Adelir Antônio de Carli

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Adelir Antônio de Carli (Pelotas, 8 de fevereiro de 1967Oceano Atlântico frente à costa catarinense, 20 de abril de 2008) foi um sacerdote católico brasileiro e ativista pelos direitos humanos, falecido após um acidente durante um vôo que realizava amarrado a balões de gás.

Direitos Humanos[editar | editar código-fonte]

Em 2006, como padre na diocese de Paranaguá, ficou conhecido ao denunciar a violação dos direitos humanos contra moradores de rua, torturados por agentes da segurança pública desta cidade.[1] [2] [3] [4] [5] Tais denúncias resultaram na prisão de quatro guardas municipais e do secretário municipal de segurança pública,[6] enquanto que outros três guardas ficaram foragidos.[7]

Vôo com balões de gás[editar | editar código-fonte]

O padre, conhecido por realizar vôos amarrado a balões de gás hélio,[8] planejava bater o recorde de permanência no ar nesta modalidade. Seu plano era partir dia 20 de abril de 2008 de Paranaguá com destino a Dourados. Porém, condições climáticas desfavoráveis - e, acima de tudo, a completa falta de planejamento técnico para o vôo-, desviaram sua rota e o levaram à costa do estado de Santa Catarina, onde perdeu contato com a equipe que monitorava seu vôo.[9] Em seu último contato via celular por satélite o padre informou que estava bem mas, já percebendo que desviara de sua rota, solicitou ajuda para operar seu aparelho de GPS e informou que a bateria do celular estava acabando.

A Marinha e a Aeronáutica realizaram as buscas no litoral de Santa Catarina, tendo encontrado apenas fragmentos de alguns dos balões do padre. [10] [11] A aeronáutica oficialmente encerrou a procura depois de mais de 72 horas .[12] A procura prosseguiu sendo feita pela marinha, bombeiros[13] e um avião particular contratado pela família.[14] No dia 1 de maio, a Marinha também desistiu das buscas.[15]

Morte[editar | editar código-fonte]

No dia 3 de julho de 2008 foi encontrado um corpo que poderia ser do padre Adelir Antônio de Carli, a 100 quilômetros da costa de Maricá, no Rio de Janeiro, pelo rebocador Anna Gabriela, a serviço da Petrobras.[16] O Instituto Médico Legal realizou exames de DNA confirmando que o corpo encontrado era efetivamente do padre.[17] O sepultamento ocorreu na cidade paranaense de Ampére.[18]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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