Carazinho

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Município de Carazinho
"Capital do galeto com massa"
Avenida Flores da Cunha

Avenida Flores da Cunha
Bandeira desconhecida
Brasão de Carazinho
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Aniversário 24 de janeiro
Fundação 1931 (83 anos)
Gentílico carazinhense
Prefeito(a) Renato Süss (PDT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Carazinho
Localização de Carazinho no Rio Grande do Sul
Carazinho está localizado em: Brasil
Carazinho
Localização de Carazinho no Brasil
28° 17' 02" S 52° 47' 09" O28° 17' 02" S 52° 47' 09" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Noroeste Rio-grandense IBGE/2008 [1]
Microrregião Carazinho IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Coqueiros do Sul e Almirante Tamandaré do Sul a norte, Não-Me-Toque e Colorado a sul, Passo Fundo a leste, Chapada e Santa Bárbara do Sul a oeste, Pontão e Coqueiros do Sul a nordeste, Chapada a noroeste, Santo Antônio do Planalto a sudeste e Saldanha Marinho a sudoeste[2]
Distância até a capital 284 km
Características geográficas
Área 665,092 km² [3]
População 61 702 hab. Estimativa IBGE/2013[4]
Densidade 92,77 hab./km²
Altitude 603 m
Clima subtropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,799 alto PNUD/2000 [5]
PIB R$ 965 275,119 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 16 039,27 IBGE/2008[6]
Página oficial

Carazinho é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Localiza-se na latitude 28º17'02" sul e longitude 52º47'11" oeste, altitude de 603 metros acima do nível do mar. Sua população estimada em 2013 era de 61.702 habitantes.

A distância rodoviária até a capital do estado é de 284 quilômetros.

História[editar | editar código-fonte]

As terras do atual município faziam parte da redução jesuítica de Santa Teresa, Província das Missões, por volta de 1634, então subordinada ao governo espanhol. Em 1637 foi totalmente destruída pelos bandeirantes e posteriormente abandonada. Em 1750, com o Tratado de Madrid, passou a ser território português.

Em 1809 foi delimitada como parte do município de Rio Pardo e, em 1817, de São Luís de Leal Bragança. Em 1827 surgiu a primeira fazenda destinada à pecuária, de propriedade do Alferes Rodrigo Félix Martins, nas proximidades do atual distrito de Pinheiro Marcado. Em 1833, passou a fazer parte de São Borja e, finalmente, em 1834, de Cru[7] z Alta.

Em 1872, Possidônio Ribeiro de Sant'Ana Vargas doou para a Mitra Diocesana, terras para a construção de uma capela e início da formação do povoado Arraial de Carazinho, em homenagem a Pedro Vargas. O povoado surgiu com a construção da capela do Senhor Bom Jesus de Iguapé em 1880. Mais tarde chegaram imigrantes alemães e italianos, que se dedicaram à lavoura em pequenas propriedades. Em 1896 o 4º Distrito de Passo Fundo, denominado de Jauizinho, foi dividido em 3 seções, e uma delas passou a se chamar Carazinho. Em 1931 Carazinho foi emancipado e em 1938 elevado à categoria de município.[8]

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia local é baseada na agricultura, mas conta também com algumas empresas de grande porte, como a Nestlé (laticínios), Semeato, Rotoplastyc, Stara, TW Transportes, CSBN industrial, Soder Tecno, Landrin, Gihal e Implementos Agrícolas Max.

O comércio local é destaque entre os municípios da Região.

Educação[editar | editar código-fonte]

Conta com 46 escolas de ensino fundamental e médio além de duas universidades:

Há unidades de todos os segmentos do Sistema S (SEST SENAT, SENAI e SENAC), onde são ofertados cursos profissionalizantes, como também com uma escola de aviação sediada no Aerocube de Carazinho, onde são ministrados cursos de piloto privado, piloto comercial, piloto de planador, paraquedismo, aeromodelismo, além de vários outros homologados.

