Bacurizeiro

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Como ler uma caixa taxonómicaPlatonia insignis
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Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Malpighiales
Família: Clusiaceae
Género: Platonia
Espécie: Platonia insignis
Nome binomial
Platonia insignis
Mart. 1832
Platonia insignis - MHNT

Platonia insignis (antigamente, Platonia esculenta), conhecido popularmente como bacurizeiro, bacuri, ibacurupari[1] e mucuri,[2] é uma grande árvore da família das clusiáceas (antigamente, gutíferas). É nativa da região das Guianas, do Brasil (da Amazônia ao Piauí), Paraguai e partes da Colômbia. Seu fruto recebe o nome de bacuri, mas também é conhecido como landirana, bacury, bakuri, pacuri, pakuri, pakouri, packoeri, pakoeri, maniballi e naranjillo.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Bacuri" procede do tupi waku'ri.[3] "Ibacurupari" também procede do tupi.[4] "Mucuri" procede do tupi antigo mukury.[5]

Características[editar | editar código-fonte]

É uma árvore decídua de estação seca, com de 25 a 40 metros de altura. Tem folhas de 8 a 15 centímetros de comprimento, lanceoladas, coriáceas, flores rosadas de 5 a 7 centímetros, com 5 pétalas e numerosos estames. O fruto são bagas grandes, globosas e amarelas, com polpa amarelada e saborosa (apreciada sobretudo no Pará)[6] e epicarpo amarelo. O papagaio Pionites leucogaster foi visto polinizando-o: portanto, o bacurizeiro é uma espécie ornitófila (isto é, que atrai pássaros).

Bacuri

Utilização[editar | editar código-fonte]

Possui muito fósforo, ferro e vitamina C. Do bacuri, são feitos refrescos, doces e cremes; as sementes fornecem óleo que é utilizado como remédio caseiro no tratamento de doenças de pele.

Sua casca exsuda resina usada em medicina veterinária e sua madeira é nobre.

Foi usado na receita de fabricação de um chope da cervejaria Amazon Beer, de Belém no Pará.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 217.
  2. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 318.
  3. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 217.
  4. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 911.
  5. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 318.
  6. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 217.
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