Abdallah da Arábia Saudita

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Abdallah
Coat of arms of Saudi Arabia.svg
Rei da Arábia Saudita
Abdullah of Saudi Arabia.jpg
Rei Abdallah da Arábia Saudita
Governo
Reinado 1 de Agosto de 2005 - (presente)
Consorte 4 esposas
Antecessor Rei Fahd
Herdeiro Salman bin Abdalaziz Al Saud (irmão)
Casa Real Casa de Saud
Títulos Guardião das Duas Mesquitas Sagradas
Primeiro-Ministro da Arábia Saudita
Vida
Nome completo Abdullah bin Abdulaziz bin Abdulrahman bin Faisal bin Turki bin Abdullah bin Muhammad bin Saud
Nascimento 1 de agosto de 1924 (90 anos)
Riade, Arábia Saudita
Filhos 7 filhos e 15 filhas[1]
Pai Ibn Saud
Mãe Fahda bint Asi Al Shuraim

Abdalá ou Abdallah bin Abdul Aziz Al-Saud (em árabe: خادم الحرمين الشريفين الملك عبد الله بن عبد العزيز آل سعود, trans.: Abdullāh ibnu ʻAbdilʻAzīz Āl Saʿūd) é o monarca reinante da Arábia Saudita desde 2005, em sucessão ao seu meio-irmão, Fahd da Arábia Saudita. Foi o príncipe herdeiro desde 1982 e durante a recuperação de seu irmão, desde 1996, foi o príncipe regente do país até a sua coroação. Durante o governo de Fahd assumiu o posto de vice-presidente do governo, com orientações distintas de Fahd. Abdallah é muito crítico com Israel e opositor da presença síria no Líbano. Em assuntos religiosos mostra-se mais devoto que seu antecessor, sendo convertido ao Sunismo. Seus críticos o consideram um terrível ditador teocrático que persegue impiedosamente seus desafetos políticos e religiosos e até mesmo seus próprios súditos através dos Mutaween, a polícia política e religiosa saudita, notória por sua crueldade e suas constantes violações dos direitos humanos. O rei atual é mais fanático ao Islã do que qualquer rei anterior, por isso as punições nesse sentido são as mais brutais possíveis.

Vida e Política[editar | editar código-fonte]

O malique (rei) Abdullah Bin-Abd-al-Aziz Al Saud nasceu em Riade em 1 de agosto de 1924, filho de Ibn Saud com sua oitava esposa. Em 1962, com 38 anos de idade assumiu o posto de Comandante da Guarda Nacional da Arábia Saudita e em 1975 se tornou o Vice-Primeiro-Ministro. Abadallah teve várias consortes ao longo de sua vida, dentre elas a princesa Tadi Mashan Bint Al-Jarba, Hessa Al Shaalan, Haifa Al Mohana, Aida Fostok, Anud, Malka Al Jarba, e al-Jauhara com quem teve 22 filhos.

Religião[editar | editar código-fonte]

Abdallah é considerado pelos estudiosos mais religioso que seu meio-irmão, Fahd. O malique faz parte do Sunismo, corrente majoritária do Islã, a religião predominante no país.

Abdallah é um admirável defensor do diálogo inter-religioso e em 2008 fez um pedido internacional para a paz entre as nações.[2]

Abdallah realizou uma conferência em Meca, capital religiosa do país, em Junho de 2008, na qual instruiu os líderes muçulmanos a iniciarem um diálogo de paz com os judeus e cristãos de todo o mundo. A proposta foi bem aceita pela população e teve destaque na mídia oriental. Ainda no ano de 2008, a Arábia iniciou seu primeiro diálogo inter-religioso com a Espanha,[3] que resultou na conferência de Madrid onde vários líderes religiosos mundiais se reuniram para discutir a paz entre as crenças.[4] A Espanha, mantem relações religiosas e diplomáticas com a Arábia até hoje. A conferência de Meca introduziu uma relação pacifista com os líderes de religiões monoteístas do sudeste asiático.

Política externa[editar | editar código-fonte]

Abdallah em visita ao ex-presidente George W. Bush.

O rei Abdallah foi responsável pela "Cultura da Paz", que teve lugar em Novembro de 2008 na Assembleia Geral das Nações Unidas. Abdallah conseguiu reunir nações ocidentais e muçulmanas na mesma conferência para discutir o preconceito contra o Islamismo e o Terrorismo frequentemente associado aos países árabes. O evento foi presidido por Abdallah juntamente com Tony Blair, Shimon Peres, George W. Bush e o rei Abdullah II da Jordânia.

