Zia Soares

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Zia Soares
Nascimento 1972 (50 anos)
Angola
Alma mater
Ocupação atriz, encenador, dramaturga

Zia Soares (Bié, 1972) é cofundadora, diretora artística, encenadora e atriz do Teatro Griot [1], primeira companhia teatral em Portugal a ter uma mulher negra como diretora artística. Foi também cofundadora do teatro Praga, companhia teatral onde esteve como encenadora e actriz, de 1994 a 2000.[2][3][4]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Soares nasceu na província de Bié, em Angola.[5] Frequentou o curso de filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) e o mestrado de Artes Cénicas da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/UNL).[2]

Além do teatro, também as artes circences, pela Amsterdam Balloon Company, além do ballet e da percussão, que realizou junto a Companhia de Ballet da Guiné-Bissau, fazem parte do seu percurso enquanto artista. Soarés ainda participou da Os Sátyros, companhia de Teatro de São Paulo.[2]

Zia Soares começou cedo nos palcos, uma vez que  seu pai fazia parte de um grupo de teatro amador. Aos 11 anos, Soares encenou pela primeira vez no Teatro São Luiz, em Lisboa.[6]

Pocas Pascoal, João Botelho, Pedro Filipe Marques, Uli Decker e Romano Casselis são alguns dos nomes ligados ao cinema com quem Zia trabalhou.  A artista angolana colabora com os artistas visuais Kiluanji Kia Henda, Mónica de Miranda e Neusa Trovoada. Zia é uma artista apoiada por um dos  projetos cofinanciados pelo Programa Europa Criativa da União Europeia, apap - Feminist Futures.

Em 2021 participou das mesas redondas ao redor do filme de Graça Castanheira, "Pele Escura – Da Periferia para o Centro", sobre os temas do racismo e do pós-colonialismo, realizadas no Centro Cultural de Belém. [7]

Reconhecimentos e prêmios[editar | editar código-fonte]

Em 2021 Zia Soares foi uma das convidadas do Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, para participar do programa "Mulheres de Coragem", cujos encontros são realizados no Museu dos Coches e visam "destacar o lugar e a dignidade das mulheres na sociedade portuguesa". [5]

Obras[editar | editar código-fonte]

Atriz (cinema):

  • O Lugar que Ocupas - filme por Pedro Filipe Marques[8]

Atriz (teatro):

  •    Os Negros[9]
  •    Posso saltar do meio da escuridão e morder [10]
  •   Que Ainda Alguém Nos Invente[11]
  •   Os Negros (2017)[12]
  •   Luminoso Afogado (2016 e 2018)[13]
  •   Ruínas[14]
  •   As confissões verdadeiras de um Terrorista Albino (2014)[15]
  •   A Raça Forte[16]
  •   Faz escuro nos olhos (2021)[17]
  •  Trópicos Mecânicos (Mueda) (2021)[18]

Diretora:

  •   Uma Dança das Florestas (2022)[19]
  •   Luminoso Afogado (2016)[20] [21]
  •   O Riso dos Necrófagos (2021)[22]

Encenadora e autora:

  • Gestuário I (2018) produção Instituto da Mulher Negra em Portugal (INMUNE )[23]
  • Gestuário II (2019) coprodução Instituto da Mulher Negra em Portugal (INMUNE) /BoCA – Biennial of Contemporary Arts[23]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Home». Teatro GRIOT. Consultado em 7 de fevereiro de 2022 
  2. a b c «Zia Soares | BUALA». www.buala.org. Consultado em 7 de fevereiro de 2022 
  3. Reis, Catarina (3 de janeiro de 2022). «Griot, a companhia de atores negros que questiona os palcos e a cidade». Mensagem de Lisboa. Consultado em 7 de fevereiro de 2022 
  4. Pereira de Almeida, Djaimilia. «Para ser Abismo - Escutando Zia Soares». Teatro São Luiz. Revista do Teatro São Luiz (4 Janeiro - Março de 2022): 37. Consultado em 14 de fevereiro de 2022 
  5. a b Lusa. «Marcelo junta "Mulheres de coragem" à conversa com estudantes em Belém». PÚBLICO. Consultado em 7 de fevereiro de 2022 
  6. Costa, Andreia. «Zia Soares e o Teatro GRIOT: "Temos lutado bastante para conseguir os nossos lugares"». Observador. Consultado em 7 de fevereiro de 2022 
  7. «Visão | "Pele Escura": O racismo segundo Graça Castanheira». Visão. 3 de julho de 2021. Consultado em 7 de fevereiro de 2022 
  8. «Filmes nacionais produzidos». ICA. Consultado em 7 de fevereiro de 2022 
  9. «″Os Negros″, 13 atores negros em palco». TSF Rádio Notícias. 4 de outubro de 2017. Consultado em 7 de fevereiro de 2022 
  10. «Posso saltar...». Teatro GRIOT. Consultado em 7 de fevereiro de 2022 
  11. «Que Ainda Alguém...». Teatro GRIOT. Consultado em 7 de fevereiro de 2022 
  12. «OS NEGROS». Teatro GRIOT. Consultado em 7 de fevereiro de 2022 
  13. «LUMINOSO AFOGADO». Teatro GRIOT. Consultado em 7 de fevereiro de 2022 
  14. «Ruínas». Teatro GRIOT. Consultado em 7 de fevereiro de 2022 
  15. «As Confissões Verdadeiras...». Teatro GRIOT. Consultado em 7 de fevereiro de 2022 
  16. «A Raça Forte». Teatro GRIOT. Consultado em 7 de fevereiro de 2022 
  17. «Faz Escuros nos Olhos». Teatro GRIOT. Consultado em 7 de fevereiro de 2022 
  18. «Felipe Bragança, Teatro Griot e Catarina Wallenstein levam Massacre de Mueda a Berlim». BANTUMEN. 1 de setembro de 2021. Consultado em 7 de fevereiro de 2022 
  19. «Zia Soares». www.agendalx.pt. Consultado em 7 de fevereiro de 2022 
  20. «LUMINOSO AFOGADO». Teatro GRIOT (em inglês). Consultado em 7 de fevereiro de 2022 
  21. w4h. «Zia Soares». Alkantara. Consultado em 7 de fevereiro de 2022 
  22. «Celebração: dor, raiva, tristeza e muito riso. Entrevista a Zia Soares | BUALA». www.buala.org. Consultado em 7 de fevereiro de 2022 
  23. a b «Equipa». Teatro GRIOT. Consultado em 7 de fevereiro de 2022 

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]