Cachorrinho

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"Cachorrinho"
Single de Kelly Key
do álbum Kelly Key
Lançamento Brasil 30 de agosto de 2002
Formato(s) download digital
Gravação 2001
Gênero(s) Pop, R&B, Dance-pop
Duração 4:11
Gravadora(s) Warner Music
Composição Andinho
Produção Sérgio Mama
DJ Cuca
Crítica profissional UOL Music - 4 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg
Abril Music - 3 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svg
Terra Musica - 3 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svg
Informações sobre o vídeo musical
Gravação 2002
Diretor(es) Karina Ades
Duração 3:54
Cronologia de singles de Kelly Key
Último
Último
"Anjo"
(2002)
"Adoleta"
(2003)
Próximo
Próximo

Cachorrinho é o quarto single oficial da carreira da cantora pop brasileira Kelly Key, presente em seu primeiro álbum em estúdio, o homônimo Kelly Key. Lançada oficialmente em 30 de agosto de 2002, a canção foi composta pela cantora em parceria com o compositor Andinho, trazendo uma sonoridade mesclada entre pop e R&B.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Em 17 de abril de 2002, Kelly Key havia lançado seu terceiro single, "Anjo", alcançando o primeiro lugar, sendo a segunda canção lançada pela cantora a alcançar o primeiro lugar no Hot 100 Brasil e no Hit Parade Brasil. Na mesma época o álbum homônimo Kelly Key havia alcançado as 500 mil cópias vendidas, sendo relançado em versão espanhol, com o título de Kelly Key en Español e no formato de álbum remix, o Remix Hits. Com o sucesso do primeiro trabalho, Kelly estava sob a pressão de sustentar o mesmo desempenho dos singles anteriores, consagrando o primeiro álbum e despontando-o mais. Após algumas apresentações da canção "Cachorrinho", Kelly anunciou em seu site que a canção seria o quarto single oficial do álbum.

Composição e desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Composta pelo compositor Andinho, a canção explora o tema da mulher dominadora, colocando limites em um homem que antes era machista, usando da metáfora que leva-o em uma coleira por tal nível de dominação que exerce sobre ele[1] [2] . A canção passou para os estúdios onde foi produzida pelo DJ Cuca e pelos produtores Sérgio Mama e Afegan, explorando uma entre o pop e o R&B americano, com elementos de Dance-pop.

Divulação e Desempenho[editar | editar código-fonte]

A canção foi divulgada com exclusividade primeiramente pela rádio Jovem Pan e pela Mix FM, onde alcançou o primeio lugar em poucas semanas de lançamento. A divulgação do single passou por programas de televisão como Planeta Xuxa, Caldeirão do Huck, Domingão do Faustão, Programa da Hebe, Domingo Legal, e Disk MTV, além de outros programas de rádio e festivais de música[3] . O single alcançou a primeira posição no Hot 100 Brasil, Hit Parade Brasil e fechou como um dos singles mais tocados no ano no Brasil, além de alcançar boas posições nas paradas de Portugal e do Hispano-América, referente à América Latina.

Recepção e Crítica[editar | editar código-fonte]

A canção recebeu críticas positivas. O Jornal Agora classificou a cantora como "uma Britney Spears brasileira". Segundo o jornalista Alex Antunes a canção fez Kelly Key ficar conhecida nacionalmente pelo seu modo explicito e desbocado de falar sobre sexo, fazendo a cantora ficar conhecida como o oposto da virginal Sandy e da pop romântica Wanessa Camargo[4] . Já o jornalista Carlos Eduardo Lima classificou a canção como um hino do "girl power" e disse ainda que Kelly Key levantou "uma bandeira de auto-estima feminina, perdida há um bom tempo no Brasil", acrescentando ainda que mulheres de todas as idades se identificam com a canção da cantora, "compartilhando da vingança contra algum cafajeste"[1] .

Videoclipe[editar | editar código-fonte]

Gravado em 2 de agosto de 2002, o videoclipe do single foi produzido pela Academia de Filmes e dirigido por Karina Ades, uma das maiores diretoras de videoclipes brasileira, vencedora do MTV Video Music Brasil[5] , tendo ainda como diretor de forografia Adrian Teijido, conhecido por trabalhar para companhas publicitarias de marcas como Visa, C&A, e videoclipes de cantores como Gabriel, o Pensador e Cidade Negra[6] . O vídeo, rodado no Salão Nobre do Fluminense Football Club, na cidade do Rio de Janeiro, onde Kelly Key contracena com o modelo Walter Rosa. Por ser considerado com alto teor sexual, o videoclipe passou por uma censura em rede pública, sendo proibido para passar em horário livre, fazendo com que a Warner Music liberasse uma versão censurada e editada do vídeo.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

O videoclipe se inicia com Kelly Key no Salão Nobre do Fluminense Football Club vazio, apresentando apenas espelhos, luzes acesas e longas cortinas brancas escondendo o local, no qual Kelly veste uma blusa jeans de mangas longas e barriga de fora, abotoada apenas um botão abaixo do peito, deixando-a provocativa, combinada com uma calça preta e botas, sendo a maquiagem dos olhos azuis e o cabelo preso em rabo, enquanto cai em friz. A cena é alternada com outras duas: na primeira o modelo Walter Rosa, interpretando o rapaz à ser dominado por Kelly, observa o local com desconfiança, sentindo-se observado e percorre o salão vestindo um terno preto com camisa branca. Na segunda cena alternada, Kelly aparece de cabelo completamente preto, arrepiado para cima, vestindo um conjunto preto de blusa e calça com um largo corpete prateado, enquant dança com um grupo de garotas no mesmo salão vazio. Durante o vídeo Kelly percorre o salão cantando, mostrando cenas do rapaz se sentindo observado e procurando a cantora, alternando ainda para as dançarinas coreografando o refrão junto com Kelly. A partir da metade do vídeo a cantora encontra o rapaz, rodeia-o e começa um ritual de fazer um stripper no rapaz, tirando primeiramente o blaser, passando apra a camisa e as calças, deixando-o apenas de cueca preta. As cenas são mostradas em rapidos flashs enquanto a cantora e o modelo se acariciam e quase se beijam, contendo ainda uma cena em que Kelly Key arrasta o rapaz por uma coleira prateada, acabando por mostrar o rapaz lambendo o corpo da cantora.

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Posições[editar | editar código-fonte]

Paradas (2002) Posições
 Brasil — Hot 100 Brasil[7] 1
 Chile — Top 100 (Chile Singles Chart)[8] 11
Mundo Hispano-América — Top Latino[9] 25

Referências