Carolina (Maranhão)

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Município de Carolina
"Paraíso das Águas"
Praça Alípio Carvalho.

Praça Alípio Carvalho.
Bandeira de Carolina
Brasão de Carolina
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 8 de julho
Fundação 8 de julho de 1859
Gentílico carolinense
Prefeito(a) João Alberto Martins Silva
(20092012)
Localização
Localização de Carolina
Localização de Carolina no Maranhão
Carolina (Maranhão) está localizado em: Brasil
Localização de Carolina no Brasil
07° 19' 58" S 47° 28' 08" O07° 19' 58" S 47° 28' 08" O
Unidade federativa  Maranhão
Mesorregião Sul Maranhense IBGE/2008[1]
Microrregião Porto Franco IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Estreito (MA), Riachão (MA), Feira Nova (MA), Darcinópolis (TO), Filadélfia (TO), Goiatins (TO), Barra do Ouro (TO) e Campos Lindos (TO).
Distância até a capital 860 km km
Características geográficas
Área 6 441,559 km² [2]
População 23 979 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 3,72 hab./km²
Altitude 148 m m
Clima Quente úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,658 (BR: 3629º MA: 11º) – médio PNUD/2000[4]
PIB R$ 110 329,705 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 385,30 IBGE/2008[5]

Carolina é um município brasileiro do estado do Maranhão. Está localizado no Sul do Estado, à margem direita do rio Tocantins. É conhecido pelas suas diversas cachoeiras. Carolina é o ponto de apoio para a visita ao Parque Nacional da Chapada das Mesas, onde se localizam diversas cachoeiras e canyons.

Índice

[editar] Visão geral

Carolina é pitoresca, possui tudo o que uma cidade pequena tem, mas com inúmeros atrativos. Ainda que pequena no tamanho, mas imensa em relação ao significado histórico e também ao que representa para o sul do Maranhão. Carolina talvez seja a cidade mais bonita, mais tranqüila e mais gostosa de se viver.

Avenida Benedito Leite.

A cidade perdeu quase tudo quando Juscelino decidiu construir a Belém-Brasília, passando a 100 Km de distância da cidade e criando em seu percurso outros pólos de desenvolvimento como os municípios de Imperatriz e Estreito. Ironia do destino ou não, a verdade é que Carolina soube conservar todo seu patrimônio natural e cultural a exemplo do seu acervo arquitetônico colonial e seus 22 rios perenes completamente desprovidos de poluição. Foi justamente pela quantidade de recursos hídricos na região que o município recebeu o título de "Paraíso das Águas".

[editar] História

A história de Carolina, com relação à fixação dos limites de seu território, foi bastante contenciosa, já que as duas províncias limítrofes - Maranhão e Goiás, hoje Tocantins - reivindicavam, para sim, a posse territorial da cobiçada área, repleta de terras férteis, campos verdejantes, águas cristalinas, além de uma paisagem agreste e exuberante constituída de serras, morros e colinas, que prende a atenção do viajante e inspira prosadores e poetas.

Carolina teve sua fase áurea, como a maiorias das cidades ribeirinhas do grande rio, no período que a navegação foi muito importante para a economia da região como meio de transporte até início da década de 1960.

Segundo Maria do Socorro Coelho Cabral, in Caminhos do Gado, no fim do século XVII e início do século XVIII, o governador do Maranhão, Antônio Saldanha da Gama, empreendeu esforços para pôr em prática a ordem real de descoberta, editada pela Carta Régia de 12 de março de 1978, complementada por outras providências oficiais de 5 de setembro de 1811. Esses esforços consistiam de autorização para fundação de uma Companhia de Navegação e para construção de um presídio na foz do Manoel Alves Grande. Embora mal sucedido o empreendimento do governo de Antônio Saldanha da Gama, é evidente que, à época, Carolina pertencia ao Maranhão.

[editar] A contenda

Pelo ano de 1808, segundo ainda Maria do Socorro Coelho Cabral, chegavam à margem oriental do Tocantins, alguns mercadores e ex-garimpeiros goianos, dentro eles, Francisco José Pinto Magalhães, fundando a povoação de São Pedro de Alcântara (Carolina) - "um lugar de rara beleza", na expressão de Eloy Coelho Neto, in História do Sul do Maranhão e segundo Carlota de Carvalho, assentada onde o rio Tocantins dobra o curso para o oeste e salientando agudo cotovelo para leste.

