Ecoporanga

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Município de Ecoporanga
"Cidade Futuro"
Bandeira de Ecoporanga
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 9 de abril
Fundação 9 de abril de 1955
Gentílico ecoporanguense
Prefeito(a) Pedro Costa (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Ecoporanga
Localização de Ecoporanga no Espírito Santo
Ecoporanga está localizado em: Brasil
Ecoporanga
Localização de Ecoporanga no Brasil
18° 22' 22" S 40° 49' 51" O18° 22' 22" S 40° 49' 51" O
Unidade federativa  Espírito Santo
Mesorregião Noroeste Espírito-santense IBGE/2008 [1]
Microrregião Barra de São Francisco IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Ao norte Nanuque-MG e Carlos Chagas-MG, à oeste Ataléia-MG, ao sul Água Doce do Norte, Barra de São Francisco e Vila Pavão e à leste Nova Venécia, Mucurici e Ponto Belo
Distância até a capital 315 km
Características geográficas
Área 2 283,227 km² [2]
População 23 212 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 10,17 hab./km²
Altitude 230 m
Clima Tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,662 médio PNUD/2010 [4]
PIB R$ 220 446,949 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 9 216,39 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura www.ecoporanga.es.gov.br

Ecoporanga é um município brasileiro do estado do Espírito Santo. Situado na região Noroeste do estado se destaca na produção de leite e na extração e beneficiamento de rochas ornamentais.

História[editar | editar código-fonte]

A história de Ecoporanga começa em 1934, quando Jacinto Antônio Dias, um pioneiro, vem das terras de Minas Gerais, saindo de Conselheiro Pena, trazendo junto nesta caminhada de migrante a mulher Guilhermina Joana de Jesus e seus doze filhos.

A região era coberta de matas, não havia estradas, meios de transporte e nem energia elétrica. Neste tempo as pessoas andavam a pé ou a cavalo para percorrer as terras do município.

Quando Jacinto Antônio Dias chegou, ele não se limitou a tomar posse de uma nova terra, nela plantando e erguendo um rancho. Fez mais, criou um núcleo de desbravamento. Ante as possibilidades que vislumbra no lugar, reclama reforços, convoca mais braços para o trabalho comum, traz gente de Minas Gerais. Assim começa a formar um núcleo urbano.

Naquela época já havia chegado à região o Frei Inocêncio de Comiso da ordem dos Capuchinhos, e então a pedido do frei, Jacinto Antônio Dias faz a doação de 28 hectares de terra, em 1937 destinados à fundação de um patrimônio em honra de Nossa Senhora do Monte Serrat.

A presença do frei, no Alto São Mateus, estava ligada a ação missionária que esses religiosos, desde a década de setenta do século XIX exerceram nas selvas entre os rios Mucuri e Doce, na catequese dos índios e na pregação de missões ambulantes.

A partir da doação desta terra de 28 hectares foi formado o núcleo populacional que receberia a denominação de Patrimônio do Quinze, posteriormente Nova Betânia, Rubinópolis e, finalmente, Ecoporanga.

Formação do Município de Ecoporanga

Na década de 40 toda a região fazia parte do Município de Barra de São Francisco. O Sr. Tolentino Xavier Ribeiro candidatou-se a vereador por aquele município, percorreu por esses arredores em busca de voto. Sensibilizado com tanta dificuldade enfrentada pelo povo em percorrer a pé ou a cavalo para fazer suas compras e todo tipo de negócio em Barra de São Francisco, prometeu ao povo que se eleito fosse lutaria pela emancipação política deste lugar. Elegeu-se e lutou junto às autoridades estaduais para conseguir cumprir sua promessa.

No dia 29 de dezembro de 1953, o Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, Jefferson de Aguiar, através da lei N° 776 de 1953, Art. 6º, que passou a vigorar no dia 1º de janeiro de 1954, transfere a sede do distrito de Stª. Rita para o povoado de Rubinópolis, passando a chamá-lo de Ecoporanga. No Art. 7º da mesma lei, a região que se encontra o recém criado Distrito de Ecoporanga é desmembrada do Município de Barra de São Francisco-ES e passa a fazer parte do Município de Joeirana (atual Ataléia-MG).

