August Wilhelm Schlegel

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August Wilhelm von Schlegel

August Wilhelm von Schlegel (Hanôver, 8 de Setembro de 1767Bonn, 12 de Maio de 1845), poeta alemão, tradutor e crítico, nasceu em Hanôver, onde seu pai, Johann Adolf Schlegel (1721-1793), foi um pastor luterano. Ele foi educado no Hannover Gymnasium e na Universidade de Göttingen. Com seu irmão Friedrich, o principal filósofo do romantismo alemão, fundou a Athenaeum (1798-1800), a revista chefe do movimento.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Após alguns anos como tutor na casa de um banqueiro em Amsterdã, foi para Jena, onde, em 1796, casou-se com Karoline, a viúva do médico Böhmer e em 1798 foi apontado professor extraordinário. Aqui começou sua tradução de Shakespeare, a qual foi terminada finalmente, sob o superintendência de Ludwig Tieck, pela filha de Tieck, Dorothea e por Graf Wolf von Baudissin. Esta torna-se uma das melhores traduções poéticas no alemão, ou certamente em qualquer língua. Em Jena, Schlegel contribuiu para os periodicos de Schiller: o "Hören" e o "Musenalmanach"; e juntamente com o seu irmão Friedrich conduziu o "Athenaeum", o órgão da escola romântica. Publicou também um volume de poemas, e terá continuado uma já amarga controvérsia com Kotzebue.

Neste tempo eram notáveis o vigor e o frescor das idéias os dois irmãos, e estes eram respeitados como os líderes do novo romantismo crítico. Um volume de ensaios seus apareceu em 1801 sob o título de Charakteristiken und Kritiken. Em 1802 Schlegel foi a Berlim, onde entregou trabalhos no dominio da arte e da literatura; e no seguinte ano publicou o "Ion", uma tragédia no estilo de Euripides, a qual deu origem a uma discussão sugestiva sobre os princípios da poesia dramática. Isto foi seguido pela obra "Spanisches Theater" (2 Vols., 1803/1809), na qual ele apresentou admiráveis traduções de cindo dos Jodes de Calderon; e outro volume, "Blumensträusse italienischer, spanischer und portugiesischer Poesie"(1804), em que ele traduziu obras do espanhol, do português e do italiano.

Em 1807 atraiu muita atenção na França por ter escrito um ensaio na língua francesaintitulado "Comparaison entre la Phèdre de Racine et celle d'Euripide", no qual atacou o classicismo francês do ponto de vista da escola romântica. Seus trabalhos no dominio da arte e da literatura dramáticas ("Über dramatische Kunst und Literatur", 1809-1811), os quais foram traduzidos na maioria das línguas européias, foram publicados em Viena em 1808. Enquanto isso, após o divórcio de sua esposa Karoline, em 1804, viajou para França, Alemanha, Itália e outros países com Madame de Staël. Muitas das idéias incorporadas no trabalho dela “De l'Allemagne" eram provenientes de Schelegel.

Schlegel aceitou um lugar de professor de literatura na universidade de Bonn em 1818, e durante o resto de sua vida ocupou-se principalmente com estudos orientais, embora continuasse o trabalho sobre arte e literatura, e em 1828 publicou dois volumes de escritos críticos ("Kritische Schriften"). Em 1823-1830 publicou o jornal "Indische Bibliothek" (3 vols.) editado (1823), bem como "Bhagavad Gita" a partir de uma tradução em latim, e "Ramayana"(1829). Estes trabalhos marcam o começo do estudo do Sânscrito na Alemanha.

Após a morte de Madame de Staël, Schlegel casou (1818) com a filha do professor Paulus de Heidelberg, mas esta união foi dissolvida em 1821. Morreu em Bonn em 12º de maio 1845. Como um poeta original Schlegel é sem importância, mas como um tradutor poético ele raramente é sobrepujado, e na crítica pôs na prática o princípio romântico que o primeiro dever de um crítico não é julgar do ponto de vista superior, mas compreender e caracterizar um trabalho de arte.

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