Da fundação da povoação por Pinto Magalhães resultaram questões de limites entre as duas províncias que somente foram dirimidas nos meados do século XVIII.

[editar] A solução da pendência

Por recomendação régia, procedeu-se, em 1816, a demarcação de limites entre as duas províncias, assinando-se em 9 de julho desse mesmo ano o Auto de Demarcação que fixava como limites entre Maranhão e Goiás, os rios Manoel Alves Grande e Tocantins. Segundo esse Auto, a povoação de São Pedro de Alcântara pertencia ao Maranhão. Mas a questão não ficou completamente resolvida.

Escola Estadual Sertão Maranhense.


Em 1820, o fazendeiro Antônio Moreira da Silva fundou, à margem ocidental do rio Tocantins, por conseguinte, em terras goianas, a povoação de Santo Antônio das Três Barras. Por recomendação do deputado Pe. Luís Gonzaga Camargo Fleury, que aí esteve em 1825, a povoação passou a denominar-se Carolina, em homenagem à princesa austríaca Carolina Leopoldina, mulher de D. Pedro I.

Pelo Decreto Regencial de 25 de outubro de 1831, Carolina - A VELHA, é elevada a vila. Resolveu, então, o governo goiano, 1834, transferir o nome e a sede para a antiga povoação de São Pedro de Alcântara, achando-se com direito de jurisdição sobre todo o territorial da Carolina - A NOVA, que compreendia o lado oriental do Tocantins, da cachoeira de Santo Antônio à foz do rio Manoel Alves Grande. As reivindicações sobre esse território acirraram a disputa entre as duas províncias.

A questão só ficou definitivamente solucionada, em 1854, ao ser aprovado pelo Congresso Nacional, a Lei 1773, de 23 de agosto de 1854, que definia como limites as mesmas linhas anteriormente fixadas pelo Auto de Demarcação.

[editar] O fundador

Historicamente, o verdadeiro fundador de Carolina outro não é senão o intrépido sertanista Elias Ferreira Barros, que estabeleceu às margens do Manoel Alves Grande, duas fazendas: Mirador e Cruzeiro, e alcançando o Tocantins, avançou com outros companheiros além dos limites que contornavam a província do maranhão, atingindo antes mesmo das gentes de Goiás e Pará, as terras localizadas às margens do rio Tocantins, de são João do Araguaia, ao norte, a porto imperial, hoje porto nacional, ao sul.

[editar] A cidade

Carolina foi elevada à categoria de cidade pela Lei Provincial de Nº 527, de 8 de julho de 1859. Eloy Coelho Neto diz: "A República proclamada em 1889 encontrara Carolina integrada ao estado do Maranhão. Era a primeira cidade do sul do Estado e, depois de Caxias, a mais importante." È conhecida nacionalmente por suas belas cachoeiras.Já foi visitada por inumeras celebridades como Roberto Bonfim,Marcos Palmeiras,o páraquedista Sabiá,Carmo Dalla Vecchia,Isabela Garcia e muitos outros.

[editar] Geografia

Com uma latitude de 7°19'58 sul e longitude de 47°28'08 oeste, localiza-se próximo à divisa com o Tocantins, ao Sul do estado, em uma altitude de 148 metros, em média. A cidade é separada da cidade de Filadélfia (Tocantins) pelo Rio Tocantins.

Além de ser banhada pelo Rio Tocantins, Rio Lajes, Rio Farinha, Rio Itapecuru, Rio Manoel Alves, Rio Sereno, Carolina é cortada por rios menores e diversos riachos e córregos cortam a sede e o interior do município.

[editar] Clima

O clima da Chapada das Mesas é do tipo Tropical com duas estações bem distintas: uma seca e outra chuvosa. A pluviosidade média anual é de aproximadamente 1.600mm, concentrada nos meses de novembro a abril, trata-se de um clima tropical quente e seco, o regime térmico é pouco variável, oscilando entre 26° e 28°, baixando no mês de junho para aproximadamente 20°C.

[editar] Relevo

A maioria das áreas do município é considerada plana com leves acentuações, possui também áreas com declives elevados. O solo é Arenoso e argiloso. Dispõe ainda de alguns cânions, cavernas e formações rochosas (Platôs – bloco de rocha arenítica) que lembram esculturas. O pico mais alto do município é o Morro do Chapéu (365 metros).