Toda esta região estava no chamado “Contestado”, disputa de terras entre os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. No início de 1955 a sede do Município de Joeirana estava ocupada por autoridades do Estado vizinho, então o Presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, o mesmo Jefferson de Aguiar que a pouco mais de um ano antes havia tornado Ecoporanga distrito de Joeirana, fez no dia 12 de janeiro de 1955 a lei N° 897, que autorizava a instalação da sede do Município de Joeirana no Distrito de Ecoporanga. O Presidente autorizou ainda que o Governador nomeasse o Prefeito Municipal de Joeirana, que foi Tolentino Xavier Ribeiro, até que o Egrégio Tribunal Eleitoral determinasse a realização de eleições para prefeito e vereadores.

No pleito de outubro de 1955, a comunidade do novo Município elegeu seu primeiro Prefeito o Sr. João Corcino de Freitas que aliado ao Deputado Floriano Lopes Rubin, realizara intensiva campanha pela aprovação da disposições contidas na Lei 897 anteriormente citada. O Município de Joeirana ficou assim dividido: Ecoporanga (sede) e os distritos de Cotaxé, Novo Horizonte, Joaçuba e Joeirana.

Esta transferência de sede do Município foi autorizada até que Minas Gerais devolvesse a sede original para o Estado do Espírito Santo, fato que nunca ocorreu.

O Município de Joeirana com sede em Ecoporanga foi efetivamente instalado em 9 de abril de 1955, data que é comemorada até hoje como a fundação do município.

Pela lei estadual nº 1.121, de 16 de outubro de 1956, assinada pelo Governador Francisco Lacerda de Aguiar, o Município de Joeirana passa a denominar-se Ecoporanga.

Pela lei N° 1.158 de 27 de novembro de 1956 fica criada a Comarca de Ecoporanga, que antes era servida pela Comarca de Barra de São Francisco-ES.

Pelo decreto estadual nº 264, de 15 de setembro de 1963, do Estado do Espírito Santo e decreto estadual nº 7166, de 15 de setembro de 1963, do Estado de Minas Gerais, o distrito de Joeirana passou a integrar difinitivamente ao Estado de Minas Gerais se transformando em Município de Ataléia.

Pela lei estadual nº 3046, de 14 de maio de 1976, são criados os distritos de Imburana e Santa Luzia do Norte e anexados ao município de Ecoporanga.

Em divisão territorial datada de 1 de janeiro de 1979, o município é constituído de sede e 5 distritos: Ecoporanga, Cotaxé, Imburana, Joaçuba, Novo Horizonte e Santa Luzia do Norte.

Pela lei nº 473, de 25 de outubro de 1990, é criado o distrito de Santa Terezinha e anexado ao município de Ecoporanga.

Pela Lei nº 1431, de 25 de agosto de 2009 a organização do território de Ecoporanga tem por base 08 distritos: Sede, Prata dos Baianos, Cotaxé, Santa Luzia do Norte, Imburana, Joaçuba, Santa Terezinha e Muritiba.

O Significado do Nome

Até hoje não se sabe ao certo qual a origem do nome Ecoporanga, mas há duas versões mais difundidas.

Na primeira levá-se em conta a origem indígena do nome, que significaria Terra de Prosperidade em língua Tupi. O dicionarista Luis Carlos Tibiriçá, no seu Dicionário Tupi-Português, registra com significado de Ecoporanga beleza e virtude, termos que se aproximam da tradução inicial.

A outra, mais verossímil, foi dado segundo a tradição local como sendo a junção das palavras Eco e Poranga, pois, na época da colonização se ouvia o eco do nhambu, ave chamada pelos indígenas de poranga.

Qualquer que seja a explicação, o fato é que o nhambu se incorporou às tradições da cidade, consagrando-se ao ser incluído no brasão de armas do município, onde se destaca em negro contra o fundo branco da parte inferior.

