Valentim Loureiro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, comprometendo a sua verificabilidade (desde fevereiro de 2010).
Por favor, adicione mais referências inserindo-as no texto. Material sem fontes poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Valentim Loureiro (2009).

Valentim dos Santos de Loureiro ComM (Calde, Viseu, 24 de dezembro de 1938) é um militar, empresário, político e dirigente desportivo português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Depois do Curso Geral do Comércio, na Escola Comercial e Industrial de Viseu, esteve matriculado no Instituto Comercial do Porto, acabando por ingressar na Academia Militar, onde terminou o Curso Superior de Administração Militar, em 1959.

Como oficial do Exército Português, fez duas comissões de serviço em Angola, onde em 1965 foi implicado no Caso das Batatas.[1] Afastado da vida militar, entre 1967 e 1980, foi reintegrado em 1980, passando à situação de reserva, com a patente de Major.

Entre 1982 e 1999 foi Cônsul da Guiné-Bissau no Porto.

Dedicado à atividade empresarial, nos sectores do comércio, indústria e agricultura, distinguiu-se como dirigente desportivo, tendo sido presidente da direção do Boavista Futebol Clube, entre 1978 e 1997, sendo atualmente sócio de mérito e presidente honorário do clube.

Foi igualmente o primeiro presidente da Direção da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e, por inerência, vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, eleito a 10 de fevereiro de 1989, tendo tomado posse a 14 de abril de 1989 e até 11 de fevereiro de 1994, prorrogado em reunião de direção por um período de seis meses até 28 de outubro de 1994. Foi novamente eleito quarto presidente da direção, com respetivo o cargo inerente de vice-presidente da federação, a 13 de dezembro de 1996, tendo tomado posse a 23 de dezembro de 1996 e até 28 de agosto de 1998, reeleito a 24 de julho de 1998, tendo tomado posse a 28 de agosto de 1998 e até 5 de junho de 2002, e reeleito novamente a 5 de junho de 2002, tendo tomado posse a 5 de junho de 2002 e até 2 de outubro de 2006.[2]

Militante do Partido Social Democrata desde 1974, ajudou na implementação do partido no norte do país. Em 1986 e 1991 resolveu apoiar Mário Soares, nas duas candidaturas a Presidente da República. Em 1993 assumiu um papel ativo, tendo sido eleito presidente da Câmara Municipal de Gondomar, renovando os mandatos em 1997 e 2001. Em 2005, na sequência do seu envolvimento no processo judicial Apito Dourado, o PSD recusa-lhe o apoio, invocando falta de credibilidade,[3] mas Valentim Loureiro, acabaria por renovar o mandato em 2005 e 2009, com a lista independente Gondomar no Coração.

Nas eleições autárquicas de 2017[4] é novamente candidato a presidente da Câmara de Gondomar, numa lista independente "Valentim Loureiro Coração de Ouro".

Foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Mérito, por Mário Soares, a 18 de Setembro de 1989,[5] e condecorado com a Medalha de Mérito Desportivo, por Cavaco Silva, em 1990.

É pai de João Loureiro.[6]

Problemas com a justiça[editar | editar código-fonte]

No âmbito do Apito Dourado, foi condenado a quatro anos de pena suspensa, em julho de 2008. Valentim Loureiro exerceu ainda a presidência da Junta Metropolitana do Porto, entre 2001 e 2005, e do Conselho de Administração da Metro do Porto.

Caso da Quinta do Ambrósio[editar | editar código-fonte]

A Quinta do Ambrósio, um imóvel localizado em Fânzeres, foi vendida a 15 de março de 2001 por Ludovina Silva Prata (dona do terreno) a Laureano Gonçalves (advogado e amigo do major), por 1 072 mil euros. No espaço de seis dias o imóvel deixou de ser do domínio da Reserva Agrícola Nacional e a 21 de março foi celebrado um contrato-promessa de compra e venda com a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto, que menos de um ano depois viria a comprar o terreno por quatro milhões de euros.[7]

Em 2011 Valentim Loureiro começou a ser julgado no Tribunal de Gondomar, acusado de um crime de burla qualificada em co-autoria no caso da Quinta do Ambrósio. Além do presidente da Câmara de Gondomar, foram também pronunciados José Luís Oliveira, vice-presidente da autarquia, e o advogado Laureano Gonçalves, que respondiam pela alegada prática, em concurso efetivo, de um crime de burla qualificada e de outro de branqueamento de capitais. Foram ainda pronunciados por co-autoria de branqueamento de capitais Jorge Loureiro, um dos filhos do presidente da Câmara Municipal de Gondomar, e o advogado António Araújo Ramos. O negócio, segundo a acusação, teria rendido aos arguidos cerca de três milhões de euros.[8] Em 2 de fevereiro de 2012, o Tribunal de Gondomar absolveu Valentim Loureiro, mas os restantes arguidos foram condenados a penas de prisão suspensa que variam entre um ano e meio e um ano e dez meses de prisão suspensa por branqueamento de capitais.[9]

Referências

  1. «Tribunal recorda caso das batatas». Correio da Manhã.pt. 2 de julho de 2008. Consultado em 24 de maio de 2011 [ligação inativa] 
  2. «A História da Liga Portuguesa». Liga Portuguesa de Futebol Profissional. Consultado em 12 de novembro de 2014 
  3. «Valentim Loureiro reclama "arrebatadora vitória" em Gondomar». Público.pt. 9 de outubro de 2005. Consultado em 24 de maio de 2011 [ligação inativa] 
  4. «Valentim anuncia que é candidato à Câmara de Gondomar» 
  5. «Valentim dos Santos Loureiro». Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas. Resultado da pesquisa por "Valentim Loureiro". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 10 de abril de 2014 
  6. «João Loureiro vai candidatar-se à presidência do Boavista». Jornal de Notícias.pt. 5 de dezembro de 2012. Consultado em 10 de abril de 2014 
  7. Nuno Miguel Maia (15 de maio de 2008). «Administrador da STCP tramou major na "Quinta do Ambrósio"». Jornal de Notícias.pt. Consultado em 24 de maio de 2011 
  8. Filomena Fontes (24 de maio de 2011). «Valentim vai hoje a tribunal por negócio de milhões no caso da Quinta do Ambrósio». Público.pt. Consultado em 24 de maio de 2011 [ligação inativa] 
  9. Nuno Miguel Maia (2 de fevereiro de 2012). «Valentim Loureiro absolvido de burla no caso "Quinta do Ambrósio"». Jornal de Notícias.pt. Consultado em 4 de janeiro de 2014 
Precedido por
Cargo novo
Presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional
14 de abril de 1989 – 28 de outubro de 1994
Sucedido por
Manuel Damásio Soares Garcia
Precedido por
Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa
Presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional
23 de dezembro de 1996 – 2 de outubro de 2006
Sucedido por
Hermínio José Sobral de Loureiro Gonçalves
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Valentim Loureiro