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The Sputniks

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The Sputniks
Informações gerais
OrigemRio de Janeiro, Distrito Federal
PaísBrasil
Gênerosrock and roll, doo-wop
Período em atividadec.1957
Ex-integrantesRoberto Carlos
Tim Maia
Arlênio Lívio Gomes
Wellington Oliveira

The Sputniks foi um conjunto musical formado no Rio de Janeiro, em 1957, por Tim Maia, Roberto Carlos, Arlênio Lívio Gomes e Wellington Oliveira.

História

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Logo após mudar-se para o Rio de Janeiro, Roberto Carlos começou a cursar um supletivo, no qual um de seus colegas era Arlênio Lívio Gomes, que lhe convidou a conhecer um grupo de amigos seus que também gostavam de música e que se reuniam no Bar Divino, na esquina da rua do Matoso com a Haddock Lobo; dentre eles, estavam Edson Trindade, Tim Maia, Jorge Ben, os irmãos Paulo César e Renato Barros, e Wilson Simonal. Com a turma da Matoso, aprendeu a tocar rock em seu violão, principalmente ao observar Tim Maia fazê-lo.[1][2] Conforme afirmou mais tarde, "Tim Maia e a turma da Tijuca me fizeram cancelar saudosas recordações de Tito Madi. Com eles descobri o meu caminho".[3]

Tim Maia já havia participado das bandas de ínfima duração Os Tijucanos do Ritmo e Grupo Universal. No final de 1957, estava decidido a unir um novo conjunto formado por ele, Wellington Oliveira, Arlênio Lívio (ambos ex-integrantes das bandas anteriores) e Roberto Carlos, seu novo amigo. O nome foi inspirado pelo primeiro satélite artificial lançado à órbita da Terra pela União Soviética naquele mesmo ano. O grupo buscou inspiração em artistas como The Platters, Bando da Lua, Anjos do Inferno, Os Cariocas, Quatro Ases e Um Curinga e Conjunto Farroupilha. Costumavam ensaiar no porão da casa de Maia, que era o líder, e se apresentavam com no máximo dois violões, um tocado pelo próprio, mais rítmico, pulsante, outro pelo Roberto, mais harmônico; todos cantavam em harmonia vocal, com as vozes bem distribuídas, mas, embora Tim e Roberto cantassem melhor, Wellington era o vocalista principal porque era o único do grupo que tinha uma noção básica de língua inglesa (o repertório era composto apenas de versões).[4]

"[Tim Maia] era um líder muito desorganizado. Os nossos ensaios eram muito conturbados, brigávamos pra burro. Tim ficava muito nervoso e às vezes partia para a agressão".

— Arlênio Lívio comentando sobre os ensaios dos Sputniks.[4]

A primeira apresentação pública da banda foi em dezembro de 1957, num evento promovido na Igreja de São Sebastião dos Capuchinhos, na Tijuca; após isso, passaram a se apresentar nas missas dominicais matutinas, e ficaram na segunda colocação de um concurso de calouros. Um amigo de Wellington viu essa disputa e indicou o grupo ao empresário Carlos Imperial, que há pouco inaugurara seu programa televisivo Clube do Rock, na Tupi. Após um rápido teste, os Sputniks receberam a oportunidade de estrear no programa com a canção "Little Darling", dos Diamonds. Assim que a gravação acabou, Roberto esperou por Imperial no corredor e, sabendo que este era seu conterrâneo, chamou sua atenção para fazer um pedido: sabia imitar Elvis Presley e queria uma chance para se apresentar sozinho, o que foi aceito. Maia descobriu a movimentação e os dois discutiram em frente ao estúdio; os Sputniks ainda tinham um concerto marcado para o próximo final de semana, mas o clima pesado durante o último ensaio devido à situação entre os colegas fez com que Roberto não comparecesse à apresentação, encerrando abruptamente o conjunto.[2][4][5] Nos anos posteriores ao fim do grupo, tanto Roberto quanto Maia culparam o individualismo do outro como fator da separação. O primeiro afirmou: "Tim Maia estava ali com a gente, mas sempre quis mesmo fazer sua carreira solo"; já o segundo: "Você sabe quando dá um esporro num músico e ele nunca mais vai voltar. Foi isso. E além do mais, Roberto sempre foi muito esperto, muito malandro. Aquilo foi só uma pontezinha para ele conhecer os meandros".[6]

Na semana seguinte ao fim da banda, Roberto apresentou-se no Clube do Rock como o "Elvis Presley brasileiro" e cantou "Jailhouse Rock" imitando os trejeitos do ídolo estadunidense. Tim Maia também procurou Imperial em busca de uma oportunidade para apresentar-se sozinho, explicando que os Sputniks haviam acabado. Ele passaria a se apresentar com a alcunha de "Little Richard brasileiro".[6] Wellington Oliveira abandonou a música para dedicar-se aos estudos, tendo se formado advogado alguns anos depois. Já Arlênio Lívio decidiu montar outro grupo, inicialmente chamado The Boys of Rock, com os amigos Edson Trindade, José Roberto China e Erasmo Esteves. Por sugestão de Imperial, mudaram o nome para The Snakes e atuaram como banda de apoio para Roberto Carlos e Tim Maia.[7] Arlênio apresentou Erasmo a Roberto nessa época, e os dois formaram uma grande amizade a partir daí.[8]

Referências

  1. Araújo 2006, pp. 54–57.
  2. 1 2 Rosa, Fernando. «Turma do Matoso, "onde toda a confusão começou"». Senhor F. Consultado em 18 de fevereiro de 2026. Arquivado do original em 7 de abril de 2019
  3. Araújo 2021.
  4. 1 2 3 Araújo 2006, pp. 58–62.
  5. Motta 2007, pp. 29–32.
  6. 1 2 Araújo 2006, pp. 63.
  7. Araújo 2006, pp. 69–70.
  8. Araújo 2006, pp. 64–65.

Bibliografia

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