[editar] Hidrografia

A rede hidrográfica do município é bastante rica, formada por rios perenes e temporários. Os rios pertencem a duas bacias hidrográficas: Tocantins e Paranaíba.

[editar] Vegetação

As condições ecológicas da área dos municípios de Riachão e Carolina são consideradas com a predominância do cerrado, especialmente do tipo cerradão. Podemos observar a presença de matas isoladas e matas ciliares. A sua vegetação é composta por Serrados, Caatingas, Chapadas, Várzeas e Brejos. Os campos são encontrados em menor número. Há também nos baixões existência de madeira de lei como: aroeira, pau’darco, tamburi, angelim, jatobá, cedro, sucupira, etc. Camaçari e Canjirana são encontradas nas matas ciliares. São plantas extrativas: piqui, bacuri, buriti, bacaba, caju, açaí, cajá, etc.

[editar] Demografia

A população total de Carolina é de 25.257 habitantes (censo 2009), sendo 15.349 residentes na zona urbana e 9.908 residentes na zona rural. A área total do município de Carolina é de 6.463 km², perfazendo portanto uma densidade demográfica de 3,70 hab/km².

[editar] Estrutura

[editar] Transporte

A cidade conta com uma ótima estrutura de vias de acesso por terra, água e ar. Pode-se chegar a cidade por via Aérea a partir de Imperatriz-MA Através da GOL e TAM, por Araguaína-TO Através da BRA, por via Rodoviária a partir de Imperatriz (220) ou Araguaína (98 km)em Vans e Carros via, ou por via Ferroviária pela estrada de ferro São Luís/Carajás descendo em Açailandia-MA (300 Km).

[editar] Sistema de comunicação

A cidade conta com sinal de celular das principais operadoras do país, telefonia fixa e internet.

[editar] Lazer

Carolina consolidou-se como destino para o turismo de negócios, de eventos, de lazer e ecoturismo da região sul maranhense. Carolina é o principal e mais próximo ponto de apoio da região turística estadual classificada como "Pólo das Águas e o Parque Nacional da Chapada das Mesas".

[editar] Parque Nacional da Chapada das Mesas

Morro do Chapéu.

O Parque Nacional da Chapada das Mesas é constituido de formações rochosas que formam a Chapada das Mesas, como o Morro do Chapéu, Morro do Dedo, Morro Do Gavião, Portal da Chapada, Morro do Macaco e muitos outros cenários de muita beleza. A Chapada das Mesas recebeu esse nome por possuir morros de grandes alturas que tiveram suas surperfícies planificadas pela erosão, a maioria deles lembrando o formato de mesas, e tem como atração turística o turismo ecológico com suas lindas paisagens vegetativas, as praias do rio Tocantins, cachoeiras e os chapadões.

Cachoeira da Pedra Caída.

[editar] Cachoeiras

Ao visitar a cidade, poderão ser vistos ao longo do percurso:

