Tamuz

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Tamuz (do hebraico תַּמּוּז transl: Tammuz; em acadiano Duʾzu ou Dūzu; em sumério Dumu-Zi-D) era uma antiga divindade suméria.

O bíblico Tamuz era um deus dos sumérios conhecido como Dumuzi e pelos egípcios como Hórus. Tamuz tinha como companheira Astarte, a rainha do céu - Istar para os acádios, Ísis para os egípcios, Afrodite para os gregos e Inanna para os sumérios. O relacionamento entre Hórus e Ísis, e as respectivas características deles, correspondem notavelmente ao relacionamento e às características dos babilônios Tamuz e Istar. Assim, muitos peritos acham que eles são os mesmos.(Apesar de ser um artigo com informações excepcionalmente raras, este artigo não contém fontes, portanto o conteúdo não é verificável, por favor aguarde para que surjam as fontes e desconsidere as assimilações entre deuses de datas, localidades, culturas, escritas e línguas totalmente diferentes.)

O eterno apaixonado da deusa Inanna, trata-se de um humano, de um pastor de rebanho, em oposição ao agricultor Enkimdu, o pastor Tamuz acaba por se tornar num deus, estando associado à vegetação e à agricultura, porquanto é um deus que morreu jovem, e ressuscitou no ano seguinte (e assim sucede também com a vegetação, que todos os anos renasce).

É o oposto de An, um deus verdadeiramente imortal, e por isso mesmo tido por idoso, mas também por culto e experiente.

Foi muito cultuado, mais tarde, em Babilónia, sob o nome de Tamuz (como se vê no livro Bíblico de Ezequiel, capítulo 8, versículo 14). A sua lenda está quase de certeza por de trás de outros cultos antigos, designadamente o de Baal nas terras de Canaã e o de Adónis na Grécia Antiga.

Relação com a cruz[editar | editar código-fonte]

“A forma da [cruz de duas vigas] teve sua origem na antiga Caldéia e foi usada como símbolo do deus Tamuz (tendo a forma do Tau místico, a letra inicial de seu nome) naquele país e em terras adjacentes, inclusive no Egito. Por volta dos meados do 3.° séc. A.D., as igrejas ou se haviam apartado ou tinham arremedado certas doutrinas da fé cristã. A fim de aumentar o prestígio do sistema eclesiástico apóstata, aceitavam-se pagãos nas igrejas, à parte de uma regeneração pela fé, e permitia-se-lhes em grande parte reter seus sinais e símbolos pagãos. Assim se adotou o Tau ou T, na sua forma mais freqüente, com a peça transversal abaixada um pouco, para representar a cruz de Cristo.” — An Expository Dictionary of New Testament Words (Londres, 1962), W. E. Vine, p. 256. “Usavam-se essas cruzes como símbolos do deus-sol babilônico, , e são vistas pela primeira vez numa moeda de Júlio César, 100-44 A.C., e daí numa moeda cunhada pelo herdeiro de César (Augusto), em 20 A.C. Nas moedas de Constantino, o símbolo mais freqüente é ; mas, o mesmo símbolo é usado sem o círculo ao redor, e com os quatro braços iguais, verticais e horizontais; e este era o símbolo especialmente venerado como a ‘Roda Solar’. Deve-se declarar que Constantino era um adorador do deus-sol, e não quis entrar na ‘Igreja’ senão cerca de um quarto de século depois da lenda de ter visto tal cruz nos céus.” — The Companion Bible, Apêndice N.° 162; veja também The Non-Christian Cross, pp. 133-141.

Lenda[editar | editar código-fonte]

De acordo com a lenda, sua mulher Semíramis conhecia a promessa feita por Deus a Adão e Eva que suscitaria um descendente da mulher para pisar a serpente (Gn 3:15) e assim teve um filho supostamente de maneira milagrosa e lhe deu o nome Tamuz.

Este foi apresentado como o libertador prometido e assim começou a ser adorado juntamente com sua mãe, dando início a uma prática de adorar o filho salvador e a mulher escolhida para concebê-lo. Jeremias condenou a entrega de oferendas a Semíramis (também conhecida por Astarte), conhecida como “rainha do céu” (Jr 7:18; 44:17-19,25), como também a adoração a Tamuz que havia sido morto por um javali e supostamente ressuscitado (Ez 8:17).

Todo esse culto pagão se alastrou por toda a Mesopotâmia chegando até a Síria e a Canaã. O uso de imagens de Semíramis segurando uma criança foi difundido chegando a Fenícia e a partir de lá, conquistou toda a terra. No Antigo Egito foram conhecidos como Ísis e Hórus, no panteão egípcio são Osíris e Ísis; na Grécia como Afrodite e Eros, Tamuz também é apresentado como Adonis; na península Itálica como Vênus e Cupido.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

Referências

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