Sistema de Seleção Unificada

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Sisu)
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Sisu redireciona para este artigo. Para a aldeia no noroeste da Índia, veja Sissu.
Ambox important.svg
Foram assinalados vários aspectos a serem melhorados nesta página ou secção:

Sistema de Seleção Unificada (SiSU) é uma plataforma digital no ar desde janeiro de 2010 sendo desenvolvida pelo Ministério da Educação brasileiro e utilizada pelos estudantes que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) para se inscreverem nas instituições de ensino superior que aderiram totalmente ou parcialmente, com uma certa porcentagem de suas vagas, à nota do ENEM como forma de ingresso, em substituição ao vestibular.

O sistema tem por base o mesmo projeto do Programa Universidade para Todos, e sua dinâmica é por turnos. Durante o dia, fica aberto a seleção e modificação por parte dos estudantes e na madrugada (23h:59min às 01h:59min) é fechado à edições. Neste momento o sistema gera o ranking classificatório. No próximo dia, o sistema é reaberto para os estudantes verificarem sua classificação no curso escolhido e se desejarem alterarem o curso e a universidade. A prova também é feita por pessoas com interesse em ganhar bolsa integral ou parcial em universidade particular através do Programa Universidade para Todos (Prouni). Desde 2014 serve também para obtenção de financiamento através do fundo de Financiamento do Ensino Superior (FIES).

História[editar | editar código-fonte]

Proposto inicialmente pelo então Ministro da Educação, Fernando Haddad para atualizar em tempo real, não pôde ser assim construído por razões puramente técnicas. Hoje não existiria máquina e algoritmo com poder de processamento necessário para tal feito.[1]

Na edição de 2011/1 foram oferecidas 83 125 vagas em 83 instituições públicas de ensino superior. A oferta representou um aumento de 77% em relação à edição do primeiro semestre de 2010, quando 47 mil vagas foram disponibilizadas pelo sistema.[2] Na edição de 2012 foram oferecidas 108 552 vagas oferecidas por 92 instituições. Já em 2013 foram oferecidas 129 319 vagas em 101 instituições públicas de ensino superior. O número de vagas cresceu 18% em relação ao ano anterior.[3]

Universidades participantes[editar | editar código-fonte]

Atualmente as instituições que integram o sistema unificado são 94 universidades estaduais e federais, todos os 35 institutos federais e os 2 centros federais de educação tecnológica. Em 2016, foram abertas cerca de 228 mil vagas em 131 instituições públicas no primeiro semestre, além de outras 55 mil vagas em 42 instituições.[4][5][6]

Região Norte[editar | editar código-fonte]

  • Universidade Federal do Acre (UFAC)
  • Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
  • Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)
  • Universidade Federal do Pará (UFPA)
  • Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)
  • Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA)
  • Universidade Federal de Roraima (UFRR)
  • Universidade Federal de Rondônia (UNIR)
  • Universidade Federal do Tocantins (UFT)
  • Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)
  • Universidade do Estado do Amapá (UEAP)

Região Nordeste[editar | editar código-fonte]

  • Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
  • Universidade Federal da Bahia (UFBA)
  • Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
  • Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
  • Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
  • Universidade Federal do Piauí (UFPI)
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
  • Universidade Federal de Sergipe (UFS)
  • Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF)
  • Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB)
  • Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
  • Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
  • Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFESRA)
  • Universidade de Integração da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB)
  • Universidade Estadual da Bahia (UNEB)
  • Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)
  • Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC)
  • Universidade Estadual do Ceará (UECE)
  • Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)
  • Universidade Estadual do Piauí (UESPI)
  • Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN)
  • Universidade de Pernambuco (UPE)

Região Cento-Oeste[editar | editar código-fonte]

  • Universidade de Brasília (UnB)
  • Universidade Federal de Goiás (UFG)
  • Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT)
  • Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS)
  • Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
  • Universidade do Estado do Mato Grosso (UNEMAT)
  • Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS)

Região Sudeste[editar | editar código-fonte]

  • Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
  • Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
  • Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
  • Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
  • Universidade Federal Fluminense (UFF)
  • Universidade Federal do ABC (UFABC)
  • Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL)
  • Universidade Federal de Itajudá (UNIFEI)
  • Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
  • Universidade Federal de Lavras (UFLA)
  • Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
  • Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ)
  • Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
  • Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
  • Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
  • Universidade Federal de Viçosa (UFV)
  • Universidade Federal dos Vales de Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)
  • Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
  • Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro (CEFET-RJ)
  • Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)
  • Universidade de São Paulo (USP)
  • Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
  • Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG)
  • Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF)
  • Universidade Estadual da Zona Oeste (UEZO)

Região Sul[editar | editar código-fonte]

  • Universidade Federal do Paraná (UFPR)
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
  • Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
  • Universidade Federal de Rio Grande (FURG)
  • Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
  • Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
  • Universidade Federal do Pampa (Unipampa)
  • Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)
  • Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS)
  • Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA)
  • Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)
  • Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP)
  • Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE)
  • Universidade Estadual de Londrina (UEL)
  • Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS)
  • Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Rede Federal de Ciência e Tecnologia[editar | editar código-fonte]

