Centro Cultural João Nogueira

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Imperator - Centro Cultural João Nogueira é um centro cultural público do Méier, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Inaugurado em 12 de junho de 2012 pela prefeitura carioca após dois anos de reformas da antiga casa de espetáculos Imperator, que havia fechado em 1996. Hoje abriga um teatro com capacidade para 642 pessoas sentadas e 1060 pessoas em pé, três salas de cinema mantidas pelo grupo Severiano Ribeiro, sala de exposições, bistrô e um terraço verde de 1.200 metros quadrados.[1]

Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier – Rio de Janeiro - RJ

História[editar | editar código-fonte]

Cine Imperator: 1954–1986[editar | editar código-fonte]

Aberto ao público em 1954, o Cine Imperator com 2.400 lugares, era considerado a maior sala de cinema da América Latina e marcou toda uma geração de espectadores, ávidos por assistir as chanchadas da Atlântida Cinematográfica e filmes norte-americanos estrelados por astros como James Dean, Marilyn Monroe e Elvis Presley. A entrada do cinema era o ponto de encontro da juventude transviada. A calçada em frente ao cine vivia apinhada de lambretas com rapazes e moças se aglomerando no local. Até o princípio da década de 1980 o Cine Imperator teve uma freqüência de público bastante generosa, com extensas filas na galeria de acesso à sala. Filmes nacionais como os dos Trapalhões e Dona Flor e Seus Dois Maridos, e estrangeiros como ET e Tubarão, atraíam uma legião de cinéfilos ao Cine Imperator.

Com o surgimento de grandes shoppings centers, o Cine Imperator entrou numa fase de decadência, onde o esvaziamento de público resultou em significativos prejuízos, que obrigaram ao encerramento de suas atividades em 1986.

Imperator (casa de espetáculos): 1991-1996[editar | editar código-fonte]

Em 1991 o local foi reaberto como casa de espetáculos tendo o seu nome preservado. O show de estreia foi com a cantora estadunidense Shirley MacLaine que encantou o público com sua magistral apresentação. Outros astros internacionais se apresentaram no local como Tina Turner, Bob Dylan, Stevie B, Information Society e Beastie Boys. Artistas nacionais também marcaram presença no palco do Imperator: Tom Jobim, Caetano Veloso, Marisa Monte, Mastruz com Leite, Engenheiros do Hawaii Gal Costa (que fez um show memorável no qual mostrou os seios), Xuxa, Tim Maia, Lulu Santos, Barão Vermelho e Fafá de Belém, além de importantes nomes no cenário musical do meio gospel, tais como a Banda Catedral e a cantora Marina de Oliveira.

Neste período sua importância na vida cultural da cidade foi de tal monta que moradores da zona sul carioca, região ofertada pelos mais renomados espaços de entretenimento, cruzavam o Túnel Rebouças para privilegiar os shows produzidos pela casa de espetáculo.

No ano de 1995 o Imperator foi novamente fechado. Esse novo encerramento das atividades fez nascer o temor de que o local se transformasse em uma igreja evangélica, tal como ocorreu com muitos outros cines do Rio de Janeiro. No ano seguinte, porém, a casa reabriu com o show de Roberto Carlos. Os mais de dois mil ingressos postos a venda se esgotaram rapidamente. Isso porém não foi capaz de contornar novos sinais de prejuízo. A casa começou a ceder espaço para a realização de matinês comandadas por DJs do mundo funk carioca. Com a lucratividade cada vez mais escassa o Imperator fechou novamente as suas portas.

Fechamento e revitalização[editar | editar código-fonte]

Em 2002 o então governador Anthony Garotinho determinou a desapropriação do local prometendo a implantação de um centro cultural que contaria com cinema, teatro e cyber café. Entretanto, não conseguiu, em seu mandato, concretizar a promessa. Desistindo do projeto feito no governo do marido, a ex-governadora Rosinha Matheus assinou um decreto determinando a transformação do espaço no Centro Cultural Casa de Samba que contaria com espaços destinados para o samba, grupos de cinema, música e escola de circo. O decreto de Rosinha também previa biblioteca, palco para shows de lançamento de CDs e shows.

Em 2009 o secretário estadual de Cultura do Governo Sérgio Cabral Filho, Luiz Paulo Conde, prometeu analisar a viabilidade de reabilitação do projeto proposto no Governo Garotinho. Pouco tempo depois, o governo estadual cedeu o terreno à prefeitura do Rio, que deu início, em 2011, às obras de transformação do espaço em Centro Cultural João Nogueira. O nome do espaço homenagearia o cantor e compositor João Nogueira, nascido e criado no Méier. João era integrante da ala de compositores da Portela e fundador do bloco Clube do Samba, que ajudou a revitalizar o carnaval de rua carioca.[2] .

Transformação em Imperator - Centro Cultural João Nogueira (2012 - )[editar | editar código-fonte]

Reinaugurado em 12 de junho de 2012, com um show de Diogo Nogueira, filho de João Nogueira, o Imperator – Centro Cultural João Nogueira se consolidou, em um ano de existência, como o mais importante equipamento cultural da Zona Norte do Rio de Janeiro e como um dos principais da cidade. Com pouco mais de um ano de existência, atingiu o número de 1 milhão de visitantes e recebeu mais de 100 diferentes atrações, reunidas nos mais diversos segmentos artísticos como teatro, musicais, shows nacionais e internacionais, concertos, cinema, exposições, entre outros. Além disso, através do projeto Outra Cena, ampliou suas atividades, abrindo espaço para o trabalho com formação e pensamento artístico, via cursos, oficinas e palestras.

Entre as peças de teatro que passaram pelo centro cultural desde 2012, estão: Dona Flor e Seus Dois Maridos, Ensina-me a Viver, BooM (com Jorge Fernando), Os Homens São de Marte... E é pra lá que eu vou (com Mônica Martelli), A Arte e a Maneira de Abordar seu Chefe para Pedir um Aumento (com Marco Nanini), Viver Sem Tempos Mortos (com Fernanda Montenegro), À Beira do Abismo me Cresceram Asas (com Maitê Proença e Clarisse Derzié Luz).

Entre os artistas que fizeram shows no centro cultural desde 2012, estão:

Nacionais: Diogo Nogueira, Ana Carolina, Arlindo Cruz, Gilberto Gil, Jorge Vercillo, Marina Lima, O Rappa, Martinho Da Vila, Marcelo D2, Nando Reis, Baby Do Brasil, BLITZ, Adriana Calcanhotto e Os Paralamas do Sucesso

Internacionais: Stevie Wonder, Jon Anderson, Ron Carter, Tame Impala, Ben Kweller e Nouvelle Vague

Referências