  • Cachoeira da Pedra Caída: Para atingir a cachoeira, percorre-se uma trilha em meio a vegetação e outras pequenas cachoeiras, descendo por uma longa escada. Trata-se de um rio que, ao encontrar um buraco, despenca em forma da cachoeira de 50 metros, formando uma generosa piscina natural e seguindo seu curso. É uma visão inesquecível. O local conta com serviço de bar, restaurante e chalés.
  • Cachoeira da Prata: A Cachoeira do Prata está localizada no Rio Farinha, numa região não tão desbravada, selvagem pode-se dizer. As pessoas que moram por perto são típicos sertanejos, valorizam o lugar onde moram. Fica próxima da cachoeira de São Romão.
  • Cachoeiras Itapecuru: As cachoeiras ficam localizadas junto à BR-230, 33 Km distante de Carolina, 66 Km de Riachão, 130 Km distante de Balsas e lá você encontrará duas lindas cachoeiras que caem de 12 metros e formam uma enorme piscina natural com rochas que a circundam, praias e pequenas ilhas. O local conta com serviço de bar, restaurante e chalés.
  • Ilha dos Botes: a A Ilha dos Botes, banhada pelas águas do rio Tocantins, preserva uma exuberante mata virgem formada por babaçuais nativos e coqueiros e ainda guarda na época de veraneio as mais belas praias de águas límpidas margeada por pequenas dunas nos seus sete quilômetros de extensão.
  • Morro das Figuras: próximo à cachoeira da Prata, a 40 km de Carolina com formação rochosa com diversas inscrições rupestres recentemente descobertas por arqueólogos, que acreditam ser de autoria de índios craôs descendentes dos tupis-guaranis.
  • Morro do Chapéu: com seus 378 metros de altura. Leva o nome por causa do formato. O morro do chapéu é um dos mais belos cartões postais da região de chapada. Da parte superior de sua formação é possível contemplar toda região, observando a ilha dos botes, o rio Tocantins, a cidade de Carolina além das demais formações de platôs que compõe o cenário da Chapada das Mesas. Pode ser visto também durante o percurso (estrada) entre Estreito, Carolina e Riachão.
  • Portal da Chapada: de fácil acesso, mas só pra quem conhece bem o local (deve se subir por trás). O morro que fica na estrada para as cachoeiras da Pedra caída, possibilita impressionante visão da chapada das mesas. Além disso, fato interessante é que em uma das paredes do morro há uma cratera com o formato do mapa do Estado do Tocantins.
  • Praias do Tocantins: conhecida por todos que passam pela região sul do Maranhão, o local é bastante cheio. Apesar de serem mais conhecidas como as praias de Carolina, elas aparecem do lado do Estado de Tocantins, na cidade de Filadélfia. As praias começam a aparecer quando o rio baixa, a partir do mês de junho e só desaparecem no final do mês de outubro. O local conta com serviço de bar e restaurante.
Cachoeira de São Romão.
  • Cachoeira do São Romão: A Cachoeira de São Romão é uma queda d'água lindíssima, localizada no Rio Farinha, um afluente do Rio Tocantins, a 70 quilômetros de Carolina. O acesso a essa cachoeira se faz por uma boa parte em estrada de chão, sendo necessário um veículo de tração como pick-ups e jeeps. O que torna o passeio uma aventura ainda mais emocionante. O local conta com serviço de bar, restaurante e chalés.
  • Cachoeira do Dodó: Localizada em propriedade particular, e 34 km da cidade de Carolina. Lá você vai conhecer as águas mornas da cachoeira do seu dodô e as inúmeras pequenas cachoeiras que formar um lugar quase virgem. o lugar posui bar, restaurante e até barracas que lhe permitem pernoitar.
  • Balneário Praiolandia: É mais uma opção de lazer que fica a 3 Km do centro, via BR-230 o Balneário possui bar e restaurante, fica as Margens do Rio Lajes.
  • Balneário Queda D'agua: Fica a 30 Km do centro da cidade via BR 230 no povoado itapecuruzinho, onde se encontra paz e sossego para desfrutar da natureza e das Águas cristalinas. O local oferece serviço de hospedagem (chalés) e alimentação.
  • Poço Azul: Fica localizado no Rio Cocal, no município de Riachão. A uma distância de 130 km de Carolina. É o local mais paradisíacos da Chapada das Mesas, a água cristalina em uma piscina natural com mais de 5 metros de profundidade de águas cristalinas que encanta a todos.
  • Encanto Azul: Fica localizado no Rio Cocal, no município de Riachão. Não há como não se encantar por esta beleza natural de água límpida, cristalina e temperatura perfeita para o banho, e apreciação dos peixes. Não esqueça de trazer óculos para mergulho.
  • Cachoeira do Ilia: Cachoeira que fica a 20 km de Carolina em estrada de terra. O acesso é através da estrada que passa perto do Morro do Chapéu. Recomenda-se ir de moto, ou caminhonetes e jipes. Sua beleza está na água de sua queda d'água que escorre pelo paredão e na água limpa do rio.
  • Cachoeira da Garrafal: Pequena cachoeira de águas cristalinas, possui um ótimo banho, a água tem temperatura agradável, indicada para o calor da região. Fica localizada a 24 km da cidade, seguindo o mesmo caminho para se chegar à Cachoeira do Ilia. O acesso pode ser feito de motocicletas, ou 4x4, pois o terreno é um pouco acidentado e algumas partes com bastante areia.
  • Rio Tocantins: Um dos principais rios brasileiros, divide os estados do Maranhão e do Tocantins, proporcionando a pesca como atividade comercial e cenários de rara beleza, principalmente o pôr-do-sol visto de Carolina. No Rio Tocantins temos como principais atrativos as praias que aparecem nos meses de junho a agosto e a Ilha dos Botes.
  • Cachoeira do Capelão e Caverna: O atrativo caracteriza-se por uma pequena caverna e lago formados pela força das águas da cachoeira do Capelão no arenito friável.
  • Cachoeira de Santa Bárbara: A Cachoeira de Santa Bárbara, uma queda de 75 metros fica localizada no município de Riachão. A uma distância de 130 km de Carolina. Fica ao lado do poço azul, chega-se ao local depois de uma trilha de 5 minutos.

