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Wim Kieft

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Wim Kieft
Wim Kieft
Kieft em 2017.
Informações pessoais
Nome completo Willem Cornelis Nicolaas Kieft
Data de nasc. 12 de novembro de 1962 (63 anos)
Local de nasc. Amsterdã, Países Baixos
Nacionalidade neerlandês
Altura 1,90 m
Apelido Pennellone
Informações profissionais
Clube atual Sem clube
Posição Auxiliar-técnico (Ex-atacante)
Clubes de juventude

1975–1979
AVV Madjoe[1]
Ajax
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1979–1983
1983–1986
1986–1987
1987–1990
1990–1991
1991–1994
Ajax
Pisa
Torino
PSV Eindhoven
Bordeaux
PSV Eindhoven
96 (68)
91 (25)
19 (8)
82 (55)
26 (3)
88 (34)
Seleção nacional
1980–1981
1981–1984
1981–1993
Países Baixos Sub-19
Países Baixos Sub-21
Países Baixos
11 (4)
6 (2)
43 (11)
Times/clubes que treinou
2009
2009–2011
AFC
Jong PSV (auxiliar-técnico)

Willem Cornelis Nicolaas Kieft, mais conhecido como Wim Kieft (Amsterdã, 12 de novembro de 1962) é um ex-futebolista neerlandês que atuava como atacante.[2]

Formado desde os 13 anos de idade no Ajax, Kieft foi profissionalizado em 1979 por este clube, firmando-se como titular ainda como adolescente,[2] inclusive ofuscando no elenco um jovem Marco van Basten, nos primeiros anos de carreira deste.[3] Em 1982, Kieft foi inclusive premiado com a chuteira de ouro de máximo artilheiro dos campeonatos nacionais europeus.[4]

Curiosamente, a despeito da premiação individual, ele não vinha sendo aproveitado regularmente pela Seleção Neerlandesa nas eliminatórias à Copa do Mundo FIFA de 1982. Por outro lado, foi negociado com o rico futebol da Itália em contexto em que transferências de futebolistas ainda muito jovens a este país era incomum, especialmente pela regra de então pela qual, sem que existisse ainda o Passaporte da União Europeia ou a Lei Bosman, cada equipe poderia ter somente dois não-italianos no elenco.[2]

Kieft teve bons e maus momentos por Pisa e Torino. No primeiro, conviveu com lutas contra o rebaixamento, nem sempre exitosas,[2] e artilharia em tempos especialmente prestigiados da própria Serie B;[5] e no segundo prejudicou-se por lesões, sendo então negociado em 1987 com o PSV Eindhoven.[2]

No PSV, consagrou-se como a principal referência da maior temporada da história do time,[6] vencedor do campeonato e da Copa dos Países Baixos e também da Liga dos Campeões da UEFA de 1987–88.[7] Semanas depois, foi reserva importante da Seleção na vitoriosa Eurocopa 1988,[2] marcando com a nuca o gol da classificação aos mata-matas a oito minutos do fim da partida contra a Irlanda;[8] foi o único gol do duelo, cujo empate provisório significaria a classificação irlandesa no lugar da futura campeã do torneio,[9] que vinha prejudicada por derrota na estreia para a futura vice-campeã União Soviética.[10]

No segundo semestre, Kieft foi um dos europeus que desperdiçaram sua cobrança na decisão por pênaltis necessária contra o Nacional na Copa Intercontinental de 1988.[11] Ele gradualmente perdeu para o colega Romário o protagonismo ofensivo no PSV,[6] mas soube ser um coadjuvante respeitável do brasileiro, despedindo-se em 1993 do clube após 103 gols e 48 assistências em 219 partidas.[2]

Pela Seleção, Kieft esteve na Copa do Mundo FIFA de 1990, novamente como reserva da dupla Van Basten e Ruud Gullit,[12] e também na Eurocopa 1992.[2]

Após parar de jogar, revelou ter convivido por anos com vício em álcool e cocaína ao longo da carreira, tormenta que custou-lhe casamento, distanciamento dos quatro filhos. Após reabilitação da dependência química, tornou-se renomado comentarista esportivo nos Países Baixos.[2]

Referências

  1. Haen, Jo (14 de setembro de 2017). «092 – Wim Kieft begon bij Madjoe» (em neerlandês). Stichting Vrienden van Watergraafsmeer. Consultado em 12 de setembro de 2020 
  2. a b c d e f g h i OLIVEIRA, Nelson (junho de 2011). «Camisa 9 autêntico, Wim Kieft empilhou gols por Pisa e Torino». Calciopédia. Consultado em 9 de outubro de 2025 
  3. «Van Basten: carreira breve, mas brilhante». Trivela. 2 de junho de 2008. Consultado em 27 de setembro de 2025 
  4. SOUZA, Felipe dos Santos (24 de junho de 2013). «25 anos da Euro 1988: quando a Holanda aprendeu que podia». Trivela. Consultado em 9 de outubro de 2025 
  5. DO VALLE, Emmanuel (15 de janeiro de 2019). «Segundona luxuosa: os astros estrangeiros na Serie B italiana na Era de Ouro do Calcio». Trivela. Consultado em 9 de outubro de 2025 
  6. a b SOUZA, Felipe dos Santos (30 de novembro de 2013). «O organizado». Trivela. Consultado em 9 de outubro de 2025 
  7. SOUZA, Felipe dos Santos (25 de maio de 2018). «Os 30 anos da Tríplice Coroa do PSV: uma vingança involuntária». Trivela. Consultado em 9 de outubro de 2025 
  8. SOUZA, Felipe dos Santos (7 de julho de 2020). «Os 60 anos da Eurocopa: A história completa, parte II (1976-1988)». Trivela. Consultado em 9 de outubro de 2025 
  9. SOUZA, Felipe dos Santos (8 de junho de 2012). «Alemanha 1988: Enfim, Holanda». Trivela. Consultado em 9 de outubro de 2025 
  10. SOUZA, Felipe dos Santos (25 de junho de 2013). «25 anos da Euro 1988 (II): a sorte conspira a favor». Trivela. Consultado em 9 de outubro de 2025 
  11. SOUZA, Felipe dos Santos (11 de dezembro de 2018). «Os 30 anos do Nacional campeão mundial: o Bolso quis muito a eternidade». Trivela. Consultado em 9 de outubro de 2025 
  12. SOUZA, Felipe dos Santos (11 de dezembro de 2018). «Copa de 1990: há 25 anos, sonho holandês destruído internamente». Trivela. Consultado em 10 de julho de 2020