¿Por qué no te callas?

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Plenário da votação em Santiago.

¿Por qué no te callas? (espanhol para "Por que não te calas?") foi uma frase dita pelo rei Juan Carlos de Espanha ao presidente venezuelano Hugo Chávez durante a XVII Conferência Ibero-Americana, realizada na cidade de Santiago do Chile, no final de 2007.

O motivo da "exaltação" do rei espanhol foram as constantes interrupções do presidente Hugo Chávez na resposta do primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero em defesa do ex-primeiro-ministro José María Aznar, a qual Chávez criticou duramente devido ao suposto apoio de Aznar ao fracassado Golpe de Estado contra o presidente venezuelano em 2002. Cháves o chamou de "fascista". Isto depois de Chavez referir as ligações de Aznar à maçonaria e o convite que ele lhe fez para pertencer ao "clube"

O incidente[editar | editar código-fonte]

Enquanto Hugo Chávez criticava José María Aznar, o rei espanhol se irritou, dizendo a frase "¿Por qué no te callas?" a Chávez.

A frase acabou "chateando" Hugo Chávez, que disse que cobraria mais impostos das transnacionais espanholas no país. Além disso, Chávez ainda congelou as relações com a Espanha.

Reação de Chávez[editar | editar código-fonte]

O presidente da Venezuela respondeu, logo depois do fim da Cúpula, que o monarca não poderia ter tal comportamento.

"Exijo respeito, porque eu também sou um chefe de Estado e eleito democraticamente", ressaltou Chávez. "Ele (o rei) é tão chefe de Estado quanto eu, com a diferença de que fui eleito três vezes", disse durante um ato acadêmico em uma universidade particular chilena.

Repercussão[editar | editar código-fonte]

Nos dias seguintes ao episódio, o governo espanhol tentou minimizar o incidente, mas Chávez incrementou as tensões com repetidas declarações acerca do ocorrido. A famosa frase dita pelo rei espanhol virou mania na Internet, com vários vídeos postados no site Youtube. Também virou febre em toques para celulares uma música remix da frase. Também foi usada pelos críticos ao Chávez, já que até então, nenhum chefe de estado e governo, criticado pelo presidente venezuelano, havia reagido.

Felipe Massa[editar | editar código-fonte]

Após críticas ao piloto Fernando Alonso, o jornal espanhol Mundo Desportivo estampou uma reportagem com a pergunta direcionada ao brasileiro Felipe Massa.[1]

José Serra[editar | editar código-fonte]

No dia 4 de novembro de 2010, durante um seminário sobre as relações entre a América Latina e União Europeia, em Biarritz, no sul da França, José Serra fez várias críticas ao governo do presidente Lula, acusando-o de desindustrializar o país e adotar um "populismo" de direita em matéria econômica. Ao acusá-lo de "unir-se a ditaduras como o Irã", foi interrompido por um membro da Fundação Zapata, do México, que gritou a frase, o que gerou um alvoroço na sala.[2]

Referências

  1. Jornal espanhol sai em defesa de Alonso e critica Massa: ‘Por que não se cala?’ (em português). Globo Esporte (11 de fevereiro de 2010). Página visitada em 30-6-2010.
  2. Serra critica governo Lula e é interrompido por manifestante em palestra na França (em português). Folha de São Paulo (5 de novembro de 2010). Página visitada em 5-11-2010.
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