Yeda Pessoa de Castro

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YEDA PESSOA DE CASTRO (2019).jpg


Yeda Pessoa de Castro
Nascimento 1937 (82 anos)
Salvador
Cidadania Brasil
Alma mater Universidade Federal da Bahia
Ocupação antropólogo, linguista
Empregador Universidade Federal da Bahia

Yeda Pessoa de Castro é uma etnolinguista brasileira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Yeda nasceu em Salvador, Bahia e é doutora em Línguas Africanas pela Universidade Nacional do Zaire, Consultora Técnica em Línguas Africanas do Museu da Língua Portuguesa na Estação da Luz [1] em São Paulo, Membro da Academia de Letras da Bahia [2][1]. Pertence ao GT de Literatura Oral e Popular da ANPOLL e é Membro Permanente do Comitê Científico Brasileiro do Projeto "Rota do Escravo" da UNESCO [3].

Professora aposentada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) é, atualmente, Consultora Técnica e Professora na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), estando à frente do NGEALC - Núcleo de Estudos Africanos e Afrobrasileiros em Línguas e Culturas, do qual é fundadora.

  • Consultora Técnica em Línguas Africanas para o Projeto Estação da Luz da Nossa Língua, Fundação Roberto Marinho, São Paulo, a partir de 2004.
  • Adida Cultural da Embaixa do Brasil, Port of Spain, Trinidad e Tobago, 1986-1988.
  • Consultora e orientadora na elaboração de projetos na área de Educação, na Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC/Ba - Departamento de Letras e Artes, Núcleo de Estudos Afro-Baianos Regionais KÀWÉ, 2000-2001.
  • Membro do Conselho Científico e do Comitê de Leitura do Colóquio Internacional "Le Gabon et le Monde Iberique", Université Omar Bongo [4], Libreville, Gabão, maio/2002.
  • Membro Permanente do Conselho Científico da Revista Kilombo, publicação do [CERAFIA], da Universidade Omar Bongo, Gabão.

Parecerista da [CAPES] e de várias livros, revistas e periódicos científicos, no Brasil e no exterior.

  • Foi Professora Visitante em universidades da África e do Caribe, onde atuou também como Adida Cultural da Embaixada do Brasil em Trinidad-Tobago, sendo o primeiro brasileiro a defender tese de pos-graduação em uma universidade africana e o único até agora em sua especialidade.
  • A importância das suas pesquisas, resultado de mais de trinta anos de investigação participante nos dos lados do Atlântico, mereceu reconhecimento internacional. Tem proferido conferência em congressos internacionais em vários países, a convite da ONU, da UNESCO e de instituições acadêmicas onde os estudos africanos são encarados com seriedade Com vários trabalhos publicados sobre relações culturais e lingüísticas Brasil-Africa, o conjunto de sua obra, é considerado, em todas as partes, como uma renovação nos estudos afro-brasileiros por descobrir a extensão da influência banto no Brasil e introduzir a participação de falantes africanos na formação do português brasileiro.
  • Autora de Falares Africanos na Bahia: um vocabulário afro-brasileiro (Academia Brasileira de Letras / Topbooks Editora, 2001, 2ª edição 2005), aceito pela crítica como a obra mais completa escrita, até agora, sobre línguas africanas no Brasil, um livro que já se tornou um clássico na matéria, e A língua mina-jeje no Brasil: um falar africano em Ouro Preto do séc. XVIII (Fundação João Pinheiro, Secretaria de Cultura de Minas Gerais, 2002), além de inúmeros artigos e conferências, publicados em revistas científicas, anais de congressos, etc.,no Brasil e no exterior.

Livros[editar | editar código-fonte]

  • (2009) - Falares africanos na Bahia: um vocabulário afro-brasileiro. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras/ Topbooks Editora e Distribuidora de Livros Ltda. (2ª ed. - reimpresssão)
  • (2005) - Falares africanos na Bahia: um vocabulário afro-brasileiro. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras/ Topbooks Editora e Distribuidora de Livros Ltda. (2ª ed.)
  • (2002) - A língua mina-jeje no Brasil: um falar africano em Ouro Preto do século XVIII. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro (Coleção Mineiriana).
  • (2001) - Falares africanos na Bahia - um vocabulário afro-brasileiro. Rio de Janeiro, Academia Brasileira de Letras/ Topbooks Editora e Distribuidora de Livros Ltda.
Outras publicações

Prêmios e Homenagens[editar | editar código-fonte]

  • Comendadora da Ordem do Rio Branco [5], pelo Ministério das Relações Exteriores [6], em 1997.
  • Comenda Maria Quitéria, pela Câmara de Vereadores da Cidade do Salvador [7], em 1989.
  • Sócio-Benemérito da Fundação Baiana do Culto Afro-brasileiro - FEBACAB, em 1994.
  • Homenageada como a Grande Benemérita da Cultura Afro-Banto Brasileira pelos Terreiros componentes do Eco-Banto, em São Paulo, 2008.
  • Homenageada pelo Afoxé Filhos do Congo, Carnaval de 2007. Salvador, Bahia.
  • Homenageada pelo Grupo Cultural Afoxé Loni [8], por sua vida e obra dedicadas aos estudos e à realidade afrobrasileira, no Carnaval das Culturas de Berlim, Alemanha, em maio de 2008.

Referências

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