Combate ao Terrorismo[editar | editar código-fonte]

O malique cumprimenta o então presidente russo Vladimir Putin em 2007.

Desde 2003, a Arábia Saudita têm enfrentado vários graves atentados terroristas que visam a influência política internacional e as forças de segurança do país. Os principais atentados incluem carros e homens-bomba. Alguns grupos internacionais, como a temida Al-Qaeda são acusadas pelo rei de serem as responsáveis pelo ataque em resposta ao incentivo de Abdallah às relações com os Estados Unidos.

Para tentar amenizar o problema, o malique têm se mostrado muito radical autorizando algumas medidas agressivas, como o enforcamento e a tortura em locais públicos.[5]

Relações com os Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Em outubro de 1976, Abdallah viajou aos Estados Unidos para uma reunião privada com o presidente Gerald Ford. Em Outubro de 1987, Abdallah viajou novamente para os Estados Unidos, desta vez como Príncipe herdeiro, para uma reunião com o então presidente Bill Clinton. Em 2000, o malique celebrou a virada do Milênio nas Nações Unidas. Em Junho de 2009, o malique recebeu Barack Obama na Arábia Saudita.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Filantropia[editar | editar código-fonte]

Abdallah é considerado o rei árabe mais caridoso da história. Em 2005, fez questão de investir na cirurgia de dois gêmeos siameses da Polônia, em reconhecimento recebeu um prêmio de Janikowo, cidade natal das crianças. Abdallah estabeleceu duas grandes bibliotecas na África-Ásia, uma em Riade e em Casablanca.

Abdallah doou 50 milhões de dólares em dinheiro e 10 milhões em materiais para auxiliar na reconstrução dos lugarejos afetados pelo Terremoto de Sichuan de 2008.[6] Abdallah doou 10 bilhões de dólares para o fundo patrimonial da King Abdullah University of Science and Technology em Maio de 2008.[7]

Família[editar | editar código-fonte]

Abdallah têm 4 esposas, máximo permitido pelo Islão, porém, o malique já foi casado várias vezes com outras mulheres, dentre elas: Tadi Mashan Bint Al-Jarba, Hessa Al Shaalan, Haifa Al Mohana, Aida Fostok, Anud, Malka Al Jarba e a Princesa al-Jauhara. O resultado destes casamentos foi nada menos do que 7 filhos e 15 filhas.

Filhos
  • Khaled bin Abdallah
  • Mutaib bin Abdallah
  • Faisal bin Abdallah
  • Sultan bin Abdallah
  • Turki bin Abdallah
  • Mish'al bin Abdallah
  • Saud bin Abdallah
  • Mansur bin Abdallah
  • Mashhor bin Abdallah
  • Bader bin Abdallah
  • Bandar bin Abdallah
  • Fahda bint Abdallah
  • Nayifa bint Abdallah
  • Aliya bint Abdallah
  • Adela bint Abdallah
  • Nouf bint Abdallah
  • Sita bint Abdallah
  • Saifa bint Abdallah
  • Abeer bint Abdallah
  • Sara bint Abdallah
  • Hayfa bint Abdallah
  • Areeb bint Adallah
  • Hanof bint Abdallah
  • Madawy bint Abdallah

Críticas[editar | editar código-fonte]

Em 16 de fevereiro de 2003, Parade Magazine avaliou o rei Fahd e o príncipe herdeiro Abdullah como o segundo pior ditador do mundo.Negando as acusações de violações dos direitos humanos, prisioneiros sauditas de Najran enviaram ao rei desejos de melhoras e lhe desejou uma rápida recuperação.Provavelmente foram obrigados a dizerem isso pelas autoridades do presídio

Em 24 de janeiro de 2007, a Human Rights Watch enviaram uma carta aberta ao rei Abdullah pedindo-lhe para cessar as perseguições religiosas Arábia Saudita. Duas cartas foram enviadas em novembro de 2006 e fevereiro de 2007 pedindo-lhe que retire a proibição de viajar para os críticos do governo saudita.Human Rights Watch ainda não indicou se tinha recebido nenhuma resposta a essas cartas.

Em 30 de outubro de 2007, durante uma visita de Estado ao Reino Unido, Abdullah foi recebido por manifestantes, acusando-o de ser um "assassino" e um "torturador". Preocupações foram levantadas no Reino Unido sobre o tratamento das mulheres e dos homossexuais pelo reino saudita. Preocupações foram também levantadas sobre supostas propinas envolvendo negócios de armas entre a Arábia Saudita e o Reino Unido.

Referências


Precedido por
Fahd
Rei da Arábia Saudita
2005 - atualidade
Sucedido por
-