De cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades

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De cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades,[1] é uma frase de efeito popularizada por Karl Marx no ano de 1875, em Crítica ao Programa de Gotha. Enfatiza o princípio de que, numa sociedade comunista, cada pessoa deveria contribuir o melhor de sua habilidade e consumir dela apenas a proporção do necessário a si. Na visão marxista, tal acordo seria possível graças a abundância de bens e serviços que uma comunidade socialista desenvolvida pode ser capaz de produzir, havendo o suficiente para satisfazer as necessidades de cada um.[2]

Origem[editar | editar código-fonte]

O parágrafo completo contendo a declaração de Marx é o seguinte:

Cquote1.svg "Na fase superior da sociedade comunista, quando houver desaparecido a subordinação escravizadora dos indivíduos à divisão do trabalho e, com ela, o contraste entre o trabalho intelectual e o trabalho manual; quando o trabalho não for somente um meio de vida, mas a primeira necessidade vital; quando, com o desenvolvimento dos indivíduos em todos os seus aspectos, crescerem também as forças produtivas e jorrarem em caudais os mananciais da riqueza coletiva, só então será possível ultrapassar-se totalmente o estreito horizonte do direito burguês e a sociedade poderá inscrever em suas bandeiras: De cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades."[1] Cquote2.svg
Karl Marx - Tradutor desconhecido

Bíblica[editar | editar código-fonte]

Há referências bíblicas desta forma de pensamento no "Novo Testamento". Na parábola sobre o Reino de Deus, Jesus falou sobre o que nos é dado, de acordo com nossas habilidades, a fim de testar o compromisso do servo para com o seu senhor. Em Atos, o estilo de vida dos apóstolos é baseado em posses comunitárias, sem a propriedade individual. No mesmo livro, há o uso da frase: Se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade.[3]

Cquote1.svg Mateus 25-15: E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.

Atos 2-45: Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.

Atos 4-32/35: Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos; então, se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade.

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Exemplos[editar | editar código-fonte]

Nas sociedades primitivas[editar | editar código-fonte]

Marxistas afirmam que, quando o homem era caçador-coletor, as sociedades se caracterizavam pelo sistema econômico comunal. No Marxismo, dá-se o nome de comunismo primitivo.

Comunidades[editar | editar código-fonte]

Houve várias tentativas em praticar o princípio em pequenos grupos, inseridos em meio a sociedades com outros sistemas econômicos, sendo que não foram necessariamente inspiradas por Marx ou pelo Marxismo. Alguns exemplos são:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Karl Marx. Tradutor desconhecido (27/07/2001). Critica ao Programa de Gotha (em português) Portal Domínio Público. Página visitada em 25 de dezembro de 2010.
  2. Milene Consenso Tonetto (23/02/2006). O papel dos direitos humanos na filosofia prática de Habermas (em português) UFSC Redação de defesa de metrado. Página 32.. Página visitada em 25 de dezembro de 2010.
  3. Versão Almeida Revista e Atualizada

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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