Atividades econômicas[editar | editar código-fonte]

Nas décadas de 70 e 80 a economia ecoporanguense se baseava nas grandes lavouras de café e grandes pastagens. A população do município era muito maior que hoje. No início da década de 90 os moradores da cidade iniciaram um grande êxodo rural e foram buscar melhores condições em grande cidades como Vitória e Belo Horizonte e nos estados da região norte do país, como Rondônia e Pará. Com o êxodo, a agricultura do município decresceu muito e ficou por muitos anos na estagnação. Nos últimos anos com o início da extração em grande escala de rochas ornamentais a cidade voltou a se desenvolver e alavancou o crescimento a agricultura. Hoje Ecoporanga é o maior produtor de leite (41.847.000 litros por ano) e tem os maiores rebanhos bovino (215.803 cabeças) e equino (5.200 cabeças) do estado do Espírito Santo.

Criminalidade[editar | editar código-fonte]

Ecoporanga nos últimos anos, vem se destacando nos noticiários do estado e até mesmo do Brasil de uma forma nada agradável em razão dos inúmeros assassinatos que tem ocorrido no município, só no ano de 2010, segundo fontes municipais, foram mais de 27 assassinatos, e no mês de Janeiro de 2011 já foram assassinados 6 pessoas. Religiosos chegam a dizer que existe uma possível maldição lançada sobre a cidade há muitos anos, desencadeando assim, uma sequência de crimes bárbaros ocorridos nos últimos 6 anos.

Instituições Financeiras 2013[editar | editar código-fonte]

Número de Agências 4: Banco do Brasil, Banestes, Sicoob e Caixa Econômica Federal.

Receitas Orçamentárias Realizadas 2008[editar | editar código-fonte]

R$ 34.732.091,78

Valor do Fundo de Participação dos Municípios - FPM 2008 = R$ 9.514.126,45

Quantidade de Empresas Instaladas 500

Pessoal ocupado assalariado 2.380

Salário médio mensal 3,2 salários mínimos[6]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Serviços de Saúde Hospitalares 2005

Estabelecimentos de Saúde total 21

Estabelecimentos de Saúde público 17

Leitos para internação em Estabelecimentos de Saúde total 66

Leitos para internação em Estabelecimentos de Saúde público total 0

Leitos para internação em Estabelecimentos de Saúde privado total 66

Leitos para internação em Estabelecimentos de Saúde privado SUS 54

População[editar | editar código-fonte]

Estimativa da População em 1960 era de 46.801

Estimativa da População em 2010 é de 23.296, constatando uma grande redução populacional devido ao êxodo para os estados do norte do país

Geografia[editar | editar código-fonte]

De relevo bastante ondulado, a sede do município é localizada a 230m de altitude em relação ao nível do mar. O município está localizado na Serra dos Aimorés e registra uma precipitação média de 1.280 mm por ano.

Segurança[editar | editar código-fonte]

A Polícia Militar do Estado do Espírito Santo possui uma Companhia de Polícia (2ªCia do 11º BPM) encarregada de promover a paz social em todo o município e de realizar políticas publicas de segurança para a proteção do cidadão ecoporanguense.

Divisão administrativa[editar | editar código-fonte]

Ecoporanga tem 07 distritos: Imburana (21), Cotaxé (35), Muritiba (52), Santa Luzia (57), Joaçuba (20), Santa Terezinha (15), Prata dos Baianos (20), e 05 povoados: Itapeba (31), Ribeirãozinho (18), Santa Rita (18), São Geraldo (17), Dois de Setembro (9).

Distância até a cidade de Ecoporanga entre parênteses.

Ecoporanga conta também em seu núcleo urbano com os bairros: Centro, Vila Nova, Homero Amante, Vale Encantado, Divino Espírito Santo, Benedita Monteiro, Valtinho Figueiredo, Nossa Senhora Aparecida, Conjunto Délio Rodrigues, Bela Vista, Jardim Paulista, Buraco Quente, entre outros.

Religião[editar | editar código-fonte]

Ecoporanga possui inúmeras igrejas, a maioria da população se denomina Católica, mas há um grande número de denominações históricas: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Evangélica Assembleia de Deus, 1ª Igreja Batista, Igreja Batista Nacional, Igreja Adventista do 7º Dia, Igreja Presbiteriana do Brasil, Igreja Batista Esperança. Conta também com inúmeras denominações do ramo Neopentecostal como Igreja Deus é Amor, Igreja Mundial do Poder de Deus e Igreja Internacional da Graça de Deus e igraja crista Maranata.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 31 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  6. http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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