Virgínia Vitorino

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Virgínia Vitorino
Nome completo Virgínia Victorino
Nascimento 13 de agosto de 1895
Alcobaça, Portugal
Morte 21 de dezembro de 1967 (72 anos)
Nacionalidade portuguesa
Ocupação Professora, poeta e dramaturga
Prémios Prémio Gil Vicente (1938) SNI
Magnum opus Renúncia

Virgínia Vitorino, batizada Virgínia Victorino (Alcobaça, 13 de agosto de 189521 de dezembro de 1967), foi uma professora, poetisa e dramaturga portuguesa. Recebeu o Prémio Gil Vicente em 1938.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Virgínia Vitorino nasceu em 13 de agosto de 1895, em Alcobaça, (distrito de Leiria).[1]

Cursou Filologia Românica, na Faculdade de Letras de Lisboa, e frequentou a Escola de Música do Conservatório Nacional, onde estudou piano, canto, harmonia e aprendeu a língua italiana. Ainda no Conservatório, «durante cerca de quatro décadas, lecionou as cadeiras de Português, Francês e Italiano.»[2]

Professora do ensino liceal, trabalhou também na Emissora Nacional onde dirigiu diversas peças de teatro radiofónico.[1][3][4] Na rádio usou o pseudónimo Maria João do Vale.[5][6]

Foi autora de três livros de poesia e de seis peças de teatro, todas representadas pela prestigiada companhia de teatro de Amélia Rey Colaço e Robles Monteiro, sediada no Teatro Nacional D. Maria II. A sua obra Namorados (1918) foi editada 14 vezes.

Houve «doze edições em Portugal e duas no Brasil».[necessário esclarecer][2]

Com vasta colaboração em jornais e revistas portuguesas e brasileiras, esteve no Brasil a convite de Getúlio Vargas, por volta de 1937.

Em 1938, a peça Camaradas valeu-lhe o Prémio Gil Vicente do Secretariado Nacional de Informação.[1][7]

Retratada, entre outros, por Eduardo Malta e Teixeira Lopes[qual?], e mais recentemente por José Paulo Ferro e Manuela Pinheiro; Almada Negreiros colaborou com ela na ilustração de capas de alguns dos seus livros.

Virgínia Vitorino morreu em 21 de dezembro de 1967.[1]

O seu nome consta da toponímia de Lisboa e Alcobaça.[4][8]

É considerada[por quem?] «uma das Mulheres mais influentes nas Letras na primeira metade do século vinte em Portugal».[2]

Na Antologia da Poesia Feminina Portuguesa (1972), António Salvado[quem?] disse que Virgínia Vitorino escreveu «alguns dos mais interessantes sonetos da poesia portuguesa de amor».[5]

Condecorações[editar | editar código-fonte]

Em 1929 foi agraciada com o grau de Oficial da Ordem Militar de Cristo, a 5 de outubro, e em 1930 com o grau de Dama da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, a 30 de julho.[9]

Do Governo Espanhol recebeu a Cruz de D. Afonso XII, em 1930.[carece de fontes?][10]

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Namorados (1920)
  • Apaixonadamente (1923)[11]
  • Renúncia (1926)[12]
  • Degredados (1931) peça em 3 atos[13]
  • A Volta (1932) peça em 3 atos[14]
  • Fascinação (1933) peça em 3 atos[15]
  • Manuela (1934) peça em 3 atos e 4 quadros[16]
  • Camaradas (1938) peça em 3 atos[17]
  • Vendaval (1942) peça em 3 atos[18]

Referências

  1. a b c d «Ficha de Pessoa : "Virgínia Vitorino"». Centro de Estudos de Teatro & Tiago Certal. 1 de Setembro de 2011. Consultado em 19 de setembro de 2017 
  2. a b c Sampaio, Jorge Pereira de (2017). «Virgínia Victorino, impacto duma poetisa portuguesa no Brasil»». Historiae, Rio Grande, 8 (2): 47-61 
  3. Júlio Isidro (26 de fevereiro de 2017). «Programa 'Inesquecível'». A partir do minuto 15. RTP. Consultado em 12 de março de 2018 
  4. a b Dias, Patrícia Costa (2011). A Vida com um Sorriso - Histórias, experiências, gargalhadas, reflexões de Isabel Wolmar. Lisboa: Ésquilo. p. 39, 166, 169, 170. ISBN 978-989-8092-97-7. OCLC 758100535 
  5. a b Lisboa, Eugénio (coord.); Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (1994). Dicionário Cronológico de Autores Portugueses. via Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (IPLB). III. Mem Martins: Publicações Europa-América. ISBN 9721031852. OCLC 469340197. Consultado em 10 de Março de 2018. Arquivado do original em 10 de março de 2018  |wayb= e |arquivodata= redundantes (ajuda); |wayb= e |arquivourl= redundantes (ajuda)
  6. «NEWW Women Writers in History» (em inglês). 19 de janeiro de 2018. Consultado em 29 de janeiro de 2018 
  7. Moura, Nuno Costa (2007). «Apêndice 7 : Prémios Artísticos (entre 1959 e 1973)». "Indispensável dirigismo equilibrado" : O Fundo de Teatro entre 1950 e 1974 : (Volume II) (PDF) (Tese de Mestrado). Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. p. 36, 80. Consultado em 18 de maio de 2016 
  8. Mário Lopes (14 de maio de 2006). «Biblioteca Municipal de Alcobaça : Conferências, música e escultura no feminino». Tinta Fresca. Consultado em 19 de setembro de 2017 
  9. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Virgínia de Sousa Vitorino". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 12 de julho de 2019 
  10. Não registado na Presidência da República Portuguesa.
  11. OCLC 977233338. Como "Virginia Victorino". Consultado em 19 de setembro de 2017
  12. OCLC 492556579. Como "Virginia Victorino". Consultado em 19 de setembro de 2017
  13. OCLC 859847630. Como "Virginia Victorino". Consultado em 19 de setembro de 2017
  14. OCLC 991826312. Como "Virginia Victorino". Consultado em 19 de setembro de 2017
  15. OCLC 3411802. Como "Virginia Victorino". Consultado em 19 de setembro de 2017
  16. OCLC 3955804. Como "Virginia Victorino". Consultado em 19 de setembro de 2017
  17. OCLC 253884615. Como "Virginia Victorino". Consultado em 19 de setembro de 2017
  18. OCLC 637460122. Como "Virginia Victorino". Consultado em 19 de setembro de 2017

Ligações externas[editar | editar código-fonte]