Washington Reis

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Washington Reis
Washington Reis
Prefeito de Duque de Caxias
Período - de 1º de janeiro de 2005 a 1º de janeiro de 2009
- 1º de janeiro de 2017 - presente
Vice-prefeito(a) (1º) - Gilberto José da Silva[1]
(2º) - Marquinho Pessanha
Antecessor (1º) - José Camilo Zito
(2º) - Alexandre Cardoso
Sucessor (1º) - José Camilo Zito
Deputado Federal pelo Rio de Janeiro
Período de 1º de fevereiro de 2011 a 1º de janeiro de 2017 (2 mandatos consecutivos)
Subsecretário Estadual de Obras Metropolitanas do Rio de Janeiro
Período janeiro de 2009 a março de 2010
Deputado Estadual do Rio de JaneiroBandeira do estado do Rio de Janeiro.svg
Período de 1º de fevereiro de 1995 a 31 de dezembro de 2004
(3 mandatos consecutivos)
Vereador de Duque de Caxias Flag of Duque de Caxias, Rio de Janeiro.gif
Período de 1993
a 1994
Vice-Prefeito de Duque de Caxias Flag of Duque de Caxias, Rio de Janeiro.gif
Período de 1997
a 1998
Dados pessoais
Nascimento 5 de abril de 1967 (53 anos)
Duque de Caxias, Rio de Janeiro
Partido PSB (1992-1993)
PSC (1994-1997)
PSDB (1997-1998)
MDB (1999-presente)

Washington Reis de Oliveira, ou simplesmente Washington Reis (Duque de Caxias, 5 de abril de 1967), é um político brasileiro e empresário do ramo futebolístico. É o atual prefeito de Duque de Caxias, após vencer a eleição municipal de 2016 com 54,18% dos votos válidos.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido no distrito de Xerém, reside até hoje no local. É membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus.[3][4] Foi diretor-executivo do Esporte Clube Tigres do Brasil.[5] Também atua como presidente de honra do Duque de Caxias Futebol Clube.[6] É casado e pai de três filhos. É irmão dos também políticos Júnior Reis, Rosenverg Reis e Gutemberg Reis.

Foi diagnosticado com COVID-19, e permaneceu internado durante 13 dias no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo. [7]

Carreira Política[editar | editar código-fonte]

Sua carreira política iniciou-se em 1992, ao vencer as eleições para vereador de Duque de Caxias pelo PSB. Em 1994, tornou-se deputado estadual pelo PSC, se reelegeu em 1998 e pela terceira vez em 2002. Nas eleições de 2004, Reis tornou-se prefeito de Duque de Caxias, pelo PMDB, cargo em que permaneceu até 2008, quando perdeu a reeleição para o ex-prefeito do município, José Camilo Zito.[8]

Em 2009, aceitou o convite do governador Sérgio Cabral e assumiu o cargo de subsecretário estadual de Obras Metropolitanas do Rio de Janeiro. Deixou o cargo no ano seguinte para se candidatar a deputado federal, sendo eleito com mais de 130 mil votos, tornando-se um dos dez mais votados do estado do Rio de Janeiro. Em 2014 foi reeleito para o seu segundo mandato.

Em 2015, integrante do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, votou contra a admissibilidade do processo que pediu a cassação do mandato do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, juntamente com outros 8 deputados. Teve seu voto vencido, pois outros 11 deputados votaram pela abertura do processo.[9] Em 14 de junho de 2016, voltou a apoiar o Deputado Eduardo Cunha, votando contra a sua cassação no comitê de ética da Câmara dos Deputados.[10]

Renunciou ao seu cargo de deputado federal em 1° de janeiro de 2017 ao se eleger prefeito de Duque de Caxias para um novo mandato. [11]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Crime Ambiental[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 2016 foi condenado por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal a sete anos e dois meses em regime semi-aberto por crime ambiental, além de multa no valor de 67 salários mínimos.[8] Washington foi condenado pela divisão de terrenos para a construção de um loteamento em Xerém, no entorno da Reserva do Tinguá, obras iniciadas em 2003 e que incluíram corte de vegetação em encostas e área de preservação permanente e a terraplanagem em beira de rio.[8] Segundo a decisão, o político ignorou autos de infração e embargos às obras, demonstrando sentimento de impunidade e desrespeito às autoridades ambientais.[8]