  • Instituto Federal do Acre (IFAC)
  • Instituto Federal do Amazonas (IFAM)
  • Instituto Federal do Amapá (IFAP)
  • Instituto Federal do Pará (IFPA)
  • Instituto Federal de Rondônia (IFRO)
  • Instituto Federal de Roraima (IFRR)
  • Instituto Federal do Tocantins (IFTO)
  • Instituto Federal do Paraná (IFPR)
  • Instituto Federal de Alagoas (IFAL)
  • Instituto Federal da Bahia (IFBA)
  • Instituto Federal Baiano (IFBaiano)
  • Instituto Federal do Ceará (IFCE)
  • Instituto Federal da Paraíba (IFPB)
  • Instituto Federal de Pernambuco (IFPE)
  • Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertão)
  • Instituto Federal do Piauí (IFPI)
  • Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN)
  • Instituto Federal de Sergipe (IFS)
  • Instituto Federal do Espírito Santo (IFES)
  • Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG)
  • Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG)
  • Instituto Federal Sudeste de Minas Gerais (IFSMG)
  • Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSuldeminas)
  • Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM)
  • Instituto Federal de São Paulo (IFSP)
  • Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ)
  • Instituto Federal Fluminense (IFF)
  • Instituto Federal de Goiás (IFG)
  • Instituto Federal Goiano (IF Goiano)
  • Instituto Federal do Mato Grosso (IFMT)
  • Instituto Federal do Mato Grosso do Sul (IFMS)
  • Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS)
  • Instituto Federal do Sul Rio-Grandense (IFSul)
  • Instituto Federal Farroupilha (IFFarroupilha)
  • Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC)
  • Instituto Federal Catarinense (IFC)

Funcionamento do sistema[editar | editar código-fonte]

O processo acontece duas vezes ao ano[7] e o candidato pode escolher até duas opções de curso, sendo permitidas alterações durante o período de inscrições. As instituições podem estabelecer pesos diferentes por matéria para cada curso e nota mínima por curso.[8][9]

A nota de corte é a menor nota para ficar entre os selecionados em um curso, com base no número de vagas e no total de candidatos. Uma vez por dia, o Sisu calcula e divulga a nota de corte para cada curso.

Critérios de desempate[editar | editar código-fonte]

O desempate depende dos seguintes critérios, nesta ordem: maior nota em redação; maior nota em Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; maior nota em Matemática e suas Tecnologias; maior nota em Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e maior nota em Ciências Humanas e suas Tecnologias[10].

Dessa forma, o candidato deve efetuar as suas opções de curso e alterá-las durante o período de inscrição de modo a adequá-las às notas de corte. Como a nota de corte varia diariamente, é possível que num dia o condidato esteja acima da nota de corte de um curso, mas no outro esteja abaixo, ou vice-versa. Dessa forma, é necessário que os candidatos monitorem as notas de corte todos os dias, durante o período de inscrição, a fim de conseguir a aprovação no melhor curso possível dentre aqueles que ele almeja e evitar não ser aceito em nenhum curso.[11][12]

Ampla concorrência e ação afirmativa[editar | editar código-fonte]

Existem até três formas diferentes de concorrer para uma vaga no Sisu. Vagas para ampla concorrência são destinadas a qualquer um que tenha feito o Enem. Vagas para a Lei de Cotas são destinadas para alunos que tenham cursado todo o ensino médio em escolas públicas, sendo uma política obrigatória para todas as instituições que tenham adotado o processo seletivo do Sisu; ao todo, são reservadas 50% das vagas por curso. Já as vagas para políticas de ação afirmativa, diferentemente da Lei de Cotas, não são garantidas obrigatoriamente, de forma que cabe à instituição decidir se irá disponibilizá-las[13].

As vagas para a Lei de Cotas são divididas em quatro categorias[14]. A primeira diz respeito a candidatos com renda familiar per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio que tenham cursado todo o Ensino Médio em escolas públicas; candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, com renda familiar bruta per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio e que tenha cursado todo o Ensino Médio em escolas públicas; candidatos que tenham cursado todo o Ensino Médio em escolas públicos, independentemente da renda familiar; e candidatos cotistas autodeclarados pretos, pardos ou indígenas que tenham cursado todo o Ensino Médio em escolas públicos, independentemente da renda familiar.

Reserva de vagas para pessoas com deficiência[editar | editar código-fonte]

Em 02 de maio de 2013, um promotor do Ministério Público Federal no Ceará entrou com uma ação na Justiça Federal contra o Ministério da Educação para garantir a reserva de vagas para as pessoas com deficiência nas instituições de ensino superior que fazem uso das notas do sistema. Atualmente, o SiSU já possui cotas sociais para candidatos pardos, negros e indígenas, e também para estudantes oriundos de escolas públicas.[15][16][17]

Problemas[editar | editar código-fonte]

Travamento do sistema[editar | editar código-fonte]

Na sexta-feira de 29 de janeiro de 2010 foi aberto pela primeira vez e, desde então, tem recebido críticas referentes à instabilidade e lentidão por parte dos estudantes e da mídia.[18] A capacidade informada pelo MEC é de 200 mil acessos simultâneos.[carece de fontes?]

Os problemas de acesso e lentidão voltaram a ocorrer em 2011 o que fez com que uma decisão judicial obrigasse o MEC a estender o prazo de inscrições.[19]

Vazamento de Informações[editar | editar código-fonte]

Em 2011 ocorreu vazamento de informações[carece de fontes?]. Ao entrar no sistema, o candidato podia acessar dados como desempenho e opção de cursos de outros candidatos.

Em 2013, um novo vazamento ocorreu[carece de fontes?]. Desta vez, o candidato podia acessar dados como notas das provas, número do telefone celular e o e-mail de outros candidatos através do sistema de ajuda.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]