[editar] Economia

A base da economia de carolina está no Comércio, Agricultura, Pecuária, Extrativismo.

[editar] Cultura

[editar] Culinária

A gastronomia Carolinense é rica e bastante diversificada onde destacam-se os pratos a base de peixe de água doce como: surubim no leite de coco e pirão, pacu, tambaqui e tambacu fritos, assim como a carne de sol com macaxeira frita e a galinha caipira ao molho pardo. Entre as frutas regionais encontramos o cupuaçu, araçá, cajá, maracujá, coco d’água, além dos famosos doces caseiros de casca de laranja,jaca, manga buriti, banana passa.

A gastronomia se constitui, sem dúvida nenhuma, em um traço importante da cultura de um povo. A culinária Carolinense é rica e bastante diversificada, onde se destacam os pratos a feitos com peixe de água doce da região como o surubim, pacu, tambaqui e tambacu, assim como pratos à base de carne seca. Uns ingredientes muito utilizados na culinária Carolinenses são os derivados da mandioca como a tapioca e a puba.

Os doces feitos pelas doceiras da cidade à base de casca de laranja, jaca, manga, buriti, banana e bacuri são famosos em toda a região. Os principais pratos típicos carolinenses são: Grolado de puba - Prato feito com “puba”, uma farinha derivada da mandioca, que é misturada em uma panela com água e levada ao fogo até ficar levemente escaldada; Peixe ao leite de coco - Prato preparado com peixes dos rios da região, cozido com azeite, temperos verdes, leite de coco e pimenta. Geralmente é servido em panela de barro, acompanhado de arroz branco; Vatapá de galinha - Prato feito com peito de frango desfiado, leite de coco e pimenta a gosto. É muito consumido nas festas tradicionais da cidade; Paçoca de carne seca - Preparado com carne seca e farinha de mandioca que são misturados e batidos em um pilão. É consumido como tira-gosto ou como complemento em refeições; Mangulão ou bolo de roda - Caracterizado pelo seu formato redondo, é feito à base de mandioca e leite. É um bolo salgado muito consumido nas comemorações religiosas da cidade e como componente do café da manhã e jantar; Bolo frito de tapioca - Bolo salgado feito de tapioca que, quando pronto, fica com uma consistência crocante. É tradicionalmente consumido durante o café e jantar; Anel de bispo - Bolo salgado com formato de anel feito à base de tapioca que é muito consumido no café da manhã e lanches da tarde e Língua de mulata - Bolo doce preparado à base de farinha de trigo, manteiga e leite de coco. É servido polvilhado com açúcar e canela.

Os famosos doces da cidade, são preparados com as frutas da região. As frutas são cortadas e cozidas em calda de açúcar e temperadas com ervas e especiarias que dão um especial sabor aos deliciosos doces de Carolina. Os mais procurados são os doces de casca de laranja, tijolo de jaca, manga, buriti, banana passa, Bacuri e Buriti.

[editar] Folclore

Em Carolina são várias as manifestações do imaginário popular quanto a seres lendários ou mitológicos, que mantêm acesa a chama da herança cultural Carolinense, passada de geração em geração. Os mais conhecidos são as lendas de antigas aldeias indigenas que habitavam o local e das ondas ufológicas que supostamente foram vistas por populares de carolina.

[editar] Eventos

Os principais eventos da cidade são: Festa de ano novo, Carnaval, Vaquejada, Aniversário da Cidade, Ilhas dos Botes e o período das Praias, Festa Junina, Festejo de São Pedro de Alcântra e Enduro do Cerrado.

[editar] Galeria

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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