Posteriormente, o prefeito e o vice-prefeito de Duque de Caxias tiveram sua chapa cassada com base na Lei da Ficha Limpa pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro por Washington ter sido condenado em decisão colegiada. O prefeito afirmou que considera a decisão injusta e que recorreria. [12] Posteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral reverteu a condenação pois a decisão que condenou Washington Reis por crime ambiental ocorreu após o primeiro e o segundo turnos da eleição municipal daquele ano, o que, segundo uma súmula do próprio tribunal, impede que haja cassação.[13]

Cemitério Público[editar | editar código-fonte]

Em 2017, a justiça mandou suspender a construção e inauguração de um cemitério em Duque de Caxias por suspeitas de irregularidades. Anunciado como uma de suas prioridades desde a campanha, Washington inciou a construção de um novo cemitério público sem licitação. As suspeitas são de crime ambiental, por sua construção estar sendo feita em mangue da Baía de Guanabara sem as devidas precauções para que a água não seja contaminada com necrochorume, e por ocupação irregular por supostamente estar localizado em uma área invadida. A paralisação também ocorreu devido ao contrato de uma concessionária que garante a sua exclusividade na administração dos cemitérios do município. A prefeitura afirmou que recorreria da decisão, que medidas para evitar a contaminação estão sendo tomadas, que o contrato com a concessionária é prejudicial a população e que o terreno é do município, ameaçando processar o seu suposto dono. [14]

Em 2020, o Ministério Público do Rio de Janeiro pediu o bloqueio de 2 milhões de reais, a quebra dos sigilos fiscal e bancário e a condenação de Washington Reis por improbidade administrativa após o prefeito insistir na inauguração, proibida pela justiça, do novo cemitério em meio a pandemia da COVID-19. [15]

Referências

  1. Washington Reis, Eleições 2004 - TSE.
  2. «Em eleição marcada pela violência, Washington Reis vence em Duque de Caxias» 
  3. «Até tneho amigos eleitores gays, diz autor do projeto que veta gays em templos». O Globo. Consultado em 11 de junho de 2018 
  4. «Para enfrentar denúncia, Cunha se ampara em grupo construído entre evangélicos». O Globo. 23 de agosto de 2016. Consultado em 11 de junho de 2018 
  5. «Clube com mais patrocínios no Carioca, Tigres fatura R$ 1,6 milhão por mês e não liga para aparência da camisa: 'Está bonita'» 
  6. «A história do Duque de Caxias Futebol Clube» 
  7. «Washington Reis, prefeito de Duque de Caxias, recebe alta após 13 dias internado com coronavírus». G1. Consultado em 4 de junho de 2020 
  8. a b c d Ventura, Manoel (13 de dezembro de 2016). «STF condena deputado Washington Reis a sete anos de prisão em regime semiaberto». Jornal O Globo. globo.com. Consultado em 7 de janeiro de 2016 
  9. [1], Conselho de Ética aceita parecer pela abertura de processo contra Cunha, 15 de dezembro de 2015
  10. «Por 11 a 9, Conselho de Ética aprova parecer pela cassação de Cunha». Política. 14 de junho de 2016. Consultado em 14 de junho de 2016 
  11. «Resultado da apuração das Eleições 2016 em Duque de Caxias para prefeito e vereador». g1. Consultado em 4 de junho de 2020 
  12. «Prefeito e vice de Duque de Caxias (RJ) têm mandatos cassados pelo TRE». noticias.uol.com.br. Consultado em 4 de junho de 2020 
  13. «TSE reverte cassação de prefeito de Duque de Caxias (RJ)». www.tse.jus.br. Consultado em 4 de junho de 2020 
  14. «Justiça manda parar construção de cemitério público de Duque de Caxias». G1. Consultado em 4 de junho de 2020 
  15. «Ministério Público pede bloqueio de R$2 milhões do prefeito de Duque de Caxias». Extra Online. Consultado em 4 de junho de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
José Camilo Zito
Prefeito de Duque de Caxias
20052008
Sucedido por
José Camilo Zito
Precedido por
Alexandre Cardoso
Prefeito de Duque de Caxias
20172020
Sucedido por