Zulaiê Cobra

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Zulaiê Cobra Ribeiro
Zulaiê Cobra Ribeiro
Deputada federal por São Paulo Bandeira do estado de São Paulo.svg
Período 2003 - 2007
Deputada federal por São Paulo Bandeira do estado de São Paulo.svg
Período 1999 - 2003
Deputada federal por São Paulo Bandeira do estado de São Paulo.svg
Período 1995 - 1999
Vereadora de São Paulo Bandeira do estado de São Paulo.svg
Período 1993 - 1995
Vida
Nascimento 18 de novembro de 1943 (73 anos)
São José do Rio Pardo
Dados pessoais
Partido PSD
Profissão Advogada criminalista

Zulaiê Cobra Ribeiro (São José do Rio Pardo, 18 de novembro de 1943) é uma advogada, apresentadora de televisão e política brasileira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filha de Manoel Gonçalves Ribeiro e Maria Amélia Cobra Ribeiro,[1] é viúva do economista José Maria Arbex (falecido em acidente de carro em 1988),[2] com quem teve três filhos: Fabrício, Sergei e Thiago.[3]

Formada em direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1965-1969),[1] Zulaiê foi a primeira mulher eleita para o Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil seccional de São Paulo (OAB/SP). Foi candidata à vice-presidência da OAB/SP na chapa encabeçada por José Roberto Batochio, que perdeu a eleição.[3]

Zulaiê apresentou o programa de televisão Direito da Mulher na TV Record, de 1983 a 1985, quando foi para a Rede Globo para apresentar o TV Mulher; no ano de 1987 começou a apresentar o programa SOS Mulher, na TV Manchete.[1]

Em 1986 foi candidata a deputada federal constituinte pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro de São Paulo, obtendo mais de 26 mil votos, mas não foi eleita. Participou ativamente da fundação do Partido da Social Democracia Brasileira em 1988, quando se aproximou do então senador Mário Covas. Em 1990, foi candidata a vice-governadora de São Paulo, na chapa encabeçada por Covas, mas a eleição foi vencida por Luiz Antonio Fleury Filho.[4][1][3]

Em 1992, Zulaiê pleiteou a candidatura do PSDB à prefeitura de São Paulo, mas retirou seu nome na convenção, abrindo espaço para Fábio Feldmann. Na eleição municipal de 1992, foi eleita vereadora na cidade de São Paulo.[1]

Em 1994 foi eleita deputada federal pelo PSDB, tendo sido reeleita por mais duas vezes pela mesma legenda.[4] Em 1998, com mais de 60 mil votos, foi primeira suplente de deputado federal, tendo logo assumido o mandato em razão das licenças de parlamentares paulistas. No mesmo ano, com a morte do deputado Franco Montoro, assumiu definitivamente o mandato de deputada federal.[1] Em 2002, com mais de 120 mil votos, Zulaiê foi reeleita deputada federal pelo PSDB de São Paulo. Na mesma legislatura foi eleita presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara Federal.[1]

Em suas passagens pela Câmara dos Deputados, Zulaiê foi presidente da Comissão Permanente de Relações Exteriores e de Defesa Nacional e também da Comissão Especial da PEC nº 534/02 sobre Guardas Municipais; primeira vice-presidente da Comissão Especial na Convenção da ONU contra Corrupção; segunda vice-presidente da Comissão Especial sobre Nepotismo; terceira vice-presidente da Comissão Permanente de Constituição e Justiça e de Redação; relatora da Reforma do Poder Judiciário na Câmara Federal e também da Comissão Especial PEC nº 96/92 sobre Modificações na Estrutura do Poder Judiciário.[1]

Foi titular da Comissão Permanente de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; titular da Comissão Permanente de Constituição e Justiça e de Redação; titular da Comissão Permanente de Legislação Participativa; titular da Comissão Especial PEC nº 151/95 sobre Segurança Pública; titular da Comissão Especial PEC nº 513/97 sobre os Poderes de Investigação para Perda de Mandato; titular da Comissão Especial PEC nº20/95 sobre o Parlamentarismo; titular da Comissão Especial PEC nº25/95 que modifica caput do Artigo 5º da Constituição Federal sobre a Inviolabilidade do Direito à Vida; titular da Comissão Especial para Acesso a Informações Sigilosas; titular da Comissão Especial sobre Cassinos no Brasil; titular da Comissão Especial sobre Combate à Violência; titular da Comissão Especial sobre a Lei de Adoção; titular da Comissão Especial sobre Implementação das Decisões da IV Conferência Mundial da Mulher; titular da Comissão Especial sobre a Reforma do Regimento Interno da Câmara dos Deputados.[1]

Em 2006, Zulaiê foi candidata a primeira suplente de senador na chapa encabeçada por Guilherme Afif Domingos na coligação do PSDB e Partido da Frente Liberal (PFL); por não conseguir uma colocação do partido e com a derrota de Afif para Eduardo Suplicy, ela se desfiliou do partido, criticando a fraca oposição que este fazia ao então governista Partido dos Trabalhadores (PT).[4]

Apresentou até maio de 2016 o programa A Hora É Agora, na Rádio Globo AM de São Paulo, ao lado do radialista Rony Magrini, que a sucedeu na apresentação.[5] É uma das advogadas que representam o empresário Pablo Russel Rocha, condenado em 2016 por homicídio triplamente qualificado – motivo fútil, uso de recurso que impossibilitasse a defesa da vítima e meio cruel - cometido em 1998. Selma Heloísa Artigas da Silva morreu depois de ser arrastada por cerca de dois quilômetros pelas ruas de Ribeirão Preto, tendo seu braço esquerdo amarrado com o cinto de segurança do carro do empresário.[6][7] Selma tinha 22 anos, era mãe de dois filhos e estava grávida do terceiro.[8]A defesa recorreu ao Tribunal de Justiça para que Pablo pudesse recorrer em liberdade. Assim, após uma semana, Pablo foi solto.[9]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d e f g h i Institucional (s/d). «Biografia». Câmara dos Deputados. Consultado em 24/9/2016. 
  2. Marco Antonio Antunes: "Irmãos Fonseca expandem e partem para banco múltiplo", in: Jornal do Brasil, 11 de dezembro de 1988, p.38, 1º Caderno
  3. a b c Institucional (s/d). «Zulaiê Cobra Ribeiro». FGV. Consultado em 24/9/2016. 
  4. a b c Agência Estado (24/4/2007). «Zulaiê Cobra deixa PSDB e diz que partido não faz oposição». O Estado de São Paulo. Consultado em 24/9/2016. 
  5. s/a (01/06/2016). «Zulaiê Cobra Ribeiro deixa a Rádio Globo». Bastidores do Rádio. Consultado em 24/9/2016. 
  6. 'Chocado', diz empresário julgado por arrastar e matar garota de programa. O Globo, 30 de junho de 2016.
  7. Prostituta é arrastada e morta em Ribeirão. Por Luciana Martins. Folha de S. Paulo, 12 de setembro de 1998.
  8. Diário de Justiça do Estado de São Paulo. «Andamento do Processo n. 2131926-17.2016.8.26.0000 - Habeas Corpus - 29/08/2016 do TJSP». JusBrasil. Consultado em 18/9/2016. 
  9. Condenado por morte de prostituta, empresário é solto após uma semana. Por Marcelo Toledo. Folha de S. Paulo, 6 de julho de 2016.


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