Unidades de Proteção das Mulheres

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Unidades de Proteção das Mulheres
YPJ Flag.svg
País Curdistão sírio
Corporação Forças Democráticas Sírias (FDS)
Subordinação
Tipo de unidade Infantaria ligeira (milícia)
Ramo Unidades de serviço feminino
Sigla YPJ
Período de atividade Abril de 2013–presente
Lema "Conheça a si mesmo, proteja-se"
História
Guerras/batalhas Guerra Civil Síria:

Guerra Civil Iraquiana

Logística
Efetivo 24 000 (estimativa de 2017)
Comando
Comandante geral Nesrin Abdullah
Comandante de Kobanî Meryem Kobanî

As Unidades de Proteção das Mulheres ou Unidades de Defesa das Mulheres, ou ainda Unidades de Proteção Feminina, (em curdo: Yekîneyên Parastina Jin, YPJ, pronunciado Yuh-Pah-Juh) é uma organização militar formada apenas por mulheres curdas.[3]

Foi formalmente criada em 2012 como uma brigada feminina das milícias chamadas Unidades de Proteção Popular (Yekîneyên Parastina Gel, YPG). Esses dois grupos são as principais organizações militares do Curdistão Sírio e são um dos protagonistas da luta no norte da Síria, país que vive uma violenta guerra civil.[4] Várias nações apoiam, com mantimentos e armamentos, o YPJ (especialmente os Estados Unidos).[5]

Jineologia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Jineologia

As Unidades de Defesa das Mulheres se orientam teoricamente por meio da jineologia (em curdo: jineolojî), ou "ciência das mulheres". Tal posicionamento ideológico é também conhecido no ocidente como "feminismo curdo". É, sobretudo uma forma de luta pela libertação das mulheres, igualdade de gênero e revolução social. Foi proposta incialmente por Abdullah Öcalan, líder político curdo[6][7] e desenvolvida, principalmente, pelas mulheres do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (Partiya Karkerên Kurdistanê, PKK), a partir de uma geração liderada por Sakine Cansiz,[8][9] cofundadora e uma das mais importantes figuras da história da organização.[10][11]

Fotos[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Armed Kurds Surround Syrian Security Forces in Qamishli». Rudaw. 22 de julho de 2012. Consultado em 24 de dezembro de 2021. Arquivado do original em 24 de julho de 2012 
  2. «PYD announces surprise interim government in Syria's Kurdish regions». Rudaw. 13 de novembro de 2013. Consultado em 14 de dezembro de 2021 
  3. "Mulheres curdas assumem a linha de frente contra o Estado Islâmico". Página acessada em 22 de setembro de 2016.
  4. "Unidades femininas ajudam a defender curdos na Síria". Página acessada em 22 de setembro de 2016.
  5. Istanbul, Constanze Letsch in. «US drops weapons and ammunition to help Kurdish fighters in Kobani». the Guardian. Consultado em 31 de dezembro de 2015 
  6. Bookchin, Debbie (15 de junho de 2018). «How My Father's Ideas Helped the Kurds Create a New Democracy». The New York Review of Books. Consultado em 20 de maio de 2020 
  7. «Revolution in Rojava Democratic Autonomy and Women's Liberation in Syrian Kurdistan». Pluto Books. Consultado em 2 de julho de 2020 
  8. Bookchin, Debbie (15 de junho de 2018). «How My Father's Ideas Helped the Kurds Create a New Democracy». The New York Review of Books. Consultado em 20 de maio de 2020 
  9. Butler, Daren (11 de janeiro de 2013). «Slain Kurdish activist Cansiz leaves stamp on militant PKK». Reuters. Consultado em 4 de julho de 2020 
  10. Krajeski, Jenna (30 de janeiro de 2013). «Kurdistan's Female Fighters». The Atlantic. Consultado em 4 de julho de 2020 
  11. Krajeski, Jenna (15 de janeiro de 2013). «Turkey and the PKK: The Kurdish women who take up arms». BBC News. Consultado em 4 de julho de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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