Energia[editar | editar código-fonte]

A Centrais Elétricas de Carazinho S/A - ELETROCAR é uma empresa de economia mista, da qual o maior acionista é a Prefeitura de Carazinho, com duas usinas hidrelétricas: a PCH Mata Cobra, com 2,88 MW, e a PCH Colorado, com 1,12 MW.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Limites do Município:[9]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Hospital Comunitário de Carazinho (HCC) que atende pelo SUS, é mantido e ampliado pela comunidade.

Mídia[editar | editar código-fonte]

Televisão

Em Carazinho, está a sede de uma das emissoras de televisão da Rede Pampa de Comunicação, a TV Pampa Norte, canal 9 VHF, que gera programas locais como o Pampa Meio Dia e transmite a programação da RedeTV! para toda a região norte do estado. Os outros canais são repetidoras de emissoras de televisão de outros municípios, como a RBS TV Passo Fundo, canal 6 VHF.


Transportes[editar | editar código-fonte]

Rodoviário[editar | editar código-fonte]

Ferroviário[editar | editar código-fonte]

Aéreo[editar | editar código-fonte]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Jockey Clube Carazinhense[editar | editar código-fonte]

Contam os historiadores que em frente ao local onde está instalado o prédio da Prefeitura (Avenida Flores da Cunha, principal artéria da cidade), os primeiros habitantes se divertiam aos domingos e feriados promovendo corridas de cavalos na chamada cancha reta, num percurso de 700 a 1.000 metros.

O gaúcho, termo que significa vaqueiro, é tradicionalmente conhecido como amigo do cavalo. Nas canções nativistas e nos contos históricos, o animal está intimamente ligado às tradições locais.

As canchas retas estão disseminadas por todo o território do Rio Grande do Sul e alguns outros estados, porém a cancha reta mais famosa do Brasil e da América do Sul é a do Jockey Clube de Carazinho[carece de fontes?]. Ali, anualmente se desenvolvem grandes acontecimentos turfísticos e pelo menos uma vez por ano, entre janeiro e fevereiro, as atenções do mundo turfista se concentram no município, com a realização do Festival de Velocidades.

Os famosos cavalos Puro Sangue Inglês do Brasil e exterior disputam nesta época a coroa de maior velocista. Até animais da raça quarto de milha, paralelamente competem, atraindo turfistas e turistas de todas as partes, que denominam Carazinho de Capital da Cancha Reta. Ocorre também leilões.

Museu Olívio Otto[editar | editar código-fonte]

Em 1957, Antônio Carlos Otto, popularmente conhecido como Negão, morreu em consequência de um desastre de avião. Desejando perpetuar a lembrança do filho, seu pai, Olívio Otto, iniciou uma coleção particular de peças históricas, da qual o primeiro exemplar foi um pedaço de uma das asas do avião acidentado. Com doações da comunidade o acervo cresceu no decorrer dos anos.

Em 1972 a coleção passou para a administração municipal, no então denominado Museu Regional do Planalto, considerado uma referência cultural e histórica do município de Carazinho, atraindo inúmeros visitantes.

Em 1991 Olívio Otto morre, e após mobilização da comunidade, em 1993 a casa passa a se chamar Museu Regional Olívio Otto.

O acervo reúne cerca de 20 mil peças e está catalogado da seguinte maneira: Icnografia (4500 peças), Armaria (539 peças), Arte Sacra (1.041 peças), Museu de Cera (38 peças), Zoologia (por animais taxidermizados, representando a fauna típica da região do Planalto do Rio Grande do Sul, do país e do exterior), mineralogia (1.176 peças), instrumentos musicais (1.340 peças), máquinas, utensílios domésticos, variedades e porcelanas (3.500 peças).

