] [17] [18]

Como funciona o Sisu[editar | editar código-fonte]

O processo acontece duas vezes ao ano[19] e o candidato pode escolher até duas opções de curso, sendo permitidas alterações durante o período de inscrições. As instituições podem estabelecer pesos diferentes por matéria para cada curso e nota mínima por curso.[20] [21]

A nota de corte é a menor nota para ficar entre os selecionados em um curso, com base no número de vagas e no total de candidatos. Uma vez por dia, o Sisu calcula e divulga a nota de corte para cada curso.

Critérios de desempate[editar | editar código-fonte]

O desempate depende dos seguintes critérios, nesta ordem: maior nota em redação; maior nota em Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; maior nota em Matemática e suas Tecnologias; maior nota em Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e maior nota em Ciências Humanas e suas Tecnologias[22] .

Dessa forma, o candidato deve efetuar as suas opções de curso e alterá-las durante o período de inscrição de modo a adequá-las às notas de corte. Como a nota de corte varia diariamente, é possível que num dia o condidato esteja acima da nota de corte de um curso, mas no outro esteja abaixo, ou vice-versa. Dessa forma, é necessário que os candidatos monitorem as notas de corte todos os dias, durante o período de inscrição, a fim de conseguir a aprovação no melhor curso possível dentre aqueles que ele almeja e evitar não ser aceito em nenhum curso.[23] [24]

Ampla concorrência e ação afirmativa[editar | editar código-fonte]

Existem até três formas diferentes de concorrer para uma vaga no Sisu. Vagas para ampla concorrência são destinadas a qualquer um que tenha feito o Enem. Vagas para a Lei de Cotas são destinadas para alunos que tenham cursado todo o ensino médio em escolas públicas, sendo uma política obrigatória para todas as instituições que tenham adotado o processo seletivo do Sisu; ao todo, são reservadas 50% das vagas por curso. Já as vagas para políticas de ação afirmativa, diferentemente da Lei de Cotas, não são garantidas obrigatoriamente, de forma que cabe à instituição decidir se irá disponibilizá-las[25] .

As vagas para a Lei de Cotas são divididas em quatro categorias[26] . A primeira diz respeito a candidatos com renda familiar per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio que tenham cursado todo o Ensino Médio em escolas públicas; candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, com renda familiar bruta per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio e que tenha cursado todo o Ensino Médio em escolas públicas; candidatos que tenham cursado todo o Ensino Médio em escolas públicos, independentemente da renda familiar; e candidatos cotistas autodeclarados pretos, pardos ou indígenas que tenham cursado todo o Ensino Médio em escolas públicos, independentemente da renda familiar.

Problemas[editar | editar código-fonte]

Travamento do sistema[editar | editar código-fonte]

Na sexta-feira de 29 de janeiro de 2010 foi aberto pela primeira vez e, desde então, tem recebido críticas referentes à instabilidade e lentidão por parte dos estudantes e da mídia.[27] A capacidade informada pelo MEC é de 200 mil acessos simultâneos.[carece de fontes?]

Os problemas de acesso e lentidão voltaram a ocorrer em 2011 o que fez com que uma decisão judicial obrigasse o MEC a estender o prazo de inscrições.[28]

Vazamento de Informações[editar | editar código-fonte]

Em 2011 ocorreu vazamento de informações[carece de fontes?]. Ao entrar no sistema, o candidato podia acessar dados como desempenho e opção de cursos de outros candidatos.

Em 2013, um novo vazamento ocorreu[carece de fontes?]. Desta vez, o candidato podia acessar dados como notas das provas, número do telefone celular e o e-mail de outros candidatos através do sistema de ajuda.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]