É considerado o maior museu do interior do Rio Grande do Sul

Parque Municipal João Xavier da Cruz[editar | editar código-fonte]

Localizado às margens da antiga estrada Carazinho-Passo Fundo (Estrada Bela Vista), com 217 hectares, o parque possui a maior reserva de pinheiro-brasileiro, Araucaria angustifolia (reflorestada) da região, com mais de 500 árvores.

Antes denominado Parque da Cidade, a reserva florestal recebeu a nova denominação, sugerida e aprovada pela Câmara de Vereadores e transformada em lei, em homenagem ao ecologista João Alberto Xavier da Cruz, professor, advogado e historiador, que se destacou como um dos mais ferrenhos defensores do parque.

Devido à frequência de papagaios-charão, Amazona pretrei, que transformaram o local em dormitório, o parque alcançou repercussão nacional, o que atraiu pesquisadores de várias partes do mundo para observar o comportamento da ave. Com a constatação da presença da espécie, considerada espécie em extinção, ambientalistas pressionaram a administração e o parque foi transformado em um Parque Municipal direcionado para utilização sustentável, notadamente educação ambiental e turismo regrado.

Atualmente está em estudo um novo plano de manejo, com trilhas para caminhadas entre as árvores nativas, com o objetivo de atrair turistas, estudantes e pesquisadores.

Parque de Exposições Vali Albrecht[editar | editar código-fonte]

Às margens da BR-386, distante 7 quilômetros da cidade, localiza-se o Parque de Exposições Vali Albrecht, com uma área de 19,8 hectares, 5 pavilhões e área para rodeio. Ali se desenvolvem anualmente eventos diversos, destacando-se a EXPOCAR - Exposição Feira de Carazinho, que reúne expositores de todos os segmentos industriais e comerciais.

O parque é também local para o Rodeio Cidade de Carazinho, a Feira do Terneiro e a Feira do Gado Leiteiro, além de diversas outros eventos do setor agropecuário regional.

Aeroclube de Carazinho[editar | editar código-fonte]

Com mais de 60 anos de atividade, além de ser uma escola de formação de pilotos e paraquedistas, realiza voos panorâmicos, viagens de lazer e demonstrações aéreas. BR-285, km 220.

Carazinho conta também com um Aeroclube de Planadores filiado à FBVV (Federação Brasileira de Voo a Vela).[10]

Monumento ao Gaúcho Bombeador[editar | editar código-fonte]

Esculpido por Vasco Prado, foi inspirado na figura de Pedro Vargas, fundador de Carazinho. Na Praça das Bandeiras, na Avenida Flores da Cunha, em frente à Estação Rodoviária.

Centros de Tradição Gaúcha[editar | editar código-fonte]

Carazinho preza muito a tradição gaúcha, e dispõe dos CTGs: Unidos pela Tradição Rio-Grandense, Rincão Serrano, Alfredo D'Amore, Vento Minuano e Pedro Vargas.

Clubes sociais[editar | editar código-fonte]

O município conta com clubes ricos em áreas para prática de esportes de competição, além da atividade social. Os mais conhecidos, entre outros, são: Grêmio Aquático Carazinhense, Clube Comercial, Clube Caixeiral, Sociedade Recreativa Harmonia, AABB, Sociedade Recreativa Cultural Beneficente Flor da Serra.

Filhos ilustres[editar | editar código-fonte]

Galeria de fotos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. http://mapas.ibge.gov.br/divisao/viewer.htm
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. IBGE - Estimativa Populacional 2013
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  7. Lucas Ramminger http://carazinhocidada.wordpress.com/2012/01/15/o-nome-carazinho-de-onde-vem/
  8. Rio Grande - História de Carazinho
  9. [http://www.carazinho.rs.gov.br/web/index.php?menu=cidade&sub=localizacao.
  10. http://planadores.org.br/onde/riograndedosul.htm

Ver também[editar | editar código-fonte]

  • Livro: Do Caapi ao Carazinho: notas sobre trezentos anos de história : 1631-1931
Autor Alvaro Rocha Vargas

Ligações externas[editar | editar código-fonte]